terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

BRASIL SANGUINÁRIO

Roberto Malvezzi (Gogó)
Quando Bolsonaro elogiou a tortura e Brilhante Ustra como herói da pátria, e a dita sociedade democrática ficou em silêncio, acendeu-se o sinal vermelho.
Quando Moro disse que medidas de exceção eram necessárias porque o Brasil vivia um momento excepcional, era o fim da Constituição, da hierarquia jurídica e era a abertura da janela para um regime de exceção.
Quando Guedes diz que a esquerda tem cabeça mole, coração mole e a direita tem a cabeça e coração duros, ele define a essência diferencial entre esses seres humanos.
Quando o presidente da Vale vai ao Congresso Nacional, todos os presentes fazem um momento de silêncio em pé pelos mortos de Brumadinho, e ele permanece sentado, ele declara que a Vale não tem mesmo qualquer interesse nos seres humanos, inclusive porque já fizera uma projeção de todos os custos do rompimento, inclusive o cálculo das possíveis vidas a serem ceifadas.
Quando o Bope do Rio encontra 20 “jovens bandidos” num quarto e executa  15 friamente, certamente com uma bala na cabeça, ao gosto do governador Witzel, já é a prática da execução sumária proposta pelo presidente e referendada juridicamente por Sérgio Moro. Enfim, a volta do Esquadrão da Morte.
Quando um deputado do PSL propõe uma lei que permita extrair os órgãos dos “bandidos mortos”, cria uma ligação satânica entre execução sumária e comercialização de cadáveres.
Não, essa não é uma diferença entre direita e esquerda. É a diferença entre a civilidade e a total arbitrariedade.
Não esperemos dessas pessoas qualquer sentimento humano, qualquer sinal de respeito pelo outro, qualquer arrependimento, qualquer remorso. O ser humano pode, sim, habituar-se ao pior de si mesmo. Efetivamente, podem até ter cabeça dura, mas, ao gosto de Jesus, têm o coração de pedra.
A única realidade mortal dessas pessoas é a conta bancária. Aí que está a bala de prata. Aí está seu calcanhar de Aquiles. A possibilidade de levar um tiro bem dado nas suas contas bancárias os deixa apavorados. Esse é o único medo que eles têm, a única morte que eles temem. 

domingo, 17 de fevereiro de 2019

AULA DE CIDADANIA DAS CRIANÇAS NA INGLATERRA

QUEM AS ESTIMULOU FOI UMA ADOLESCENTE SUECA QUE DECIDIU NÃO IR À ESCOLA E FAZER GREVE DE FOME EM FRENTE AO PARLAMENTO JUSTAMENTE PARA EXIGIR QUE OS GOVERNOS E TODAS AS PESSOAS FAÇAM O QUE DEVE SER FEITO PARA QUE ELA, E TODAS AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES, TENHAM COMO VIVER SUA VIDA ADULTA NO PLANETA TERRA. UM EXEMPLAR DESAFIO: QUE AMBIENTE - VIVO OU MORTO - VOCÊS VÃO PASSAR PRA NÓS?

AS CRIANÇAS DA INGLATERRA, NO MEIO DA RUA, ONTEM

Calos RodriguesBrandão
Nos noticiários de televisão de ontem aparecerem milhares e milhares de crianças e jovens de escola de toda a Inglaterra nas praças e ruas.

Trazendo os mais diversos cartazes e entre cantos e brados, elas resolveram por conta própria – creio eu com a anuência de suas professoras – não ir às aulas e saírem para as ruas e praças.

E para que?

Para darem aos adultos da Inglaterra e de todo o mundo a mais essencial “aula de cidadania”.

Pois os seus cartazes e  brados diziam em síntese isto:

ADULTOS DA INGLATERRA E DE TODO O MUNDO,

PAREM DE DESTRUIR COM O SEU “PROGRESSO” O MUNDO QUE NÓS IREMOS HERDAR.

PAREM DE DESTRUIR O PLANETA TERRA, DIA APÓS DIA, ENQUANTO NOS OBRIGAM  A DECORAR NAS AULAS ALGUNS DISPENSÁVEIS  DADOS DE UMA GEOGRAFIA “INOCENTE”.

A meu ver, o que entre ruas e praças as crianças e jovens da Inglaterra fizeram ontem se chama: EDUCAÇÃO COM POLÍTICA!

E ela nos foi ensinada  através das crianças e jovens da Inglaterra, como uma aula pública  de uma ESCOLA COM POLÍTICA. Algo que as crianças e as jovens do mundo deveriam opor às  ESCOLA S SEM POLÍTICA.  

Paulo Freire - que alguns políticos da “escola sem política” desejam banir da “memória da educação no Brasil” - costumava insistir em que “fazer política” é o meio humano de se “aprender a tornar-se corresponsável pela sua vida, o seu destino e a vida e o destino do mundo em que se vive”.

Isto é aprender a fazer política!

Algo certamente oposto à “politicagem” dos que defendem a... “escola sem política”

Carlos Rodrigues Brandão
(solidário com as crianças e jovens da Inglaterra)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

ELIZABETH TEIXEIRA: 94 ANOS DE LUTA PELA TERRA E PELA VIDA



IVO POLETTO educadorivo@gmail.com

11:07 (Há 6 horas)


Hoje é o 94º aniversário de uma das mulheres mais importantes na história da luta camponesa do Brasil, a paraibana Elizabeth Teixeira!

Líder camponesa que, após o assassinato do seu companheiro João Pedro Texeira, recusou o convite de Fidel Castro para viver em Cuba com seus filhos para dar continuidade à luta pela Reforma Agrária. Foi presa por várias vezes e, numa delas, retorna à casa para se deparar com a tragédia do suicídio da filha mais velha, que não suportou conviver com a possibilidade da mãe ter o mesmo destino do pai.

Em 1964, com a instalação do regime Militar, Elizabeth é presa pelo Exército e passa oito meses na cadeia. Na volta, precisa fugir para não ser morta. Muda de cidade e nome, com apenas um dos 11 filhos – Carlos, que é rejeitado pelo avô por se parecer muito com o pai. Passa 17 anos afastada da família, vivendo com a identidade de Marta Maria da Costa.

Permaneceu clandestina até 1981, quando foi encontrada pelo cineasta Eduardo Coutinho, que retomara as filmagens de seu documentário Cabra Marcado para Morrer. Foi morar em João Pessoa, numa casa que ganhou de Coutinho.

Nas suas palavras: "Enquanto houver a fome e a miséria atingindo a classe trabalhadora, tem que haver luta dos camponeses, dos operários, das mulheres, dos estudantes e de todos aqueles que são oprimidos e explorados. Não pode parar."

Parabéns Elizabeth, que sua história seja sempre lembrada como símbolo vivo de resistência e luta do povo camponês.

#SemAMulherALutaVaiPelaMetade

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

NOTA PÚBLICA DOS BISPOS DO MARANHÃO SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL

UM BOM EXEMPLO, A SER SEGUIDO PELOS DEMAIS REGIONAIS DA CNBB.

NOTA DOS BISPOS DO MARANHÃO SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL

Todas as vezes que fizestes isso a um destes mínimos que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes! (Mt 25,40).

O Evangelho deixa bem claro que Jesus sempre teve um olhar de compaixão para com os pobres, identificando-se com eles e defendendo-lhes a dignidade (cf. Mt 25, 31-45).

Inspirados no testemunho de Jesus, nós, bispos católicos do Regional Nordeste 5 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos no Conselho Episcopal Regional, de 04 a 06 de fevereiro 2019, em Coroatá-MA, analisamos a atual conjuntura social e política do País.

Entre outras questões, constatamos com preocupação a extinção do Ministério do Trabalho, fato que pode ocasionar perdas de direitos dos trabalhadores.

Preocupa-nos também a atribuição da demarcação de terras indígenas, anteriormente sob a responsabilidade da Fundação Nacional do Índio-FUNAI, ao Ministério da Agricultura, cujos dirigentes têm manifestado opiniões, ao nosso ver, contrárias aos direitos fundamentais dos povos indígenas.

Outra preocupação provém de pronunciamentos por parte de membros do Governo Federal, cuja intenção parece ser a de intimidar os militantes do Conselho Indigenista Missionário-CIMI e da Comissão Pastoral da Terra-CPT.

Tanto o CIMI como a CPT são organismos importantes na defesa dos direitos dos povos indígenas, das comunidades quilombolas e dos trabalhadores do campo, direitos esses que são reconhecidos pela Constituição Federal.

No Maranhão, reafirmamos o nosso apoio aos povos indígenas que resistem com coragem à invasão de seus territórios.

Também nos solidarizamos com as famílias atingidas pela construção de torres para produção de energia eólica em Paulino Neves, bem como com as famílias prejudicadas com a instalação do linhão para o transporte da energia ali produzida.

Não deixa de ser irônico que pobres pescadores artesanais e pobres camponeses paguem proporcionalmente uma conta maior para a produção dessa energia considerada limpa.

A tragédia, acontecida em Brumadinho-MG apenas três anos após aquela outra acontecida em Mariana, nos leva a redobrar a atenção e a reflexão com vista a possíveis tomadas de decisão a respeito das consequências e impactos negativos provenientes da mineração, do transporte e do embarque de minério de ferro em nossa região.

Não podemos também nos esquecer dos tanques de lama vermelha produzidos pela Alumar, e outros projetos, como a expansão do Porto de Itaqui e a criação de camarão, os quais, sem trazer ganhos sociais significativos, colocam em risco o frágil bioma da Ilha de São Luís e dos Campos de Perizes.

Reafirmamos nosso apoio à resistência das comunidades indígenas e quilombolas, à Teia das Comunidades Tradicionais, à ONG Justiça nos Trilhos, entre outras.

Colocando a vida de nosso povo sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida e pedindo a graça para sempre imitarmos o exemplo de Jesus Cristo, subscrevemos:

Armando Martín Gutiérrez, bispo de Bacabal
Elio Rama, bispo de Pinheiro
Esmeraldo Barreto de Farias, bispo auxiliar de São Luís
Francisco Lima Soares, bispo de Carolina
José Belisário da Silva, arcebispo de São Luís
José Spiga, administrador diocesano de Viana
José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo
João Kot, bispo de Zé Doca
Rubival Cabral Brito, Bispo de Grajau
Sebastião Bandeira Coêlho, bispo de Coroatá
Sebastião Lima Duarte, bispo de Caxias
Vilsom Basso, bispo de Imperatriz
Xavier Gilles de Maupeou d'Ableiges, bispo emérito de Viana

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
CNBB - REGIONAL NE 5

Sugerimos que, nos dias 23 e 24 de fevereiro, ao se completar um mês da tragédia de Brumadinho e fazendo memória de suas vítimas, se faça a leitura desta nota.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

BRUMADINHO: RASTROS DE UM CRIME



Notícias

Rastros de um crime: Peregrinação percorre caminho do rio Paraopeba ao São Francisco e denuncia a rota de morte e degradação causadas pela lama da Vale

Agentes da Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais, da Comissão Pastoral da Terra, do Movimento dos Pescadores e Pescadoras do Brasil e do Conselho Pastoral dos Pescadores conversaram com a população ao longo do Rio Paraopeba para compreender como o crime da mineradora Vale irá impactar as comunidades. Preocupação se estende até o Rio São Francisco, que pode ser afetado.
O pescador Clarindo Pereira recolhe água do Paraopeba.
“O peixe morre pela boca e o pescador morre pelo peixe. Se o rio acabar, acaba a vida dos pescadores”. A frase do pescador Clarindo Pereira dos Santos revela o drama de muitos que dependem das águas para viver. Importante rio de Minas Gerais, o Paraopeba, já contaminado em parte de sua extensão pelo crime da Vale em Brumadinho, deságua no São Francisco, onde Clarindo ganha sua vida. Ele e outros peregrinos caminharam numa missão conjunta: ouvir as comunidades impactadas e denunciar os efeitos do rompimento da barragem, através da “Peregrinação Paraopeba/ São Francisco: rastros de um crime”, caminhada realizada de 31 de janeiro a 4 de fevereiro.
Veja AQUI o depoimento completo de Clarindo Pereira dos Santos, do Movimento dos Pescadores e Pescadoras do Brasil.
Diante da possibilidade da degradação ambiental ganhar maiores proporções, agentes da Cáritas Regional Minas Gerais, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Movimento dos Pescadores e Pescadoras do Brasil e do Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP) percorreram o trajeto da lama, em busca de ouvir as comunidades impactadas e denunciar os efeitos do rompimento da barragem. O grupo, formado por sete peregrinos, pode observar como as comunidades, que margeiam o Paraopeba, estão sentindo os impactos da chegada dos rejeitos em seus territórios.
Acompanhe AQUI por onde caminhou a Peregrinação Paraopeba/ São Francisco: rastros de um crime.
As sensações variam. Enquanto o clima de tristeza e revolta é sentido em municípios mais próximos do local da tragédia, como as cidades de São Joaquim de Bicas, Pará de Minas e Juatuba, a esperança ainda persiste entre alguns moradores de cidades mais próximas à represa de Três Marias – localizada na bacia do São Francisco. Para Irmã Neusa Francisca do Nascimento, representante do CPP, a empresa Vale tem atuado no sentido de construir uma narrativa mais positiva, mas que não condiz com a realidade. Ela cobra uma análise profunda das águas por parte das autoridades competentes a fim de combater informações que podem maquiar os reais efeitos do crime.
Comunidade Porto Novo, no município de Três Marias.
“Conversamos com várias lideranças e várias pessoas que têm contato com o rio. E pudemos constatar a descrença do povo com a empresa Vale; com as informações de que as águas não têm esse potencial de perigo, como o povo está suspeitando ou constatando. Aproximando do Rio São Francisco, nós vimos que o povo está aflito, porque não se sabe o teor da contaminação. A gente assistiu a lama até Juatuba, mas não se sabe a dimensão de outras toxinas, outros venenos e outros metais”, ressaltou.
O coordenador da Cáritas Minas Gerais, Rodrigo Pires, lembrou que muitos têm a esperança de que não haja contaminação, mas essa não parece ser a realidade. Um dos exemplos foi a cena testemunhada pela Peregrinação no dia 31, no distrito do Córrego do Barro, em Pará de Minas. Uma empresa terceirizada, à serviço da Vale, instalava a primeira membrana para contenção de rejeitos, próximo ao local da captação de água que abastece o município de quase 100 mil habitantes. A ação, porém, não surtiu efeito imediato. A terceira membrana prometida só foi instalada no dia 5 de janeiro, segundo informações da empresa. A cidade, inclusive, decretou estado de emergência no dia 4 de janeiro, visto que não há nenhuma possibilidade de usar a água altamente contaminada.
Membrana instalada pela Vale para tentar conter os rejeitos, em Pará de Minas.
O gerente da Associação AMA Pangeia, entidade sediada em Pará de Minas, José Hermano Franco, também estava próximo ao local e conversou com os peregrinos. Militante da causa ambiental e biólogo, ele mostrou indignação e preocupação com as informações desencontradas dadas pela Vale e órgãos governamentais. Dúvida que, dias após o encontro, estava dissipada: o rio, naquela altura, está morto.
O ambientalista lembrou o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, no ano de 2015, onde até hoje há negligência para com os atingidos. Por isso, protestou: “a Vale tem que começar a ser punida de verdade. Chega de impunidade!”.
Assista AQUI o depoimento completo de José Hermano Franco, da Associação AMA Pangeia.
Cobrança semelhante fez um morador de Parque da Cachoeira, comunidade atingida pelos rejeitos em Brumadinho. O comerciante preferiu manter anonimato, mas denunciou que as sirenes não tocaram no dia do acidente e prometeu cobrar que a empresa o ajude a encontrar outro lugar para viver. “Perdi toda minha freguesia. Nós estamos sem rumo”, lamentou. Sua família já deixou o local que, fora voluntários e equipes de resgate, parece esvaziado, dado o medo dos moradores.
Comunidade Parque da Cachoeira atingida pelos rejeitos, em Brumadinho.
Para os peregrinos, as vozes ouvidas na expedição precisam ecoar numa combinação de denúncia e monitoramento. Os efeitos do despejo dos rejeitos ameaçam chegar, inclusive, ao Rio São Francisco – opinião cada vez mais forte, também, entre ambientalistas.
Foi às margens do Velho Chico que os peregrinos encerraram a caminhada, na cidade de Três Marias. Caminho que parece ter apenas começado, já que os rastros do crime continuarão gerando seus impactos e exigirão ações de luta em favor de direitos ainda possíveis de reivindicar. Isso porque a vida das centenas de mortos é um dano humanitário irreparável. Dor que transcende Brumadinho e entristece todo o povo com quem a Peregrinação teve contato. Gente solidária aos atingidos e temerosa de que a lama também chegue até suas águas.
Mobilizações e monitoramento
Peregrinos encerraram a caminhada às margens do rio São Francisco, em Três Marias.
As entidades que integraram a Peregrinação reuniram contatos e relatórios a fim de articular ações na defesa das comunidades atingidas. Dentre as deliberações, é preciso reafirmar o teor criminoso do rompimento da barragem, além de buscar parcerias para garantir os direitos das pessoas afetadas.
Rodrigo Pires, coordenador da Cáritas Regional Minas Gerais, explicou que as ações serão discutidas com outras entidades e com o conjunto da Igreja, lembrando que a Cáritas já traz a experiência em acompanhar os atingidos pela barragem de Fundão em Mariana.
O grupo de peregrinos destaca a importância do monitoramento popular do Rio Paraopeba e do São Francisco, a partir da rede de pescadores e pescadoras. Além da articulação junto ao Ministério Público para garantir o monitoramento do rio através de uma universidade, de modo independente ao que é feito pela Vale.
O crime
Devastação causada pelos rejeitos da Vale, em Brumadinho.
 No dia 25 de janeiro de 2019, a barragem de rejeitos de minério da Vale, Mina do Córrego do Feijão, rompeu-se no município de Brumadinho, a 65 km de Belo Horizonte. O desastre teve um enorme impacto, resultando na morte confirmada de mais de 130 pessoas, além de cerca de 200 desaparecidas – números oficiais questionados por moradores locais. O crime tem ainda forte impacto ambiental, uma vez que os rejeitos contaminaram o Rio Paraopeba, que deságua no São Francisco. Segundo autoridades estaduais, a água do Paraopeba já está contaminada, mas ainda não se sabe com detalhes quais os reais impactos a médio prazo e como os resíduos seguirão pelo curso da água.

Por Vinícius Borges, comunicador popular da Peregrinação Paraopeba/ São Francisco: rastros de um crime.

http://mg.caritas.org.br.s174889.gridserver.com/rastros-de-um-crime-peregrinacao-percorre-caminho-rio-paraopeba-ao-sao-francisco-e-denuncia-rota-de-morte-e-degradacao-causadas-pela-lama-da-vale/

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

BANCOS FICAM COM A RIQUEZA PRODUZIDA PELOS BRASILEIROS


Jornal VALOR - 6/2/2019


Os três maiores bancos privados  Bradesco (maior acionista individual da  vale), itau  (dirigiu o BC durante o temer)  e Santander (agora eles é que dirigem o BC)  tiveram um lucro liquido de  60 bilhões de reais, durante  2018.

E vãoo distribuir 37 bilhões para os seus acionistas, como dividendos... sem pagar imposto de renda.

E assim  o capital financeiro, acumula as riquezas que todos produzimos, e concentra ainda mais a renda.

Por isso, que eles financiam politicos e  apoiam governos neofascistas, para lhes dar  tranquilidade de seguir  acumulando..

E agora querem privatizar a previdencia, para  pegar a  galinha de ovos de ouro,  pegar dinheiro de trabalhar sem pagar nada...
...

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DÍVIDA DA VALE COM A PREVIDÊNCIA SOCIAL

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA NAS COSTAS JÁ FERIDAS DOS TRABALHADORES? VAMOS EXIGIR QUE COBREM AS DÍVIDAS DAS EMPRESAS, POIS ELAS SÃO PRATICAMENTE O ORÇAMENTO DA PREVIDÊNCIA DE 1 ANO!

Por isso, 
manhã (20) membros da Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale denunciarão os desmandos da #Vale em sua Assembleia Anual de Acionistas. A mineradora está entre as 35 empresas privadas que mais devem à #PrevidênciaSocial, segundo a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Essa conta vai sobrar para os trabalhadores e trabalhadoras? #NãoVale