quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

AMAPÁ: A FRONTEIRA FINAL AMEAÇADA PELO PETRÓLEO E PELA SOJA

COMO ACABAR COM ESSE PROCESSO DESTRUIDOR DE OCUPAÇÃO DA AMAZÔNIA? JÁ SOFREM OS POVOS DA REGIÃO, JÁ SOFREM AS REGIÕES QUE DEPENDEM DA UMIDADE QUE É GERADA PELA AMAZÔNIA. MAS HÁ CEGOS E SURDOS, EXCLUSIVAMENTE VOLTADOS PARA O CULTO AO ÍDOLO RIQUEZA.


Os moradores do estado menos desenvolvido do Brasil temem que os planos governamentais para a soja e o petróleo destruam a floresta e seus meios de subsistência. A Comissão Pastoral da Terra levantou o registro por empresas e especuladores de mais de 828.000 hectares em apenas três anos. Estas áreas haviam sido destinadas pelo governo federal a pequenos proprietários, mas nunca registradas. A CPT teme que a violência e as disputas sigam a ocupação das terras, assim como ocorreu no vizinho estado do Pará quando as florestas foram derrubadas e o agronegócio avançou.

Antropólogos e acadêmicos dizem que o Amapá enfrenta outras ameaças: embora 70% da sua área seja protegida por terras indígenas e unidades de conservação, as florestas estão sendo abertas a barragens, mineração de ouro e megaprojetos de desenvolvimento.

E tem mais: é possível que nos próximos 18 meses as petroleiras estrangeiras BP e Total, junto com empresas brasileiras, iniciem perfurações no litoral do Amapá. Lá foi identificado um novo e possivelmente vasto campo petrolífero, que pode conter entre 15 e 20 bilhões de barris. A perspectiva de exploração de petróleo assusta os 4 mil pescadores do Amapá e muitos grupos indígenas, que dependem da água limpa para sobrevivência e alimentação. 

As empresas afirmam que a perfuração não terá qualquer impacto sobre o estado, e que qualquer poluição será levada por correntes para mar aberto, mas os moradores discordam. O Greenpeace, que está neste momento desafiando as petroleiras, diz que "a perfuração de petróleo perto do recife de corais recém descoberto afetará todo o estado do Amapá e a própria região amazônica. Qualquer derramamento porá em perigo a pesca, as florestas e os povos indígenas. Usar o óleo aumentará a mudança do clima e ameaçará a floresta". 

Grupos sociais e ambientais alertam que o Amapá é extremamente vulnerável ao caos social. A pobreza já é alta: mais de 55 mil dos 750 mil moradores do Amapá vivem em extrema pobreza. "Se petróleo e soja forem desenvolvidos no estado, os problemas só crescerão. Esta é a nova fronteira do petróleo e do agronegócio. Ambas as indústrias ameaçam a vida, destroem o mundo natural e empobrecem as pessoas. Nenhum delas é sustentável". É o que diz Paulo Adário, do Greenpeace.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A VOLTA DA MISÉRIA

Roberto Malvezzi (Gogó)
Quando debatíamos as fragilidades das conquistas sociais dos governos Lula-Dilma, um dos assombros era a possível volta da miséria. As reformas mais estruturais não tinham vindo e sempre achávamos que, com um governo regressista, o volta poderia acontecer.
O medo virou realidade antes de qualquer previsão. A estimativa do Banco Mundial é que 3,6 milhões de brasileiros regressem à miséria até o final desse ano.
Quem já viu tanta fome, sede, migração, saques, mortalidade infantil, se tiver um pingo restante de humanidade, não gostaria mais de ver essas cenas. Talvez menos aqui no Nordeste – já que a sociedade civil construiu uma infraestrutura mais sólida que os programas sociais -, mas, sobretudo nas periferias das grandes cidades.
Mesmo em crise, a sexta ou sétima economia do mundo não precisaria produzir miséria para se reajustar, se houvesse algum critério humanitário no reajuste.
O atual governo vai dizer que o retrocesso é uma herança da desorganização econômica oriunda dos governos anteriores. Jamais vai admitir que aprofundou a problemática econômica e que está tentando ajustar a economia às custas dos trabalhadores, aposentados e da miséria dos mais pobres.
Mas, a volta das crianças aos faróis, dos pedintes em mesas de bar e nas esquinas, no faz pensar que esse país realmente não tem jeito, que as forças reacionárias sempre vencem. É o pais dos “sangrados e ressangrados, capados e recapados”, como dizia Capistrano de Abreu.
Outro sinal é a anarquia social, o “mundo cão” das facções, quadrilhas, assassinatos, assaltos, assim por diante.
Não temos para onde ir, a não ser continuar combatendo, com o pouco que temos, as forças que produzem miséria para manter a acumulação do capital.  Mas, esse capital tem rosto e tem nome. Basta ver o noticiário de cada dia.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

MOVIMENTOS DE MULHERES CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

MANIFESTO - MOVIMENTOS DE MULHERES CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

CONVOCAM LUTAS PARA O MÊS DE MARÇO DE 2017

“Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida” (Simone de Beauvoir)

O Brasil vive hoje o aprofundamento do golpe parlamentar, midiático e jurídico que rompeu com a democracia em 2016, semeou ódio às mulheres e população LGBT e reforçou o racismo. Temos vivido uma conjuntura de avanço do conservadorismo e de perda de direitos sociais e trabalhistas historicamente conquistados, seguido do aumento da violência e do controle sobre a vida e o corpo das mulheres, além da repressão, criminalização aos movimentos sociais populares e da desqualificação e perseguição das esquerdas. Em que pese essa onda conservadora, o feminismo tem resistido nas ruas contra retirada de direitos, contra a violência e feminicídios, lutando por autonomia e por nossos direitos sexuais e reprodutivos.

Os desmontes dos direitos e das políticas sociais atingem de forma particular as mulheres. Quanto mais avançam a privatização e a precarização da saúde e da educação, por exemplo, mais se intensifica a sobrecarga de responsabilização e de trabalho das mulheres, aumentando desigualdades de gênero, classe, raça e de geração.

Na contramão do reconhecimento da sobrecarga de trabalho e responsabilidades historicamente imputadas às mulheres, foi apresentada pelo governo golpista de Michel Temer uma proposta de reforma da Previdência que propõe igualar a idade de homens e mulheres, trabalhadores (as) rurais e urbanos para 65 anos, com 25 anos de contribuição. Dessa forma, as trabalhadoras rurais, por exemplo, que até agora se aposentavam com 55 anos, precisarão trabalhar pelo menos 10 anos a mais. Equiparar a idade de homens e mulheres para aposentadoria é desconsiderar a tripla jornada de trabalho das mulheres, que garantem a realização do trabalho doméstico e de cuidados, além da reprodução da força de trabalho.

Com as novas regras, as pensões por morte e os benefícios assistenciais definidos pela Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) deixam de ser vinculados ao salário mínimo e a idade de acesso do Benefício da Prestação Continuada (BPC) passará para 70 anos, retirando o acesso de milhares de pessoas ao benefício que, em diversas famílias, é a única fonte de renda.

Para trabalhadoras e trabalhadores rurais, a PEC 287/2016 propõe várias mudanças que dificultam significativamente o acesso aos direitos previdenciários. Um dos maiores problemas está na obrigatoriedade da contribuição individual em substituição à aplicação de alíquota sobre o resultado da comercialização da produção (art. 195, § 8º da Constituição Federal), conhecido como FUNRURAL. No contexto das relações desiguais na família, quando a família tiver que optar por um membro da família para contribuir, dificilmente será a mulher ou a/o jovem.

Outra alteração drástica será a desvinculação da aposentadoria do Salário Mínimo, que será 51% da média dos salários de contribuição, somados a 1% por ano de contribuição. Isto significa que, para se aposentar com um salário mínimo, um/a trabalhador/a rural necessitará ter contribuído por 49 anos e ter começado a contribuir aos 16 anos de idade.

Nós, mulheres trabalhadoras do campo, da floresta, das águas e da cidade, manifestamos nossa posição contrária à reforma da Previdência Social que impõe retirada de direitos adquiridos e aumento das desigualdades sociais; mas não mexe nos privilégios das classes dominantes, levando à privatização deste direito social e ao aumento do lucro dos bancos e das empresas de previdência privada. Defendemos o sistema de Seguridade Social e a Previdência Universal, Pública e Solidária, que contribua de forma justa com a distribuição de renda e a diminuição das desigualdades entre homens e mulheres, considerando as diferenças entre as/os trabalhadoras/es rurais e urbanos.

Só com uma ampla mobilização impediremos esses retrocessos. Nosso caminho e alternativa é resistir e lutar juntas!!!

Por isso, convocamos a todas as mulheres e organizações de mulheres a participar do processo de construção das ações do Dia Internacional de Luta das Mulheres, 08 de março: lutas em defesa dos nossos direitos contra a reforma da Previdência Social.

Para isso, sugerimos:

• Formação política sobre os impactos da reforma da Previdência na vida das mulheres;
• Participação em programas de rádio;
• Pressão sobre vereadoras/es, prefeitas/os e deputadas/os nos estados, propondo audiências públicas em Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas;
• Realização de grandes mobilizações, atos, paralisações e jornadas de lutas descentralizadas nos esta- dos, entre os dias 06 a 15 de março, de forma unitária com mulheres urbanas e rurais e em articulação com partidos de esquerda, movimentos populares e sindicais;
• Lutas contra o desmonte da reforma da Previdência, a retirada de nossos direitos e todos os tipos de violência contra as mulheres;
• Seguir presentes em todas as lutas deste mês de março contra a retirada dos direitos;
• Apoiar as lutas da “Parada Internacional de Mulheres” neste 08 de março.

Nossos Direitos, só a luta faz valer!!! Nenhum Direito A menos!!! Fora Temer!!!

Assinam:

Articulação Brasileira de Lésbicas - ABL Articulação de Agroecologia da Bahia - AABA Articulação de Mulheres Brasileiras - AMB Articulação Mineira de Agroecologia - AMA Casa da Mulher do Nordeste
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB Central Única dos Trabalhadores - CUT
Centro da Agricultura Alternativa do Norte de Minas Coletivo Democracia Corinthiana - CDC
Coletivo Jaçanã Musa dos Santos - Poços de Caldas/MG
Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil - CONTRAF Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação - CNTE
Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares - CONTAG Conselho Indigenista Missionário - CIMI
Conselho Nacional das Populações Extrativistas - CNS
Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional - FASE
Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas - FENATRAD Frente Mulheres de Esquerda
GT Gênero da Articulação Brasileira de Agroecologia- ABA GT Gênero e Agroecologia
GT Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia - ANA GT Mulheres e Agroecologia da ASA Paraíba
Levante Popular da Juventude - LPJ Marcha Mundial das Mulheres – MMM
Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia - MAMA Movimento Camponês Popular – MCP
Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos / Movimento Organizado de Trabalhadores Urbanos - MTD/MOTU Movimento de Mulheres Camponesas – MMC
Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas - MMZML Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense – MMNEPA
Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste - MMTR-NE Movimento dos Atingidos por Barragem - MAB
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra – MST Movimento dos(as) Pescadores(as) Artesanais - MPP
Movimento Graal/Brasil
Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu - MIQCB Movimento Nacional Contra a Corrupção e pela Democracia - MNCCD Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM
Núcleo de Defesa da Democracia – NDD/DF
Núcleo de Estudos, Pesquisas e Práticas Agroecológicas do Semiárido - NEPPAS/UFRPE Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia – RMERA
Rede Nacional de Negras e Negros LGBT
Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos Rosas pela democracia (DF)
União Brasileira de Mulheres - UBM
União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária – UNICAFES

PREVIDÊNCIA: REFORMAR PARA EXCLUIR?

PARA QUEM DESEJAR FUNDAMENTAR MELHOR SUAS CRÍTICAS AO QUE O GOVERNO PRETENDE COM A SUA PROPOSTA DE "REFORMA DA PREVIDÊNCIA", ACESSEM  O ESTUDO INTITULADO PREVIDÊNCIA: REFORMAR PARA EXLUIR? NO LINK http://plataformapoliticasocial.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Previdencia_Doc_Sintese.pdf

VEJAM A APRSENTAÇÃO

Este documento apresenta uma contribuição ao debate sobre a reforma da Previdência Social brasileira. Sua elaboração se deu por iniciativa da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e contou com a colaboração de especialistas em proteção social e em mercado de trabalho. Ele se dirige a toda classe trabalhadora; aos sindicatos, associações e movimentos sociais que se mobilizam em defesa da Previdência e da Seguridade Social; às entidades de representação profissional e empresarial comprometidas com o aperfeiçoamento das regras da Previdência e Assistência Social; aos partidos e parlamentares que irão discutir a reforma da Previdência na sociedade e no Congresso Nacional; e por fim, ao governo que é autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, de sete de dezembro de 2016. O estudo é um convite dos autores para um debate amplo, plural e democrático, mobilizados em defesa da cidadania conquistada com a promulgação da Constituição de 1988.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

SERRA E TEMER: NÃO ENTREGUEM A BASE DE ALCÂNTARA AOS USA!

ERA SÓ O QUE FALTAVA: NA CALADA DA NOITE, SEM CONSULTAR NINGUÉM, SERRA VAI ENTREGANDO DE MÃO BEIJADA A BASE DE ALCÂNTARA AOS ESTADOS UNIDOS. A NOTA QUE SEGUE É A REAÇÃO DE MAIS DE 100 ENTIDADES A MAIS ESSA PRÁTICA ANTINACIONAL DESSE GOVERNO ILEGÍTIMO, FRUTO DE GOLPE À DEMOCRACIA. 

 Abaixo a nota atualizada com as assinaturas:
NOTA CONTRA A OFERTA DA BASE DE ALCÂNTARA AOS EUA
 Para:
Ministério das Relações Exteriores – Itamaraty
Congresso Nacional (Senado Federal e Câmara dos Deputados)
Comissão de Ciências e Tecnologia da Câmara dos Deputados
Comissão de Constituição e Justiça CCJ
À Sociedade em geral
Entre os absurdos políticos que o Brasil está enfrentando hoje, destaca-se a continuidade da submissão às imposições neoliberais do Consenso de Washington, aplicadas pelo Banco Mundial e FMI desde os anos 90 do século passado aos “países em desenvolvimento” da periferia do capitalismo, por parte do governo brasileiro ilegítimo e corrupto, que usurpou a Presidência da República através de um golpe implementado pelo Congresso Nacional, legitimado pelo Judiciário e pela grande mídia.
A notícia de que o Sr. José Serra, Ministro das Relações Exteriores, retomou contatos para “oferecer” o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, é mais uma comprovação do DNA entreguista desse governo. Este acordo já se mostrou não apenas desvantajoso ao Brasil do ponto de vista econômico e tecnológico, mas completamente ofensivo à soberania nacional ao permitir controle total ou parcial dos EUA sobre parte do território nacional, o que por si só o torna inaceitável.
Frente a tantos absurdos, os movimentos sociais, entidades da sociedade civil, organizações sindicais, igrejas e membros de partidos políticos que promoveram o PLEBISCITO POPULAR CONTRA A ALCA na Semana da Pátria e 8º Grito dos Excluídos no ano de 2002, vêm a público, em nome dos mais de 10 milhões de brasileiros/as que votaram contra a ALCA e contra a entrega do Centro de Lançamento de Alcântara aos Estados Unidos da América, declarar que a decisão do governo ilegítimo de retomar “negociações” para a entrega do Centro será combatida novamente como uma prática de submissão neocolonial e uma traição ao povo brasileiro – como o está sendo também a política de entrega do petróleo brasileiro às corporações multinacionais.
Conclamamos a todas as pessoas e entidades que coroaram de êxito o Plebiscito Contra a Alca – e contra a entrega do Centro/Base de Lançamento de Alcântara – a se manifestarem publicamente contra a prática do ministro do governo ilegítimo, José Serra, de impor relações internacionais a partir de sua vontade individual, sem debate e consulta ao povo. Lutaremos e resistiremos contra essa prática com todas as forças.
Ao contrário das políticas autoritárias e entreguistas do governo usurpador, que enfraquecem a democracia e aprofundam as desigualdades, seguiremos lutando em favor da verdadeira democracia, que reforce e não debilite, a soberania da Nação brasileira e qualifique sempre mais suas relações sociopolíticas, socioeconômicas, socioambientais e socioculturais da sociedade brasileira, inclusive suas relações internacionais.
SOBERANIA NÃO SE NEGOCIA!
Janeiro de 2017.
Subscrevem:
  1. Agentes de Pastoral Negros do Brasil – APNs
  2. Amigos da Terra Brasil
  3. ANDES – Sindicato Nacional
  4. Articulação dos Empregados Rurais do Estado de Minas Gerais – ADERE/MG
  5. Associação Brasileira de Homeopatia Popular – ABHP/Cuiabá/MT
  6. Associação de Direitos Humanos
  7. Associação de Mulheres da Zona Leste – São Paulo/SP
  8. Associação de Saúde da Periferia do Maranhão – ASP/MA
  9. Associação dos Trabalhadores da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo – ATDSESP
  10. Brigadas Populares
  11. Casa da Solidariedade do Ipiranga
  12. CEBRAPAZ
  13. Central de Movimentos Populares – CMP
  14. Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
  15. Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB Estadual/São Paulo
  16. Central Única dos Trabalhadores – CUT
  17. Centro Burnier Fé e Justiça – CBFJ/Mato Grosso
  18. Centro de Defesa dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã-i /MS
  19. Centro de Estudos Bíblicos – CEBI
  20. Centro de Estudos e Articulação da Cooperação Sul-Sul
  21. Centro de Pesquisa e Assessoria – ESPLAR/CEARÁ
  22. Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos
  23. Centro Popular de Defesa dos Direitos Humanos Frei Tito de Alencar Lima – CPDDH
  24. Coletivo de Advogados para a Democracia – COADE/São Paulo capital
  25. Coletivo de Mídia Memória Latina
  26. Comissão Brasileira de Justiça e Paz, organismo vinculado à CNBB
  27. Comitê de Energia Renovável do Semiárido – CERSA
  28. Comitê Pró-Haiti
  29. Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo – CLASP
  30. Conselho Indigenista Missionário – CIMI
  31. Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB
  32. Consulta Popular
  33. Cooperativa de Pescadores Artesanais do Bairro Prainha – Iguape/SP
  34. Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ
  35. Coordenação Nacional de Entidades Negras – CONEN
  36. Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE
  37. CSP – Conlutas
  38. CSP – Conlutas Regional Roraima
  39. Escola Fé e Política Pe. Humberto Plummen – Setor Pastoral Social NE 2
  40. Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE
  41. Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de Minas Gerais – FERAE/MG
  42. Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar da CUT no Estado de São Paulo
  43. Federação Sindical Mundial – FSM
  44. Fórum de Direitos Humanos e da Terra – FDHT/MT
  45. Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social
  46. Frente Povo Sem Medo
  47. Grito dos Excluídos Continental
  48. Grito dos Excluídos/as Brasil
  49. Grupo Carta de Belém
  50. Grupo Cidadania de Assis e Região – São Paulo/SP
  51. Grupo de Estudos Educação & Merleau-Ponty – GEMPO/UFMT
  52. Grupo de Pesquisa “Educação e Direito na Sociedade Brasileira Contemporânea”, da Universidade Federal de São Carlos/São Paulo
  53. Grupo de Pesquisa Movimentos Sociais e Educação – GPMSE/PPGE/UFMT
  54. Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte – GPEA
  55. Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – IBASE
  56. Instituto Caracol -iC
  57. Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
  58. Instituto de Política Alternativas para Cone Sul – Pacs
  59. Intersindical Central da Classe Trabalhadora
  60. Iser Assessoria – Rio de Janeiro
  61. Jubileu Sul Brasil
  62. Justiça Global
  63. Justiça Sem Fronteiras – JSF
  64. Levante Popular da Juventude
  65. Marcha Mundial das Mulheres – MMM
  66. Movimento Camponês Popular – MCP
  67. Movimento de Moradia da Cidade de São Paulo
  68. Movimento de Mulheres Camponesas – MMC
  69. Movimento Democracia Direta – MDD
  70. Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
  71. Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
  72. Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais – MPP
  73. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
  74. Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST
  75. Movimento Nacional Contra Corrupção e pela Democracia – MNCCD
  76. Movimento Nacional da Bio Saúde/ ABRASP
  77. Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH
  78. Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM
  79. Movimento Sem Terra de Luta – MSTL
  80. Núcleo das Mulheres Negras de São Paulo
  81. Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania de Marília-NUDHUC
  82. Núcleo de Estudos e pesquisas Regionais e do Desenvolvimento-UFPE
  83. Organização Indígena Revolucionária
  84. Partido PSOL
  85. Pastorais Sociais – CNBB
  86. Pastorais Sociais da Arquidiocese de Manaus/AM
  87. Pastoral da Mulher Marginalizada
  88. Pastoral Operária Nacional – PO
  89. Rede Brasileira de Cidades Médias
  90. Rede Brasileira pela Integração dos Povos – REBRIP
  91. Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
  92. Rede Internacional de Educação Ambiental e Justiça Climática (REAJA)
  93. Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental – REMTEA
  94. Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
  95. Sempreviva Organização Feminista
  96. Serviço Pastoral dos Migrantes – SPM
  97. Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo – SASP
  98. Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo – SASP
  99. Sindicato dos Empregados Rurais da Região do Sul de Minas Gerais – SERRS/MG
  100. Sindicato dos Empregados Rurais de Carmo da Cachoeira – SERCAC/MG
  101. Sindicato dos Empregados Rurais de Carmo de Minas – SINDERCAM/MG
  102. Sindicato dos Empregados Rurais de Conceição do Rio Verde MG – SINDERCRV/MG
  103. Sindicato dos Trabalhadores em Água Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo – SINTAEMA
  104. Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Roraima – SINTRACOMO
  105. Terra Sem Males – Jornalismo Independente
  106. Tribunal Popular
  107. Uneafro Brasil
  108. Universidade de Políticas do Movimento Popular – UNIPOP Brasil
  109. UNMP – União Nacional por Moradia Popular
  110. Via Campesina Brasil/CLOC

Entidades América Latina:
  1. Acción Ecológica – Equador
  2. Central de los Trabajadores de la Argentina – Autónoma – CTA A
  3. Confederación Sindical de Trabajadores/as  de las Américas  – CSA
  4. DIÁLOGO 2000 – JUIBLEO SUR / ARGENTINA
  5. Instituto de Estudios Ecologistas del Tercer Mundo IEETM – Equador
  6. Jubileo Sur Américas
  7. Emancipación Sur – Argentina
Militantes:
– Adriano Van de Vem, Dourados/MS
– André Lima Sousa, economista, doutorando em Geografia e professor universitário. Fortaleza-Ceará.
– Bruno Gasparini, Coordenador do Curso de Direito do Instituto Superior do Litoral do Paraná – Isulpar
– Clayton Mendonça Cunha Filho, professor-adjunto do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará/UFC
– Demerson Dias.
– Elisabeth Niglio de Figueiredo, professora da Unifesp
– João Alfredo Telles, ambientalista, advogado e professor, Fortaleza/Ceará.
– Nadine Borges, advogada, mestre, coordenadora de relações externas da UFRJ e ex-presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro.
– Quinto Piazza, educador popular.
– Teresinha P. Prado, professora aposentada.
– Thiago Pizzo Scatena, cientista social e membro do SASP.
– Walkes Jacques Vargas, dirigente do Sindicato dos Psicólogos de Mato
Grosso do Sul
– Guilherme Simões Reis – professor de Ciência Política da UNIRIO
– Heliane Groff, psicóloga em saúde publica.
– Alfredo José Lopes Costa, jornalista e professor assistente do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

ENERGIA SOLAR NAS CASAS GANHA DAS FAZENDAS SOLARES

MAIS UMA VEZ, FICA CLARO QUE A POLÍTICA ENERGÉTICA DO BRASIL SEGUE NO CAMINHO ERRADO, MESMO QUANDO APOIA PROJETOS DE ENERGIA SOLAR. ENQUANTO NO MUNDO CRESCE MAIS DO QUE AS GRANDES EMPRESAS A PRODUÇÃO DE ENERGIA NOS TELHADOS DAS CASAS, NOSSA POLÍTICA SÓ TEM OLHOS PARA AS EMPRESAS!

É POR ISSO QUE A FRENTE POR UMA NOVA POLÍTICA ENERGÉTICA PARA O BRASIL LUTA POR UM FUNDO DE INCENTIVO REAL À ENERGIA DESCENTRALIZADA, NOS TELHADOS. 

FOTOVOLTAICO RESIDENCIAL SERÁ RESPONSAVEL PELO CRESCIMENTO DO SETOR NOS EUA

Um artigo na Greentech Media sugere que os sistemas fotovoltaicos residenciais serão a estrela ascendente do setor. Aponta para arrefecimento no crescimento das grandes plantas solares centralizadas e de um mercado dominado por poucos e grandes fabricantes. A engenharia financeira complexa que o segmento grande exige vai perder a importância por causa da queda do preço das placas e outros componentes. Assim, o foco passa para as instalações residenciais que, por definição, exigem um sistema muito mais distribuído de fornecedores e instaladores, mais a cara do pequeno negócio do que da megacorporação. Esperam-se menos chamadas de capital em Wall Street e mais financiamentos locais por bancos ou agências locais. 
A próxima redução de custo virá, segundo os autores, por conta da competição local, onde a economia de escala não faz muita diferença.

ENERGIA SOLAR CRIOU UM EM CADA 50 NOVOS EMPREGOS NOS EUA EM 2016

E... SERÁ QUE O GOVERNO BRASILEIRO SE DEU CONTA DISSO, OU VAI CONTINUAR COM A CABEÇA NO SÉCULO DEZENOVE?

Na sua campanha, Trump prometeu milhares de empregos na indústria fóssil, especialmente na do carvão. Mas, segundo o relatório de 2016 do National Solar Jobs Census, o crescimento de empregos na geração solar fotovoltaica foi muito maior do que nas outras fontes de eletricidade. No ano passado, o setor criou um em cada cinquenta novo emprego (diretos e indiretos). O crescimento do emprego na indústria solar ultrapassou o da média global dos EUA em 17 vezes. Desde 2100 o setor quase triplicou o número de empregos criados.

A cumprir sua promessa de campanha e reduzir o preço relativo do carvão, Trump diminuiria o número total de empregos. Seu pessoal vai precisar de muita contabilidade criativa e fatos alternativos para se explicar.

O setor foi discutido num debate organizado pelo jornal inglês The Guardian. Os participantes concordaram que é a própria lógica de mercado que está impulsionando os renováveis em geral e que já atingiram a paridade de preços com os fósseis. Com um impulso extra dos compromissos com energia limpa de corporações como a Google e Apple, não há medida governamental que ressuscite o carvão. Lembraram que o governo Trump pode durar até oito anos, mas que os investimentos em geração têm que durar muito mais. Aí, o setor dos fósseis começa a ficar parecido com a indústria do fumo – obsoleto; um setor ao qual ninguém quer ver sua imagem associada.