quarta-feira, 26 de agosto de 2020

SEMANA SEM PETRÓLEO. PARTICIPE!

 PARABÉNS AOS ORGANIZADORES, JUNTO COM O DESEJO DE QUE MUITA GENTE PARTICIPE.

E VOCÊ, APROVEITE PARA A OPORTUNIDADE DE PENSAR COMO PRECISAMOS LIBERTAR-NOS DA PETRODEPENDÊNCIA, E DE COMO VIVEREMOS MELHOR, NÓS E A MÃE TERRA, QUANDO NOS LIBERTARM, DOS DESSA FONTE FÓSSIL E CONTAMINADORA DE ENERGIA.

HÁ ALTERNATIVAS. NÃO SE DEIXE ILUDIR POR MAIS TEMPO PELOS FALSOS AGRUMENTOS DAS EMPRESAS PETROLEIRAS, POIS ELAS MENTEM CONSCIENTEMENTE HÁ UM BOCADO DE ANOS. INFORME-SE. PARTICIPE DA SEMANA SEM PETRÓLEO.

 

Semana Sem Petróleo alerta para “petrodependência” e propõe alternativas

Mais de 60 atividades online chamam atenção para impactos da exploração petrolífera. Com a pandemia, programação da quarta edição é totalmente virtual

Presente nos deslocamentos de veículos, nas fibras sintéticas das roupas, nos cosméticos, nos alimentos cultivados com agrotóxicos, no gás de cozinha, nos itens e sacolas de plástico, o petróleo e seus derivados parecem estar em quase todos lugares em nosso cotidiano. Porém, o alerta dos cientistas é urgente: para evitar o aquecimento global e suas consequências trágicas é preciso deter a queima de combustíveis fósseis.

É por isso que a Semana Sem Petróleo, que acontece de 1 a 7 de setembro, busca denunciar a “petrodependência” de nossa sociedade e apontar caminhos para um outro modelo mais limpo e saudável e menos tóxico para as vidas e para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. A programação completa segue no final do texto.

“A dependência do petróleo se dá numa escala ampla, com uma sociedade dependente, uma economia dependente, mas também num nível micro, da nossa vida cotidiana, absolutamente dependente do petróleo e de seus derivados”, diz Marcelo Calazans, sociólogo integrante da Campanha Nem Um Poço a Mais, que organiza a Semana Sem Petróleo.

Em sua quarta edição, o evento conta com mais de 60 atividades totalmente online, gratuitas e com alcance internacional. Pela primeira vez, a Semana Sem Petróleo acontece de forma totalmente virtual. Diante da pandemia do novo coronavírus, a Campanha decidiu realizar suas atividades totalmente online para evitar aglomerações, o que possibilitou também ampliar o alcance nacional das atividades e incluir convidados internacionais de países como Nigéria, Holanda e Equador, que são referência mundial nas temáticas abordadas.

Durante sete dias, mesas de debate, momentos místicos, oficinas, filmes, atividades infantis, apresentações artísticas, performance e outras atrações vão compor um grande mosaico de atividades, que dialogam em diversas linguagens, unindo alertas e propostas para uma sociedade pós-petroleira, que demanda mudanças políticas, energéticas e tecnológicas.

Na mesma semana acontece o VI Seminário da Campanha Nem Um Poço a Mais, que reúne organizações sociais brasileiras e estrangeiras, especialistas e ativistas, discutindo questões como impacto da extração petrolífera nas comunidades tradicionais, seus efeitos para a saúde, a contaminação ambiental e as mudanças climáticas. Os efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a cadeia do petróleo, com a relevante queda na produção e consumo, também serão debatidos.

A Semana Sem Petróleo também se caracteriza por sempre trazer atividades culturais, rodas de conversa e oficinas dentro da temática e propostas por pessoas, coletivos e grupos sociais. Nesse sentido, haverá uma programação especial de atividades para o público infantil e também o Cineclube Nem Um Poço a Mais, com filmes e debates diários que retratam o impacto do petróleo em comunidades e as alternativas possíveis.

Buscando apontar caminhos para uma sociedade pós-petroleira, o evento também trará a IV Feira Livre de Petróleo, desta vez online, buscando proporcionar a venda e troca de produtos e serviços que representem alternativas que substituam o uso de petróleo e derivados, visibilizando sobretudo ingredientes naturais, produção artesanal e cuidados mútuos.

Ainda será realizada a Mostra de Artes Olhar Pro-Fundo, em formato digital, reunindo trabalhos de artistas nacionais e internacionais que propõem reflexões sobre a toxidade do contemporâneo e os caminhos para a construção do bem-viver. Tanto a feira com a mostra de artes seguem com inscrições abertas até o dia 29 de agosto para os interessados em inserir seus produtos ou obras, que devem entrar em contato por meio do e-mail semanasempetroleo@gmail.com.

Todas as atividades são gratuitas e on line. Para participar basta acessar o link da plataforma ZOOM, da atividade correspondente, disponível no site www.areaslivresdepetroleo.org.

Histórico

A Semana Sem Petróleo foi criada em 2017 em Vitória (ES), a partir das organizações que compõem a Campanha Nem Um Poço a Mais, que questiona a expansão petroleira inconsequente no Brasil diante de um planeta que vê crescerem as ameaças da consequência da mudanças climáticas.

Nas edições anteriores, aconteceram atividades presenciais no Estado do Espírito Santo, tanto na capital Vitória como em comunidades do interior e do litoral que são impactadas direta ou indiretamente pela exploração de petróleo.

SERVIÇO

IV Semana Sem Petróleo ON LINE

1º a 7 de Setembro 2020

Acesse a programação completa:

Site: www.areaslivresdepetroleo.wordpress.com

E-mail: semanasempetroleo@gmail.com

Redes sociais:  https://www.facebook.com/semanasempetroleo

https://www.instagram.com/campanhanemumpocoamais

PROGRAMAÇÃO GERAL IV SEMANA SEM PETRÓLEO

Todas as atividades da Semana serão online. Para entrar nas salas você precisará do Zoom ou pode assistir pelo YouTube

01/ TERÇA

10 h

Abertura Mística Celebrativa e Coletiva da Semana Sem Petróleo – Traga sua fala, música e expressão!

15 h às 17h

Experiências de Transição Agroecológica no Extremo-Norte do Espírito Santo

Roda de Conversa com Giuliana Nascimento (Comunidade Quilombola São Cristovão – São Mateus/ES); Pedro Paulo (Associação Veneciana de Agroecologia – Nova Venécia/ES); Ingrith Atanazio Emílio (Comunidade Quilombola Santa Luzia – Montanha/ES); João Batista (Coordenação das Comunidades Quilombolas do Estado do Espírito Santo/Agricultura Ecológica); Mediador: Gustavo R Pereira (Doutorando em Desenvolvimento Rural – UFRGS).

16 h às 16h30

Compostagem – substrato para humanos

oficina com Juan Felipe Barrios Lopez

17 h às 18 h

Show  “Mar Adentro”

Músicas e textos de autoria de Juba Machado

19 h às 21 h

Arte, Ativismo e Contracultura + Lançamento da Mostra Olhar Pro-Fundo

roda com artivistas Angie Vanessita, Maria Alejandra Munoz, Kate Parcœur, Abou Mourad, Thiago Araújo, Moema Freitas, Flavia Bernardes, Vitor Taveira, Ricardo Sá e Ivny Matos e mediação de Fabíola Melca

02/ QUARTA

9 h às 10 h

Horticultura urbana – Horta Comunitária Quintal da Cidade (módulo 1)

oficina com Daurio Bricio

10 h às 11 h

Pegada da Onça – Alimentação para imunidade a base de fermentados e livre de petróleo (Kombucha e caiçuma) oficina com Maria Alejandra Munoz e Marcos Vinicius

10 h às 12 h

Como zerar o lixo da sua casa? Uma experiência prática e urbana

roda de conversa  com João Felipe Herrero

14h-15h 

Você sabe o que é o Fracking? Esta técnica destrutiva pode estar mais perto do que você imagina.

Com 350.org

15 h às 17 h

painel 1 – seminário NEM UM POÇO A MAIS

abertura / homenagem a Seu Curumba (in memorian)

Lutas anti petroleiras, povos tradicionais e sem terra no ES

com  Kátia Penha (Coordenação Estadual Quilombola Zacimba Gaba), Paulo Tupinikim (APIB),  Nego da pesca (FAPAES), Edineia Rosa Neves (MST) e José Souza Barcelos (Comunidade indígena de Areal do Rio Doce)

mediação de Daniela Meirelles (FASE ES) – com Desenho Documento de Moema Freitas – Sereias Tóxicas

16 h às 18:30 h

Ressignificando a Interação entre humanidade e ambiente: Desafios e Possibilidades

roda de conversa com DesenvolverSer – Mônica Ribeiro, Francelina Felipe, Fabiana Alvarez & Ednilda Bayde

17 h às 18.30 h

Painel 2 do Seminário NEM UM POÇO A MAIS

Poluição, danos à saúde e acidentes ampliados: o caso REDUC (RJ)

com  Sebastião Braga (SCC/FAPP-BG), Sebastião F. Raulino (FAPP- BG, Pastoral do Meio Ambiente  e RBJA) e Andressa Delbons (SINDIPETRO Caxias)

mediação de Leila Salles (FAPP-BG/RJ)

18h30 h às 20:30h

É  possível transitar sem poluir?

Roda de Conversa virtual com Coletivo Pedalamente:  Daniela, Hudson, Laura,

19 h às 21 h

Painel 3 do Seminário NEM UM POÇO A MAIS

Transição energética e justiça ambiental

com Luiz Mário SINDIPETRO-Rio, Célio Bermann ( USP/RBJA), Carlos Neiva (CEPEL/SENGE-RJ), Sérgio Ricardo (Baía Viva-RJ/ RBJA) e Natália Russo ( SINDIPETRO- Rio/ Federação Nacional dos Petroleiros- FNP)

mediação de Sebastião Fernandes Raulino (FAPP- BG, Pastoral do Meio Ambiente e RBJA)

20 h às 21.30 h

cineclube Nem Um Poço a Mais

exibição do curta NOTÍCIA DA CULTURA DE CONSUMO – de Thiago Araújo

exibição do documentário O PODER DA COMUNIDADE – Como Cuba sobreviveu ao pico petrolífero (53 minutos) – produção:  The Community Solution

03/ QUINTA

9:30 h às 10 h

As Águas (Entre Margens)

performance curativa e meditação corporal – com  Kate Parcœur

10 h às 11 h

Histórias e desenhos de uma Vida Sustentável

contação de história/oficina criativa com Renata Apolinário

10 h às 11 h

Moro perto de uma infraestrutura de petróleo, e agora? Dicas de cuidado usando plantas

roda de conversa com Bianca Dieile

10 h às 12 h

painel 4 do seminário NEM UM POÇO A MAIS

A Shell na Holanda e suas zonas de sacrifício na América Latina

com  Tatiana Roa (Censat/Colombia), Hernan Scandizzo (OPSur/Argentina), José Luis Espinoza(CONROA/Honduras),  Marcelo Calazans (FASE ES/Brasil), Wiert Wiertsema (Both Ends/Holanda), Daniel Gomez (MilieuDefensie/Holanda),

mediação: Ricardo Sá  e  tradução: Lobo Pasolini

12 h às 12.30 h

Cineclube Nem um Poço a Mais

sessão de curtas sobre a Shell

14 h às 16 h

Aprenda a preparar desodorante e cosméticos naturais

oficina com Rose Grapentin Costa

15 h às 17 h

Painel 5 do Seminário NEM UM POÇO A MAIS

Exploração offshore: o petróleo nas praias do Nordeste

com  Valéria Maria Alcântara (Comunidade Pesqueira  Engenho do Tiriri – PE), Robério Manoel da Silva(Comunidade Quilombola Pontal da Barra  SE), Rosimere Nery (Fórum Suape e FASE PE),  Ormezita Barbosa (CPP), Mariana Olívia (Fiocruz PE) e Nataly Queiroz(Intervozes e  Coletivo Brasil de Comunicação Social)

mediação: Leandro  Pel (UFS)

com Desenho Documento de Moema Freitas

16h às 16h30

Construindo sons: maracá com materiais recicláveis

oficina com Desirée Salles

16:30 h às 18.30 h

Compostagem doméstica e perspectivas sobre a Economia Circular

bate-papo com Oficina de Lixo (Gabriel Jardim) e Compostagem da Vila (Rian Soares)

17 h às 18:30 h

A Permacultura como caminho para um mundo despetrolizado

roda de conversa com a Associação Permacultural Jacutinga do Caparaó

19: 00 h às 20 h

Roda Cultural livre de Petróleo

O coletivo de Fortalecimento e Empoderamento da População Negra do Sul do Estado-ES convida Naiane Paula Estevam (MINANAI MC), Lucas Siqueira, Naninho W.I e Sara Gracindo.

19h às 21h15

Despetrolize-se: Extrativismo predatório, crise climática e mobilidade ativa

webinar com a participação de Aline Cavalcante (Coalizão Clima e Mobilidade Ativa), Clarissa Marques (Grupo de Estudos e Pesquisas Transdisciplinares sobre Meio Ambiente) e Ilan Zungman (350 America Latina) e mediação de Helena Coelho (Cicli pelo Clima).

20 h às 21 h

Cineclube Nem um Poço a Mais

exibição e debate  do filme TERRITÓRIO SUAPE – de Cecília da Fonte, Laércio Portela e Marcelo Pedroso

04/ SEXTA

9 h às 10 h

Horticultura urbana – Horta Comunitária Quintal da Cidade (módulo 2)

oficina com Dauro Bricio

9h às 11h

Agentes Comunitários para a Transição Energética – FASE/ES

roda de conversa e lançamento do curso com: Olívia Zisman e Ian Dolabella (Vilanina da Mata), Pablo Bedmar Soria (Permacultura Social – Ecovila Ayrumã), Peter Cezar do Nascimento (LARboratório Guia de Permacultura). Mediação: Fabíola Melca/FASE-ES

9:30 h às 10 h

As Águas (A fonte)

performance curativa e meditação corporal – com  Kate Parcœur

10 h às 11 h

Pegada da Onça – como preparar desinfetante de cozinha e shampoo de folhas

oficina com Maria Alejandra Munoz e Marcos Vinicius

10 h às 11 h

Vamos brincar livre de petróleo?

oficina com Renata Meirelles (Território do Brincar)

14 h às 15.30 h

Matos de Comer: PANCs no cotidiano do campo e da cidade

roda de conversa com coletivo Casa Verde e GAE Kapixawa

15 h às 17 h

Painel 6 do Seminário NEM UM POÇO A MAIS

Petróleo, Saúde e Contaminação Ambiental

com Alexandra Almeida (Acción Ecológica/Equador), Bianca Dieile (FAPP-BG), Pablo Fajardo ou Ivonne Macías (Unión de afectados por Texaco/Equador), Alessandra Nzinga (FAPP-BG), Kuawa Kapukaya Apurinã do Amazonas (Arte Educadora e Antropóloga), Leonard C. A. Machado (Grupo  Kapi’xawa)

mediação: Federica Giunta

16 h às 17 h

Brinquedos artesanais como alimento de saúde

oficina com Sandra Milena Guzmán Viracachá

16.30 h às 18 h

Regenera Rio Doce –  O feitio de ABAA: a pomada da restinga da foz do rio Doce

oficina com Regenera Rio Doce (Hauley Valim, Fernanda Kerethu, Flavia Ramos, Carol)

17 h às 18.30 h 

Diálogos sobre o brincar livre do petróleo

roda de conversa  com Renata Meirelles (Território do Brincar)

18:30h às 20 h

Agroecologia urbana: sonhando caminhos para a transição pós-petroleira

roda de conversa com Rede Urbana Capixaba de Agroecologia (RUCA). Com intervenção artística Circo da Roça na Estrada sem petróleo com Thiago Araújo

19 h às 21 h

Poesia anti-petroleira

oficina com Ivny Matos

20 h às 22 h

cineclube Nem Um Poço a Mais

exibição do filme documentário  SOCIALISMO LIMPO, CAPITALISMO SUJEIRA…- de Gilberto Felisberto Vasconcellos e Bruno Abdias

debate com Caio Plessmann (CPC da UMES) e Marcelo Calazans (FASE-ES)

05/ SÁBADO

9:30 h às 10 h

As Águas (O Mar)

performance curativa e meditação corporal – com  Kate Parcœur

10 h às 12 h

painel 7 – Seminário NEM UM POÇO A MAIS

Indústria petroleira, emergência climática e resistência global

com Nnimmo Bassey (Homef e Oilwatch África), Tamra Gilbertson (University of Tennessee/EUA), Ivone Yannes (Acción Ecológica/ Equador)

mediação: Marcelo Calazans (FASE-ES/ OILWATCH Latinoamerica)

tradução: Lobo Pasolini

15 h às 17 h

painel 8 – Seminário NEM UM POÇO A MAIS

Mudanças Climáticas e transição energética no Brasil

com  Alexandre Araújo Costa (UECE),  Maureen Santos (Grupo Carta de Belém/FASE),   Renato Cinco ( PSOL-RJ), Ivo Poletto (FMCJS)

mediação: Pedro Aranha (Coalizão pelo Clima RJ)

15 h às 15.30 h

Toca da Leitura

vozes e desenhos com crianças do  Coletivo de Fortalecimento e Empoderamento da População Negra do Sul do ES

16 h às 17h

Desenho das Praias Capixabas: Releitura de “Sete palmos de terra e um caixão” e “Paisagens Críticas”

roda de conversa  com Valdelino Gonçalves.

16 h às 18 h

Um ano sem respostas: Contaminação por óleo de petróleo nas praias do Nordeste brasileiro

mesa de debates com AYÉ: Laboratório Interdisciplinar Natureza, Cultura e Técnica (Ana Cláudia Rodrigues; Jeíza Saraiva e Hugo Menezes)

17 h às 17.30 h

Yemanjá mandou avisar: deixe o petróleo no fundo do mar!

performance e pintura de ação com Monica Nitz, Maria Helena Braga e Letícia Braga

18 h às 19 h

Mulheres, Saúde e Justiça Ambiental

com o GT-Mulheres do FAPP-BG (Edilene Estevam, Tia Angélica,  Leila Salles e Bianca Dieile)

Mediação  Profa. Raquel Giffoni

19 h às 19.30 h

Petrocorpo

performance no formato vídeo-dança com Corpocêntrica (Ana Beatriz Memelli, Endi Maestri, Kamila Bodevan)

20 h às 21.30 h

cineclube Nem Um Poço a Mais

debate do filme A HISTÓRIA DO PLÁSTICO

com J.P. Amaral (Criança e Consumo/ Instituto Alana),  Daniela Meirelles (FASE-ES) e Galdene dos Santos do MNDH/ ES ( Movimento Nacional de DHs)

obs – o filme será disponibilizado para visualização a partir do dia 02/09 através de inscrição no link  https://forms.gle/sMKusHgViCaCc2qg9

06/ DOMINGO

15 h a 15.30 h

Um Protesto Natural

contação de história com a Cia. Pé de Prosa de História

Pessoas de Referência da atividade – GT Comunicação/Produção/Transmissão: Ivny

16 h às 18 h

Aprenda a fazer carteira reciclando caixa de leite com trançado bora

ateliê criativo com Moema Freitas

Pessoas de Referência da atividade – GT Comunicação/Produção/Transmissão

16 h às 17.30 h

A importância das feiras livres e agroecológicas no protagonismo e na valorização dos fazeres e saberes tradicionais

roda de conversa com GAE Kapi’xawa – Grupo de Agricultura Ecológica

18 h às 19 h

cineclube Nem Um Poço a Mais

exibição dos filmes XINGU  (6 minutos)  de Juba Machado, BASTA DE CONTAMINAÇÃO NA ILHA DE MARÉ(7 minutos)  – de Ricardo Sá . SEU CORUMBA- O SHEIK POBRE (15 minutos) de Fabíola Melca,  MULHERES DAS ÁGUAS (30 minutos)  – produção FioCruz – direção Beto Novaes

19 h às 19.30 h

Lavar uma célula

Lançamento de vídeo-arte produzido pelo Centro Flutuante (com Abou Mourad e Túlio Buffe)

19:30 h às 20 h

Adeus Poesia

performance cenopoética com Willian Rodrigues (Circo Teatro Capixaba)

20 h às 21.30 h

Cineclube Nem Um Poço a Mais

exibição do filme VENTO FORTE (50 minutos)- produção CPP – direção Patrícia Antunes

e NEM UM POÇO A MAIS (30 minutos) – produção Fase ES – direção Ricardo Sá

07/ SEGUNDA

9:00 horas

GRITO DOS EXCLUÍDOS!

Fique atento! Participe! A Semana Participa!

www.gritodosexcluidos.com

10 h às 10.30 h

MÍSTICA CAXAMBÚ : água, fogo, ar e  terra: Contra o capitalismo e pelo bem viver!

com o coletivo de Fortalecimento e Empoderamento da População Negra do Sul do Estado-ES

*Durante toda a semana teremos a Instalação “No fundo poço – Eu e você sem petróleo por Renato Filho e Juciane Maia. Duração: 1 ao 7 de setembro na Praça de Itaúnas. 

**Também durante todos os dias de programação acontecem a Mostra de Arte Olhar Pro-Fundo – Galeria Anti-Petroleira e a IV Feira Livre de Petróleo no site www.areaslivresdepetroleo.org.

 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

NASA DEMONSTRA QUE 54% DOS INCÊNDIOS NA AMAZÔNIA SE DEVEM AO DESMATAMENTO

CLIMAINFO - 24 de agosto de 2020 

NASA contraria Bolsonaro: 54% das queimadas na Amazônia de 2020 têm origem no desmatamento 

 Bolsonaro e Mourão têm relativizado as queimadas na Amazônia com “dados” que mostrariam a maior parte dos focos de incêndio na região acontecendo em áreas já desmatadas. Para eles, o avanço do desmatamento não teria relação com o crescimento das queimadas. 

Mais uma vez, a ciência contraria a “neorealidade” do Planalto. Um novo sistema de monitoramento com imagens do VIIRS, desenvolvido pela NASA com as Universidades da Califórnia em Irvine (EUA) e de Cardiff (Reino Unido), indica que 54% dos focos de incêndio registrados neste ano na Amazônia estão associados ao desmatamento. O sistema é o 1º capaz de apontar em tempo real não apenas a localização dos focos, mas também a razão pela qual eles ocorrem - incêndios florestais, queimadas pequenas para limpeza de pastagem, queima natural ou incineração de árvores após o desmate, segundo informa O Globo. Os dados do VIIRS indicam também que os focos de incêndio aumentaram ao longo do último mês, mesmo com a vigência da moratória de queimadas decretada pelo governo em julho. 

Na Folha, os pesquisadores responsáveis pelo novo sistema manifestaram preocupação com a intensificação do desmate e das queimadas na Amazônia. “Aparentemente, nós estamos caminhando para uma situação comparável à de 2019 ou até pior”, disse Paulo Brando, da Universidade da Califórnia em Irvine. “A preocupação é que se uma seca mais severa ocorrer e fizer com que a floresta fique mais inflamável, nós poderemos ver um dos piores desastres ambientais na Amazônia no século XXI”. 

Em tempo: Na Deutsche Welle, Martin Kuebler ressaltou as marcas que os incêndios estão deixando na Amazônia ao longo dos últimos anos. Mais do que a vegetação carbonizada, o fogo consome também o solo, que perde nutrientes e fica empobrecido, o que prejudica o processo de regeneração natural da floresta. Mesmo árvores maiores, que sobrevivem com mais facilidade às queimadas, acabam sucumbindo algum tempo depois por conta da dificuldade de sobreviver em um ambiente desfavorável. 

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73% do desmatamento para garimpo na Amazônia em julho se concentrou em áreas protegidas 

Somente no mês de julho passado, 73% do desmatamento na Amazônia relacionado ao garimpo ocorreu em Unidades de Conservação e Terras Indígenas (TI), áreas que deveriam estar protegidas, segundo demonstra levantamento feito pelo Greenpeace.

 A partir de dados do sistema DETER-INPE, o levantamento identificou a supressão de 2.369 hectares de vegetação para exploração de garimpo na Amazônia neste período, com o Pará concentrando 91% dessa devastação - sendo que apenas duas cidades, Itaituba e Jacareacanga, respondem por 70% do desmatamento associado ao garimpo. Um total de 55% desse desmatamento ocorreu dentro de três áreas protegidas: Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós, TI Munduruku e TI Kayapó, todas no Pará. “Os dados confirmam que o avanço do garimpo sobre as Terras Indígenas e Unidades de Conservação tem sido contínuo”, explica Carolina Marçal, do Greenpeace Brasil. “Essa realidade explicita a vulnerabilidade em que se encontram essas áreas e os Povos Indígenas diante da corrida desenfreada pelo ouro, que se alastra como uma epidemia pela Amazônia”. 

O levantamento foi matéria do Congresso em Foco e d'O Globo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

ATENÇÃO: A TERRA ENTROU NO CHEQUE ESPECIAL!

 

 

22 de agosto, o Dia da Sobrecarga da Terra 2020

A crise do coronavírus dá o recado: é possível diminuir nossa demanda por recursos naturais e impedir que o planeta entre no cheque especial. Veja como contribuir

Chegamos ao Dia da Sobrecarga da Terra (overshoot day): 22 de agosto é o momento de 2020 em que nós passamos a demandar mais recursos naturais e serviços ecossistêmicos do que a Terra é capaz de regenerar em um ano. Em termos gerais, a data nos conta que atualmente precisamos de 1,6 planeta para suprir toda a nossa demanda de consumo. É como se a partir de hoje a Terra entrasse no “cheque especial”, ou seja, ela tem de acionar a “reserva” planetária que seria destinada à população futura para suprir a nossa demanda atual.

O cálculo para se chegar ao Dia da Sobrecarga da Terra é feito pela Global Footprint Network desde 1961. Nele, divide-se a biocapacidade do planeta pela pegada ecológica da humanidade multiplicada pelo número de dias do ano. Conheça os conceitos:

Biocapacidade do planeta: quantidade de recursos que a Terra pode gerar em um ano

Pegada ecológica da humanidade: pegada de carbono (emissões de gases de efeito estufa) da geração de energia; área construída para habitação; produtos florestais para manufatura de madeira e papel; agricultura e pecuária para produção de alimentos e pesca

É importante mencionar que o cálculo da Global Footprint Network utiliza a pegada ecológica nacional (não a individual) e que as métricas de pegada de carbono são recalculadas todos os anos para que compartilhem dados comuns e mesmo método de contabilização.

O recado do coronavírus 

Talvez você se lembre que o Dia da Sobrecarga da Terra em 2019 ocorreu em 29 de julho, três semanas antes da data deste ano. Essa mudança é reflexo da redução de 9,3% na pegada ecológica da humanidade desde 1º de janeiro de 2020, em comparação ao mesmo período do ano passado. Um dado que seria ótimo, não fosse resultado direto de um momento de crise e tristeza: a pandemia do coronavírus.

Desde que começou a se espalhar pelo mundo, em fevereiro, a pandemia provocou isolamento social e desaceleração econômica. Com isso, as emissões de CO2 provenientes da combustão de combustíveis fósseis e as taxas de extração de madeira caíram substancialmente, alterando índices utilizados no cálculo, tais como:

  • Redução de 14,5% na pegada de carbono global
  • Redução de 8,4% na pegada ecológica de produtos florestais — importante ressaltar que essa redução poderia ter sido ainda maior não fosse o aumento do desmatamento no período, sobretudo na floresta amazônica

É claro que uma catástrofe não pode ser o caminho para a redução de nossas pegadas ecológicas. Precisamos alcançar um futuro mais sustentável mantendo o equilíbrio da biodiversidade e sem abrir mão do bem-estar das pessoas. 

O recado que a pandemia nos dá é que é possível mudar a nossa demanda por recursos naturais em um curto período de tempo e que o impacto do nosso consumo também diminui se nos limitarmos ao que é essencial. 

Está pronto para agir?

Ainda não é possível saber quando sairemos da crise do coronavírus, mas já é hora de aprender com ela e pensar na reconstrução da economia e do mundo considerando os limites do nosso planeta — que é um só.

Para jogar o próximo Dia da Sobrecarga da Terra ainda mais adiante, precisamos agir. O movimento #MoveTheDate convida a todos a refletir sobre o seu consumo e adotar hábitos com melhor impacto, para reduzir a pegada ecológica individual e, assim, contribuir para a redução da pegada global. Veja o que você pode fazer:

→ Reduza o seu consumo de carne vermelha: a pecuária global é responsável por pelo menos 9% das emissões de gases de efeito estufa derivadas de atividades humanas.

→ Reduza o desperdício de alimentos: pelo menos ⅓ de toda a comida produzida no mundo é perdida ou desperdiçada. Essa perda e desperdício de alimentos é responsável por cerca de 9% da pegada ecológica global. 

→ Colabore com a natureza: mesmo em isolamento social, é claro que nós ainda dependemos de solo fértil, água limpa e ar puro. Você pode contribuir para a manutenção da biodiversidade ao plantar uma árvore, cultivar um jardim ou ser voluntário em uma organização de conservação natural.

→ Invista em energias renováveis: a pegada de carbono compõe 57% da pegada ecológica da humanidade, portanto é imprescindível eliminar os combustíveis fósseis, cuja queima é a principal fonte de emissão de gases de efeito estufa. Você pode contribuir pressionando governos e empresas para seguirem este caminho.

→ Mobilize amigos e familiares para adotar hábitos mais sustentáveis: quanto mais pessoas no planeta, menos cada um poderá usufruir dele. Com 7,7 bilhões de habitantes na Terra, a tendência é haver um aumento no consumo, levando à destruição de habitats, extinção de espécies e esgotamento de recursos naturais. Se o crescimento populacional continuar, é ainda mais importante educar e empoderar os indivíduos para a adoção de hábitos mais sustentáveis.

→ Só compre roupas novas se for necessário: as roupas representam 3% da pegada ecológica global, portanto, toda vez que pensar em comprar um item novo, reflita sobre a sua real necessidade dele ou prefira comprar em lojas de segunda mão.

→ Troque o carro pela bike ou pela caminhada: a mobilidade representa 17% da pegada de carbono global. Podemos reduzir essa pegada substituindo o uso de veículos por caminhadas para cumprir pequenos trajetos ou pela bicicleta em trajetos um pouco mais longos, uma vez que ela não emite gases poluentes. Também é importante cobrar dos governantes cidades cujo planejamento favoreça o uso deste modal.

→ Viaje de maneira sustentável: a hospedagem escolhida, a forma de se locomover no destino e quais tipos de alimento privilegiar estão diretamente relacionados à sua pegada ecológica. Opte, por exemplo, por um hotel integrado à comunidade local e equipado com fontes de energia renováveis e reduza sua pegada ecológica em até 48% por viagem.

Bruna Tiussu
17 de agosto de 2020

 https://www.akatu.org.br/noticia/22-de-agosto-o-dia-da-sobrecarga-da-terra-2020/

domingo, 16 de agosto de 2020

PARA ENTENDER O QUILOMBO CAMPO GRANDE, DESTRUÍDO PELO GOVERNO ZEMA, MG

 NADA MELHOR DO QUE A PALAVRA DE QUEM VIVE COM O CORAÇÃO O QUE SIGNIFICA CONQUISTAR UM PEDAÇO DE TERRA, RECUPERÁ-LO, CULTIVÁ-LO COM CARINHO E SEMENTES CRIOULAS, PRODUZINDO ALIMENTOS SEM VENENO, AGROECOLÓGICOS, VENDÊ-LOS POR PREÇO QUE CONCORRE COM OS PROCESSADOS DA AGROINDÚSTRIA... E QUEM CURTE REPLANTAR FLORESTA, RECUPERAR NASCENTES... E ACIMA DE TUDO, DE QUEM TEM ORGULHO DE TER A SUA ESCOLA.

NADA DISSO VALE PARA O GOVERNO CRIMINOSO DE MINAS GERAIS. PARA ELE E PARA O JUIZ QUE CONCEDEU REINTEGRAÇÃO DE POSSE, VALE MAIS O USINEIRO FALIDO, ESCRAVOCRATA, CHEIO DE DÍVIDAS COM O POVO, POR NÃO TER PAGO IMPOSTOS, NÃO TR INDENIZADO OS TRABALHADORES...

LEIA ESTE ARTIGO, E PENSE COMIGO: QUE PODER DIABÓLICO DOMINA AINDA TANTAS CABEÇAS, QUE AS LEVA A NEGAR TUDO QUE É REAL, SÓ PORQUE É DE POBRE, DE MST, E MESMO QUASE CONDENADAS À MORTE POR ABANDONO E FOME, PREFEREM TORCER A FAVOR DO USINEIRO?

A CADA DIA QUE PASSA, PARECE QUE SE TORNA MAIS URGENTE A REALIZAÇÃO DE UM PODEROSO EXORCISMO...

 

Para entender a situação do Quilombo Campo Grande

"De um lado temos uma usina de cana de açúcar com uma única família proprietária. Depois de décadas de uso excessivo da terra, desmatamento, trabalho escravo e muitos processos trabalhista e dívidas, a usina pede falência.

Faliu não pagando salário pra ninguém, claro. Centenas de pessoas. Faliu devendo o valor das terras multiplicado por dez.

Do outro lado temos as famílias que trabalhavam nesta usina e que ficaram sem seus baixos salários. Sem nada. Se organizaram e lutaram para conseguir uma parte da terra como o pagamento que não receberam. Para produzir alimentos. Para alimentar os filhos.

Duas décadas de trabalho. Temos hoje mais de 450 famílias e a produção de toneladas de alimentos agroecológicos. Uma parte é certificada Orgânica pelo SPG que faço parte da Orgânicos Sul de Minas.

Centenas de árvores plantadas. Diversas nascentes e mina d'água reapareceram nas terras. Centenas de famílias produzindo alimentos de qualidade. Não são ultraprocessados ou comida envenenada, é milho de semente boa, feijão orgânico, abóbora, hortaliças, ervas medicinais aos montes, o Café Guaií. 15 mil sacas de café/ano ORGÂNICO. Muito trabalho e renda para CENTENAS de famílias.

Durante a pandemia essas famílias doaram muitos quilos de comida orgânica na região para pessoas necessitadas.

A P&G e a Unilever também doaram. Apareceu em todos os jornais e sites, até nas propagandas da tv, só esqueceram de mencionar que eles doaram comida ultraprocessados, sem qualidade nutricional, algumas com prazo de validade expirando.

Ontem li de um brasileiro que essa mamata iria acabar. Perguntei qual mamata? A mamata do latifundiário que deve milhões pra União? Ele vai pagar? Vai pagar finalmente o que deve? Ou a "mamata" de pegar na enxada e trabalhar de sol a sol pra produzir comida orgânica? De cuidar do solo? A mamata de não usar veneno na terra?

O brasileiro médio que aos quarenta anos recebe mesada do papai porque não consegue produzir renda mensal para pagar as próprias contas. O brasileiro que fala de boca cheia da meritocracia ou do nepotismo. 

Ou ainda o brasileiro que é pobre mas que sente um prazer danado em defender o latifundiário escravocrata, chamo de síndrome do Capitão do Mato, porque só pode né? Adoram falar que essas histórias de MST não são boas não, é mentira, é tudo coisa de vagabundo.

Eu sinto que falar de Reforma Agrária desperta um impulso de raiva em algumas pessoas, de inveja. Onde já se viu esse monte de família pobre lutando para conseguir um pedaço de terra pra plantar comida orgânica? Que absurdo, esse monte de pobre aprendendo a plantar agrofloresta, a fazer agroecologia. Construir escolas? Onde já se viu, que AUDÁCIA deles. Tudo vagabundo. "Tem que comprar terra com dinheiro, suor". De preferência terra de grilagem ou desmatamento de família latifundiária escravocrata.

Esse proprietário latifundiário comprou essas terras de quem né? Ah é, não comprou nada, só cortou todas as árvores, plantou cana até a terra ficar desgraçada, gritar e não produzir mais, então depois ele pediu falência.

Se fosse na Europa que o brasileiro médio adora usar como referência, o MST ganharia um prêmio pelo trabalho que faz no Quilombo Campo Grande e ainda receberia subsídio do governo.

Ah, magina.

Eles ainda tem a AUDÁCIA de querer comercializar comida orgânica por preços acessíveis, colocando no chão essa a história do orgânico como nicho de mercado, de comida de rico. Afinal, não é pra vender feijão orgânico por 8 reais/kg, é pra vender por 25! Onde já se viu querer alimentar o povo com orgânico?!

Bonito também é ver rico estudado montar "startup" de orgânico. Com marketing bonito, com a foto do agricultor na lavoura de mãos calejadas. É tão bonito que a gente vê essas startup ganhar MILHÕES de dinheiros para desenvolver esse trabalho. E olha que uma cabeça de brócolis deles passa de OITO reais no site bonito. O Armazém do Campo vende por TRÊS, praticamente sem subsídio. Ah que absurdo reforma agrária. Bonito é ver branco fazer permacultura na EcoVila.

Vai passar um dia com alguma dessas famílias do Quilombo Campo Grande. Um dia. Fica quietinho só olhando. Vai ver as hortas, conhecer o viveiro de mudas que produzem, o trabalho das mulheres com as ervas medicinais. Conhecer a dona Ricarda, a Débora, a Tuira, o Lucas e outros agricultores da Cooperativa Camponesa. Vai ver as crianças que crescem ali. Você volta sentindo estupidez da sua existência. Sentindo que é um bosta, um frouxo.

Vai conhecer a ESCOLA que eles construíram com as próprias mãos onde era um curral de gado que só tinha merda e que foi o primeiro lugar que a polícia reintegrou ontem e colocou no chão hoje. Passaram com o trator por cima da escola.

Ontem recolheram os montes de livros no colo, juntaram as mesas e carteiras das crianças nas costas. Não tem mais escola.

Essa história escancara o Brasil ao contrário.

Hoje a polícia ainda está lá. Zema twitou (porque parece que só sabe fazer isso) que suspenderia a reintegração, mas foi tudo papo furado pra desmobilizar a militância online. Estão lá de prontidão, babando de ânsia para passar o trator por cima das casas, das hortas e das árvores desses agricultores. Passar o trator na terra de décadas trabalhada com cuidado. Pra dar pro latifundiário que deve milhões, pra voltar a plantar com veneno e a fazer escravidão.

Por Roberta Pessoa Tanu"


Tem uma frase do Victor Hugo que retrata dignamente o mundo que vivemos hoje:

- "É do inferno dos pobres que é feito o paraíso dos ricos".
 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

DOM PEDRO CASALDALIGA DESCANSA ONDE SEMPRE QUIS

Pedro descansa donde siempre soñó, a la orilla del Araguaia, entre un peón y una prostituta