sexta-feira, 27 de setembro de 2013

JUNTEMOS NOSSAS VOZES PARA EXIGIR PUBLICAÇÃO DA VERDADE SOBRE O CLIMA DA TERRA

ESTÁ SENDO PUBLICADO O 5º RELATÓRIO DO IPCC SOBRE O QUE ESTÁ CAUSANDO O AQUECIMENTO E AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS EM TODO O PLANETA TERRA. O CHAMADO ABAIXO, ARTICULADO PELA AVAAZ, ESTÁ CONVOCANDO TODAS AS PESSOAS A EXIGIREM QUE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO, E DE MODO ESPECIAL O GRUPO FOX, PUBLIQUEM OS DADOS DO IPCC, QUE COMPROVAM OS CAUSANTES HUMANOS DESTAS MUDANÇAS. SÓ ASSIM PODEREMOS EXIGIR AS MUDANÇAS POLÍTICAS NECESSÁRIAS PARA QUE TODA A HUMANIDADE, E DE MODO ESPECIAL OS PAÍSES RICOS, SIMPLIFIQUEM SUA FORMA DE VIDA, SUPERANDO O CONSUMISMO, E QUE, DE MODO ESPECIAL, ABANDONEM AS FONTES FÓSSEIS DE ENERGIA.

http://www.avaaz.org/po/murdoch_tell_climate_truth/?copy

Hoje, os maiores cientistas do mundo vão divulgar o mais importante estudo das últimas décadas: ele prova, de uma vez por todas, que as mudanças climáticas são uma enorme ameaça, mas que uma ação dos nossos governos ainda pode impedir a catástrofe. É um alerta para salvar o nosso planeta, porém as grandes petroleiras e empresas de energia têm um aliado que está impedindo a verdade de vir à tona. 

Rupert Murdoch, o barão da mídia, é dono de centenas de veículos de comunicação, incluindo a rede ultra-conservadora de notícias Fox News e o Wall Street Journal. Ele está usando sua influência sobre os meios de comunicação para ajudar seus parceiros na indústria petroleira a impedir que governos diminuam os lucros destas empresas. Somente nos EUA, cerca de 80% – um índice absurdo – das notícias sobre mudanças climáticas em jornais de Murdoch induzem os leitores ao erro no que diz respeito ao aquecimento global! Agora ele quer fazer o mesmo com esse estudo inovador – e seu conglomerado de mídia vai dominar o debate, a menos que pessoas de todo o mundo se juntem para acabar com seus planos. 

Batalhas como estas são vencidas ou perdidas no tribunal da opinião pública. Uma petição global de proporções gigantescas em apoio à verdade no debate das mudanças climáticas, além de cartas, tuítes e mensagens enviadas aos editores dos jornais por meio das redes sociais, pode ser a ação de que precisamos para vencer esta luta. Vamos apelar a Murdoch agora e persuadi-lo a recuar em seu ataque contra a ciência e publicar apenas a verdade. Vamos nos unir agora e espalhar esta campanha para todos: quando nossa petição alcançar 1 milhão de assinaturas, enviaremos um grupo dos maiores cientistas do mundo para o escritório de Murdoch e mostraremos a ele os fatos.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

CIDADES REBELDES

VEJAM O LIVRO CIDADES REBELDES, COM ANÁLISES DAS MANIFESTAÇÕES DE JUNHO DESTE ANO NO BRASIL. FORMA TÃO SURPREENDENTES QUE É SÁBIO BUSCAR SEU SIGNIFICADO COM VAGAR, COM ATENÇÕES LIVRES OU MENOS CARREGADAS DE PRECONCEITOS, DE DIREITA OU DE ESQUERDA.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

REFORCE O PEDIDO AO PAPA FRANCISCO

AMIGAS E AMIGOS,

LEIA A CARTA PÚBLICA AO PAPA FRANCISCO PEDINDO QUE CONVOQUE UMA ASSEMBLEIA GERAL EM DEFESA DA VIDA NA TERRA. SE ESTIVER DE ACORDO E TIVER DESEJO DE SUBSCREVÊ-LA, ENTRE NUM DOS ENDEREÇOS INDICADOS.

JÁ ASSINEI PORQUE ESTOU CONVENCIDO DA NECESSIDADE DE UMA GRANDE E FORTE MOBILIZAÇÃO HUMANA CONTRA TUDO QUE ESTÁ AMEAÇANDO A VIDA DA TERRA E NA TERRA E EM FAVOR DE FORMAS DE VIDA ADEQUADAS À CONVIVÊNCIA COM A CASA COMUM DE TODA A BIODIVERSIDADE.

É UMA INICIATIVA APROVADA NO ENCONTRO NACIONAL DA 5ª SEMANA SOCIAL BRASILEIRA.



Aqui vai a carta com as primeiras adesões. Por favor, divulgar amplamente. A Carta está publicada aqui: http://www.semanasocialbrasileira.org.br/post/3047
Informações e adesões: Irmã Claudina Scapini – CNBB – SES q 801 CB Cep 70200014 – Brasília- DF – Brasil. E-mail: mobilidadehumana@cnbb.org.br. Ou Francisco Vladimir, assessor de comunicação da 5a Semana Social Brasileira: ssbcomunicacao@cnbb.org.br
Um forte abraço! Vladimir 


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Carta Pública ao Papa Francisco
Caríssimo Irmão Papa Francisco,
Nós, abaixo-assinados, cristãos e membros de outras religiões, apoiamos a proposta da 5ª Semana Social Brasileira, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), enviando-lhe essa carta pública com um pedido muito especial: que o senhor convoque uma Assembleia Global para a defesa da vida na Terra.
Hoje a vida está ferida de morte pela fome (900 milhões de pessoas no mundo), pela sede (1,2 bilhões não tem água potável e 2,4 bilhões não têm saneamento básico), pelas guerras, pela destruição do meio ambiente (solos, água, biodiversidade, ar) e, sobretudo, paira sobre a humanidade e todas as formas de vida a ameaça assombrosa das mudanças climáticas, motivadas também pela ação inescrupulosa dos grandes grupos econômicos.
O Documento de Aparecida afirma que vivemos não apenas uma época de mudanças, mas uma mudança de época (cf DAp 44). Um sistema consumista e predador como o atual compromete o presente e o futuro para o conjunto da humanidade e toda a comunidade de vida que compõe o planeta.
Quando Deus criou a Terra, a confiou aos homens e mulheres para que “a cultivassem e a guardassem” (cf Gen. 2,15). Após o dilúvio, quando Noé saiu da Arca com seus familiares e todos os animais que nela estavam, Deus fez com eles uma aliança primordial, dizendo-lhes que “de minha parte, vou estabelecer minha aliança convosco e com vossa descendência, com todos os seres vivos que estão convosco, aves, animais domésticos e selvagens, enfim, com todos os animais da Terra que convosco saíram da arca” (cf Gen. 9, 9-10). O apóstolo Paulo afirma que “também a própria criação espera ser libertada da escravidão da corrupção, em vista da liberdade que é a glória dos filhos de Deus” (cf Rom. 8, 21). Deus ama tudo que criou e ordenou-nos que cuidássemos da integridade da criação.
Os povos tradicionais e originários e, ultimamente, os cientistas têm denunciado que todas as formas de vida correm risco na face da Terra. Porém, não existe uma resposta à altura a este desafio no momento da história da parte do mundo político e econômico. Como o senhor tem afirmado, não podemos aceitar passivamente essa globalização da indiferença.
Fazemos-lhe este pedido como uma forma de contribuir com a efetivação de seus gestos, os quais nos interpelam a uma postura de cuidado e proteção da vida ameaçada. Gestos estes expressos em sua ida a Lampedusa, na Jornada Mundial da Juventude no Brasil, na visita aos imigrantes na Itália, no jejum contra as guerras. Reconhecemos que o senhor tem autoridade moral e espiritual para tal convocação.
Esta iniciativa, partindo do senhor, para ouvir os especialistas de todo o mundo, assim como os povos originários impactados pela destruição de seu ambiente, os afetados e refugiados pelas mudanças climáticas, as vítimas da fome e da sede, seguramente será acolhida em todo o Planeta, abrindo caminhos novos para a superação desta situação que aflige a humanidade.
Com profundo respeito e um abraço fraterno, no espírito de São Francisco de Assis, em comunhão com todas as formas de vida e toda a humanidade, apoiamos as iniciativas nas quais o senhor tem se empenhado na defesa e promoção da vida, confirmando nosso pedido nesse abaixo-assinado.
Brasília-DF, 16 de setembro de 2013
Dom Guilherme Antônio Werlang, Ipameri, Brasil – Bispo Presidente da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade Justiça e Paz, CNBB.
Padre Inácio Neutzing, Porto Alegre, Brasil – Coordenador do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.
Padre Nelito Dornelas, Brasília, Brasil – Assessor da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade Justiça e Paz, CNBB.
Padre Ari Antonio dos Reis – Brasília, Brasil – Assessor da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade Justiça e Paz, CNBB.
João Pedro Stédile, São Paulo, Brasil – Coordenação Nacional do MST.
Roberto Malvezzi, Juazeiro da Bahia, Brasil – Membro da Comissão Pastoral da Terra.
Cesar Sanson, Recife, Brasil – Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Ivo Poletto, Goiania, Brasil – Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social
Francisco Vladimir, Fortaleza, Brasil – Jornalista
Irene Léon, socióloga, Quito (Equador) – ALAI
Beverly Keene, socióloga, Buenos Aires (Argentina) – Jubileu Sul
Padre Marco Passerini, Fortaleza, Brasil, Pastoral Carcerária
Francisco Nobre da Silva, Fortaleza, Brasil, Pastoral do Menor da Arquidiocese de Fortaleza
Benimar Oliveira, Fortaleza, Brasil, Pastoral do Menor da Arquidiocese de Fortaleza
Sandra Quintela, Rio de Janeiro, Brasil, socioeconomista – Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul/PACS
 
Organizações 
Rede Jubileu Sul Brasil
Rede Jubileu Sul Américas
Pastoral Carcerária/Regional Nordeste I

domingo, 15 de setembro de 2013

POVOS INDÍGENAS E ASSEMBLEIA CONSTITUINTE EXCLUSIVA




Estive nesta semana em Lábrea, no estado do Amazonas, num Seminário sobre Créditos de Carbono e Povos Indígenas. Estiveram presentes em torno de 50 pessoas, representantes de diversos povos, com grande vontade de entender o que significam os projetos de crédito de carbono. Destaco alguns pontos que me impressionaram:

O primeiro deles foi a denúncia de todos em relação aos que apresentam esses tipos de projeto a eles. Ficou muito claro que as pessoas, empresas ou instituições públicas chegam com a proposta pronta e tentam de todas as formas convencer os indígenas de que são projetos maravilhosos, que vão melhorar a vida deles etc. Parecem mais vendedores interessados em seus ganhos do que amigos reais dos povos indígenas.

Outro ponto denunciado foi este: as pessoas não informam tudo sobre o projeto: qual sua origem, quais os objetivos reais, quem está envolvido e de que maneira, os motivos que levam empresas a se interessaram pelas conservação das florestas, sendo que muitas delas continuam derrubando e queimando florestas para instalar seus negócios de mineração, de pecuária e outras formas de agronegócio...

Ao informar a eles de que esse interesse das grandes empresas mundiais capitalistas começou quando ficou claro que elas eram as principais causadoras do aquecimento e das mudanças climáticas que desequilibram o planeta Terra, e de que querem elas manter em pé a floresta apenas porque isso pode dar a elas créditos de carbono, que servem para que possam continuar seus negócios poluidores, aí cresceu o desejo de participar, de saber mais. Seu claro desejo foi e de conhecer bem esses projetos para não serem enganados e, de modo especial, para evitar virarem prisioneiros dentro de seus territórios.

Tive clara impressão que não há diálogo transparente com os povos indígenas. O que há é preconceito e decisão de controlar os territórios preservados usando outros projetos. É por isso que voltei mais convencido do que nunca de que precisamos conquistar a possibilidade de redefinir o estado brasileiro por meio de uma Constituinte Exclusiva, reconhecendo-o plurinacional, para que cada povo venha a ser respeitado como povo mesmo, e para que estas povos contribuam com seus valores na definição e na prática de nossa democracia. Só assim eles nos ajudarão a preservar e a conviver com as florestas em todos os biomas de nosso país.

SEMINÁRIO CONFIRMA: FAVELA É CIDADE

AMIGAS E AMIGOS,

COLOCO À DISPOSIÇÃO DOS QUE DESEJAREM  UMA REFLEXÃO SOCIOPOLÍTICA BEM FUNDAMENTADA SOBRE AS FAVELAS E SOBRE O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM OS POVOS DAS FAVELAS DO RIO DE JANEIRO. É ÓTIMA OPORTUNIDADE PARA TODOS REFLETIRMOS SOBRE O DIREITO HUMANO E CONSTITUCIONAL À CIDADE. 

QUEM DISPONIBILIZOU ESTE RICO MATERIAL FOI SONIA FLEURY , NOSSA COMPANHEIRA EM MUITAS LUTAS EM DEFESA DOS DIREITOS SOCIAIS DA POPULAÇÃO BRASILEIRA.

Caros amigos e amigas,

O Seminário "FAVELA é CIDADE" reuniu lideranças e moradores de várias favelas do Rio de Janeiro para discutir a política das UPPs. Neste debate você poderá conhecer o ponto de vista dos moradores, que quase nunca está presente nos meios de comunicação.
Aproveite a oportunidade para conhecer essa realidade vista pelos olhos e pela voz daqueles que a vivem, refletem sobre ela e resistem.
Ajude-nos a divulgar este trabalho em suas redes sociais.
Os temas debatidos foram:
Cidadania; Estado, Mercado e Sociedade; Direito à Moradia; Controle Social; Juventude e Participação e Resistência.
Você poderá ver cada um deles separadamente aqui:
, Ou o vídeo completo aqui:

Nos acompanhe pelos sites:

sábado, 14 de setembro de 2013

PRESIDENTE DILMA: EVITE NO BRASIL O SOFRIMENTO DOS JAPONESES COM A ENERGIA NUCLEAR


REFORÇANDO O DOCUMENTO PUBLICADO, SEGUE A CARTA DO MONGE ADEMAR KYOTOSHI SHÔJO SATO, DO TEMPLO SHIN-BUDISTA DE BRASÍLIA, À PRESDENTE DILMA. A PARTIR DO QUE ELE CONHECE DIRETAMENTE DA SITUAÇÃO JAPONESA, O SEU PEDIDO É QUE ELA EVITE QUE OS BRASILEIROS VENHAM A VIVER OS SOFRIMENTOS DOS JAPONESES POR CAUSA DA ENERGIA NUCLEAR. E LEMBRA QUE O BRASIL TEM OUTRAS FONTES MAIS LIMPAS PARA PRODUZIR A ENERGIA QUE PRECISA.

SE CONCORDAM, AMIGOS E AMIGAS, ESCREVAM TAMBÉM À PRESIDENTE DILMA. COM SOMA DE FORÇAS PODEREMOS EVITAR O DESASTRE DE AUMENTAR A PRODUÇÃO DE ENERGIA NUCLEAR.


 
Exma Sra Dilma Roussef

Digníssima Presidenta

Republica Federativa do Brasil

 

Brasília, 5 de setembro de 2013.

 

Eu me dirijo à senhora, muito preocupado com o encontro que teve com o Primeiro Ministro Abe em San Petersburgo, Rússia, na reunião dos G-20, em que um dos temas tratados teria sido o Acordo de Tecnologia Nuclear entre o Brasil e o Japão.

Sou brasileiro, pai brasileiro e mãe japonesa.  Já como professor de economia na USP, fui discriminado pela ditadura que então se instalava, exilei-me no Chile do Allende e preso no Brasil, ao retornar. Participei da fundação do PT e da formação dos primeiros governos democrático-populares. Hoje sou monge budista, sem renegar o passado e cônscio das potencialidades e limitações das ações governamentais e condicionantes internacionais.

Estive em Fukushima várias vezes. Minha mãe é de lá, tendo sido um irmão seu - enquanto governador daquela província - o responsável pela instalação da primeira usina nuclear japonesa.

Neste ano, fui a Fukushima especialmente no segundo aniversário da tragédia ocorrida no dia 11 de março de 2011. Embora lá tenha estado também no ano passado, desta vez a impressão foi tão forte que me marcou como um divisor de águas para pensar o futuro da humanidade.

O que eu vi parecia tranquilo, os estragos do terremoto e tsunami já em reconstrução e pude ir até perto da usina nuclear que explodiu, mesmo correndo o risco de radiação acima do limite de perigo.  Só estranhei a expressão das crianças que vi no caminho, muito quietas e apáticas.  Entretanto, entrevistando os adultos diretamente afetados, eles expressaram angustia e desesperança.  Conversando com pessoas que continuavam em atividades de apoio e solidariedade, senti certo ar de conformação e impotência.  Mas, ouvindo os empresários, burocratas e políticos, percebi muita falsidade e hipocrisia.

Angustia e desesperança, conformação e impotência expressam a crise da civilização, o fosso que se abre entre o formidável avanço científico-tecnológico e a organização socioeconômica ineficiente e imoral que fomenta a falsidade e a hipocrisia.  Passando por cima da tradição cultural e comunitária, isso está acontecendo com o Japão, apesar de ser hoje um dos países mais ricos do mundo. 

O Japão ainda não resolveu a questão das usinas nucleares sob nenhum ponto de vista, que seja técnico, social ou econômico.  Não é só Fukushima que continua vazando por ar e pela água e provoca apreensão mundial, mas toda a nação está preocupada, insegura e desconfiada com as quase 50 usinas nucleares espalhadas pelo país.  A crítica sobre o próprio sistema de produção e consumo, assim como do modelo energético, está aumentando.

Quase cem entidades civis no Japão estão questionando a intenção do Acordo Nuclear com o Brasil e aqui, nacionalmente, muitos movimentos estão se organizando.  Isso terá repercussão no mundo todo em que as usinas nucleares estão sendo fechadas ou cerceadas devido a sua periculosidade atual ou potencial.   Ou o Brasil está comprando gato por lebre empurrado e influenciado por corporações inescrupulosas que só visam o lucro até na venda de projetos imprestáveis e exportação de reatores perigosos e colocados em desuso, ou há interesse em desenvolver aparatos bélicos nucleares que lembrem Hiroshima e Nagasaki?

O povo japonês está sofrendo e pagando muito caro por tudo isto.  O nosso povo não precisa passar por esse sacrifício.  Já se comprovou que a geração nuclear não é limpa nem segura e, do ponto de vista econômico, depende de muitos subsídios e seguros caríssimos que assegurem o retorno do investimento - mais que o dobro do custo da própria geração da energia - sempre custeados pelos contribuintes.  É nisto que as corporações estão interessadas.  

Além disto, a mineração de urânio é sabidamente nociva para a saúde dos trabalhadores e polui o meio ambiente, o armazenamento do combustível irradiado é perigoso por mais cuidado que se tome até porque não tem cheiro nem cor e o dejeto nuclear decorrente, por mais profundo que seja o buraco onde joguemos, os seus efeitos radioativos fatais são quase eternos.   E a maldade humana em querer experimentar as armas nucleares?

Não há nada de bom para herdarmos esse fantasma para as futuras gerações. 

No mundo todo está aumentando o uso de energias renováveis e a tendência é que em 2050 já seja de 80%.  Muitas alternativas estão se desenvolvendo rapidamente com o extraordinário e rápido avanço da ciência e tecnologia como fez os agilíssimos PCs a substituir os pesados mainframes, o acessível e universal e-mail a tornar obsoleto o envio de cartas pelo correio.  E o Brasil dispõe de muito sol e brisa, além da capacidade e potencial de pesquisa e desenvolvimento!  

Escrevo à senhora como presidenta fadada a levar o Brasil ao equilíbrio econômico e social como coloca-lo no caminho da liderança em desenvolvimento qualificado e pacífico.  Nisto o Japão pode colaborar em muitos aspectos e nós sermos solidários com o seu sofrimento atual.  Lembro também que foi a senhora que instituiu o Dia Nacional do Buda pela Lei No. 12.623 de 09 de Maio de 2012, tornando-se benfeitora do budismo que sempre pregou paz, equilíbrio e Bem Aventurança pelo mundo.

Atenciosamente.

NAMASTE – NAMANDABU

 

Monge Ademar Kyotoshi Shôjo Sato                                                           

 

CONTRA O ACORDO NUCLEAR ENTRE JAPÃO E BRASIL

VEJAM A DECLARAÇÃO ASSUMIDA POR MUITAS ENTIDADES DO BRASIL E DO JAPÃO CONTRA O ACORDO QUE REPASSARIA TECNOLOGIA JAPONESA PARA AS USINAS NUCLEARES QUE O GOVERNO BRASILEIRO PRETENDE CONSTRUIR NO BRASIL. ELA FOI ENTREGUE ONTEM, DIA 13, AOS GOVERNOS E EMBAIXADAS DOS DOIS PAÍSES, POR SER A DATA QUE LEMBRA O GRAVE ACIDENTE COM CÉSIO 137 NA CIDADE DE GOIÂNIA, COM EFEITOS NA VIDA DE PESSOAS ATÉ HOJE.

SE LÁ NO JAPÃO A TECNOLOGIA DELES ESTÁ DANDO NOS DESASTRES COMO O DE FUKUSHIMA, QUE SÓ SE AGRAVA A CADA DIA QUE PASSS, IMAGINEM POR AQUI... POSICIONEM-SE CONTRA A POLÍTICA BRASILEIRA DE PRODUÇÃO DE ENERGIA, QUE QUER AUMENTAR O NÚMERO DE USINAS NUCLEARES E NÃO DÁ UM PASSO EFETIVO PARA PROMOVER E INCENTIVAR A ENERGIA SOLAR DESCENTRALIZADA E OUTRAS FONTES MENOS PERIGOSAS E MENOS AGRESSIVAS COM O AMBIENTE DA VIDA...
 

Declaração


Somos contrários ao acordo de tecnologia nuclear entre o Japão e o Brasil

Os jornais japoneses noticiaram que o governo japonês vai assinar um acordo com o governo brasileiro para preparar o caminho para a exportação de usinas nucleares japonesas para o Brasil.

Passados mais de dois anos do acidente nuclear de Fukushima, sua verdadeira causa permanece desconhecida, o que nos obriga a uma profunda revisão da tecnologia nuclear japonesa. Não é por outra razão que a opinião pública no Japão tem se mostrado contrária não somente à construção de novos reatores, mas também à reativação dos existentes.

As usinas de Fukushima ainda estão liberando radioatividade no meio ambiente e o governo japonês não consegue controlar essas contaminações.  Assim, o Japão está causando sérios danos para o mundo.

Como o governo pode apoiar a construção de usinas nucleares fora do Japão em tal situação? Isto só pode ser entendido como uma maneira de dar uma saída para a indústria nuclear japonesa, impedida de construir novas usinas no seu país.

No Brasil, cresce o temor de acidentes em suas usinas nucleares de Angra dos Reis, localizadas entre as duas maiores cidades brasileiras, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao mesmo tempo, cresce a pressão para que se passe a usar fontes de energia menos perigosas, para atender as necessidades do país em eletricidade.

Existem outras formas do Japão contribuir para a solução dos problemas de energia do Brasil e do mundo – por exemplo, pela cooperação em torno de energias renováveis.

As organizações da sociedade civil japonesa e brasileira, abaixo assinadas, são contrárias ao acordo anunciado, entre o Brasil e o Japão, em torno da tecnologia nuclear.

13 de setembro de 2013

(Seguem-se 253 assinaturas de organizações japonesas, brasileiras e Prêmios Nobel Alternativo).