domingo, 21 de junho de 2015

3 MIL FAMÍLIAS REOCUPAM FAZENDO EXIGINDO REFORMA AGRÁRIA

TODO APOIO A ESTA DECISÃO DAS 3 MIL FAMÍLIAS SEM TERRA! AFINAL, QUEM NÃO CUMPRIU COM SEU DEVER, AO NÃO COLOCAR EM PRÁTICA O QUE HAVIA ASSUMIDO COMO SEU COMPROMISSO, É O GOVERNO FEDERAL. É INCRÍVEL, MAS DE FATO DILMA NÃO DÁ UM PASSO EM FAVOR DOS TRABALHADORES EM SEU SEGUNDO MANDATO, ENQUANTO SE ADIANTA AOS DESEJOS DO CAPITAL FINANCEIRO. 

ATÉ QUANDO SE CONTINUARÁ AGREDINDO A PACIÊNCIA DO POVO?


NOTA DO MST SOBRE OCUPAÇÃO DA FAZENDA SANTA MÔNICA – CORUMBÁ/GOIÁS

Na madrugada desde domingo (21), cerca de 3 mil famílias do MST ocuparam pela segunda vez a Agropecuária Santa Mônica, registrada no nome do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), um complexo de mais de 21 mil hectares e autodeclaradas improdutivas.

As propriedades do senador ficam entre os municípios de Abadiânia, Alexânia e Corumbá, a 100 km de Brasília e 120 Km de Goiânia. Segundo dados levantados pelo próprio MST, ao todo as propriedades do senador alcançam mais de 20.000 hectares e são auto-declaradas improdutivas.

O  MST retorna à área devido o não cumprimento por parte do Governo Federal de, após 60 dias da reintegração de posse da área, serem assentadas cerca de 1100 famílias. Outra parte não cumprida do acordo foi a realização de estudo sobre a legalidade da posse do Senador Eunício Oliveira sobre as 21 mil hectares do complexo, uma vez que há grande volume de informações na região sobre a grilagem da área.

Diante desta situação, o Acampamento Dom Tomás Balduíno, símbolo da luta popular e pela terra no Goiás, afirma sua determinação em permanecer na área até que o governo destine o complexo latifundiário para fins de reforma agrária.

Com essa ocupação, o MST reafirma seu compromisso com a sociedade brasileira de lutar pelo fim do latifúndio, contra o agronegócio e pela produção de alimentos saudáveis para o povo da cidade e do campo.

A não realização da Reforma Agrária só interessa a uma pequena elite que defende apenas seus interesses, não os do Brasil. Por isso, seguimos em luta! E avisamos ao senador e aos poderes estadual e federal: viemos para ficar, queremos Reforma Agrária já!

Lutar, construir reforma agrária popular!
Corumbá – Goiás, 21 de junho de 2015
Direção Estadual do MST-Goiás

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