segunda-feira, 16 de outubro de 2017

SEI EM QUEM NÃO VOU VOTAR EM 2018

BOA LISTA DOS QUE NÃO MERECERÃO O VOTO EM 2018. E BOA PROVOCAÇÃO PARA QUE APAREÇAM CANDIDATOS QUE MEREÇAM O VOTO. E QUE SE CUIDEM PARTIDOS QUE ACHAM QUE SEMPRE MERECERÃO O VOTO: NÃO FAÇAM CONCESSÕES AOS INIMIGOS DO POVO E DA DEMOCRACIA! 

Sei em quem NÃO vou votar em 2018
Roberto Malvezzi (Gogó)
Não sei em quem votarei em 2018, mas já sei em quem não vou votar.
Não voto em nenhum deputado que votou pelo golpe no país. Eles são mais de 360. Não voto também em nenhum senador que confirmou o golpe. Eles são mais de 60. Eles destruíram o fiapo da democracia que tínhamos e implantaram no Brasil uma ditadura civil.
Não votarei em nenhum deputado ou senador que pertença à bancada do boi porque depredam nossas matas e nossas águas; da bala porque estão convictos que violência só se resolve com mais violência; e nem da Bíblia, porque manipulam a palavra de Deus para seus interesses pessoais, corporativos e mesquinhos numa verdadeira perversão da Bíblia.
Não votarei em nenhum presidenciável que apoiou o golpe.
Não votarei em nenhum deputado, ou senador, ou governador, ou presidenciável, que votou ou apoiou a reforma trabalhista, a reforma da previdência, da educação e a PEC que congelou gastos em saúde e educação por mais de 20 anos, condenando nosso povo à miséria e ao desamparo na velhice e na doença.
Não votarei em nenhum deputado ou senador que votou pelas mudanças na legislação ambiental, sacrificando as matas, os rios, os povos indígenas, os quilombolas e todas as nossas gerações futuras.
Não votarei em nenhum candidato do empresariado brasileiro, particularmente da FIESP, que promoveu a reforma trabalhista e o encolhimento do salário mínimo. Esses empresários não querem trabalhadores, querem escravos, sem ao menos assumir a responsabilidade de manter vivos os seus escravos, como era norma no tempo da escravidão.
Não votarei em nenhum entreguista da Petrobrás, do Pré-sal, dos territórios brasileiros, da base de Alcântara, da privatização da Eletrobrás, assim por diante.
Também não votarei em candidatos a qualquer cargo envolvidos comprovadamente com corrupção. Ela leva 200 bilhões de reais dos cofres públicos todos os anos e isso ajuda matar o povo brasileiro.
Vou aguardar para ver se algum presidenciável propõe a revogação de todas essas perversidades políticas, econômicas, sociais e ambientais impostas ao povo brasileiro.
Vou aguardar por algum presidenciável que se comprometa efetivamente com a democracia, não com golpes de qualquer espécie.
Vou tentar achar algum candidato que pense em inclusão social pela educação e trabalho, em respeito aos trabalhadores, às crianças, aos idosos, aos indígenas, aos quilombolas e ao meio ambiente ao qual pertencemos e do qual dependemos.
Pode ser que haja poucos, pouquíssimos com esse perfil, como achar agulha em palheiro, mas eles existem.
Se esses excluídos de minha lista vão ganhar ou não, não sei. Só sei que não será com meu voto.


MAIOR LAGOA PERTO DO SÃO FRANCISCO SECOU

 ESTA INFORMAÇÃO DIVULGADA PELO CLIMAINFO LEVA A GENTE A INSISTIR, MESMO SABENDO QUE ALGUNS FALARÃO QUE SOMOS PROFETAS DE MÁS NOTÍCIAS: SE NÃO CONSEGUIRMOS MUDAR PROFUNDAMENTE E COM URGÊNCIA NOSSAS RELAÇÕES COM O SOLO E USO DA TERRA, ESTAMOS INDO DIRETAMENTE PRO MATADOURO, COMO FALOU ANTÔNIO DONATO NOBRE. SE DEPENDERMOS DOS EMPRESÁRIOS DO AGRO E HIDRONEGÓCIO, CEGOS PELO AMOR  E PELA ADORAÇÃO DO ÍDOLO PROPRIEDADE E RIQUEZA DE CURTO PRAZO, ESTAMOS FERRADOS...

A Lagoa Itaparica, a maior lagoa marginal do rio São Francisco, secou. Quando cheia, cobria 2.200 hectares. É a quarta vez em 40 anos que a lagoa seca, deixando os restos de três milhões de peixes. A lagoa era um dos principais berçários de surubins, curimatãs e dourados. "Os peixes desovam, os filhotes ficam lá crescendo e um ano depois seguem para o rio. Com a lagoa seca, esse ciclo é interrompido. Desta forma, o impacto não ficará restrito às duas mil famílias de ribeirinhos que vivem em torno da lagoa. Todo o trecho do rio desde (a fronteira com) Minas Gerais até a barragem de Sobradinho, próximo a Juazeiro, na Bahia, será afetado", diz Vanderlei Pinheiro, engenheiro de pesca e analista ambiental do Ibama. Além da seca de seis anos no São Francisco, a situação da lagoa é agravada pelo assoreamento, já que houve tempos em que ela chegava a ter seis metros de profundidade.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

A ERA DETOX

BOA NORÍCIA: AVANÇA O DESEJO E MULTIPLICAM-SE PRÁTICAS DE VER-SE LIVRE DO CONSUMISMO, EM TODOS OS CAMPOS DA VIDA, INCLUSIVE NA INTERNET. VALE A PENA CONHECER ALGUMAS PRÁTICAS PARA PROVOCAR O APETITE DE ENTRAR NO MESMO CAMINHO...

La era detox
IGNACIO RAMONET

El fenómeno se está extendiendo. En nuestras sociedades desarrolladas, un número cada vez mayor de ciudadanos se plantea modificar sus modos de consumo. No sólo de los hábitos alimentarios, individualizados ya hasta tal punto que resulta prácticamente imposible reunir a ocho personas en torno a una mesa para comer un mismo menú. Sino del consumo en general : la vestimenta, la decoración, el aseo, los electrodomésticos, los fetiches culturales (libros, devedés, cedés), etc. Todas aquellas cosas que hasta hace poco se acumulaban en nuestros hogares como señales más o menos mediocres de éxito social y de opulencia (y hasta cierta medida, de identidad), ahora sentimos que nos asfixian. La nueva tendencia es a la reducción, al desprendimiento, al despojo, a la supresión, a la eliminación... En suma, a la desintoxicación. Al detox pues. Como si comenzara el ocaso de la sociedad de consumo -establecida en torno a los años 1960 y 1970-, y entráramos en lo que se empieza a llamar la « sociedad del desconsumo ». 
Se podría objetar que las necesidades vitales de consumo siguen siendo inmensas en muchos países en vías de desarrollo o en las areas de pobreza del mundo desarrollado. Pero esa realidad indiscutible no debe impedirnos ver este movimiento de « desconsumo » que se expande con ímpetu cada vez más intenso. Por otra parte, un estudio reciente[i], realizado en el Reino Unido, indica que desde el principio de la revolución industrial, las familias iban acumulando bienes materiales en sus hogares a medida que sus recursos aumentaban. El número de objetos poseidos traducía su nivel de vida y su estatus social. Así fue hasta 2011. Ese año se alcanzó lo que podríamos llamar el « pico de los objetos » (peak stuff). Desde entonces, el número de objetos poseidos no cesa de reducirse. Y esa curva, en forma de ‘campana de Gauss’ (con aumento exponencial mientras sube el nivel de vida, y que luego, después de un período de estabilización, desciende en las mismas proporciones), sería una ley general. Hoy se estaría verificando en los países desarrollados (y en muchas zonas opulentas de Estados del Sur) pero mañana también reflejaría la inevitable evolución en los países en desarrollo (China, India, Brasil).
La toma de conciencia ecológica, la preocupación general por el medio ambiente, el temor al cambio climático y en particular la crisis económica del 2008 que con tanta violencia golpeó a los Estados ricos, influenciaron sin duda esta nueva austeridad zen. Desde entonces, se divulgaron mediante las redes sociales muchos casos espectaculares de detoxanticonsumista. Por ejemplo, el de Joshua Becker, un estadounidense que decidió hace nueve años, con su esposa, reducir drásticamente el número de bienes materiales que poseían, para vivir mejor y lograr la calma mental. En sus libros (« Living with Less », « The more of Less ») y en su blog « Becoming minimalist » (www.becomingminimalist.com/), Becker cuenta : « Limpiamos el desorden de nuestra casa y de nuestra vida. Fue un viaje en el que descubrimos que la abundancia consiste en tener menos.» Y afirma que « las mejores cosas de la vida no son cosas ».
Aunque no resulta facil desintoxicarse del consumo y convertirse al minimalismo :« Comience poco a poco – aconseja Joshua Fields Millburn, que escribe en el blog TheMinimalists.com- intente desprenderse de  una sola cosa durante 30 días, comenzando por los objetos más sencillos de suprimir. Deshágase de las cosas obvias. Empezando por las que claramente no necesita: las tazas que nunca usa, ese regalo horrendo que recibió, etc."
Otro caso célebre de despojo voluntario es el de Rob Greenfield[ii], un norteamericano de 30 años, protagonista de la serie documental « Viajero sin dinero » (Discovery Channel) quien, bajo el lema "menos es más", se deshizo de todas sus pertenencias, incluso de su casa. Y anda por el mundo con sólo 111 posesiones (incluyendo el cepillo de dientes)... O el de la diseñadora canadiense Sarah Lazarovic, que pasó un año sin comprarse ninguna ropa y cada vez que tenía ganas de hacerlo, dibujaba la prenda en cuestión. Resultado : un bonito libro de bocetos titulado: « Un montón de cosas lindas que no me compré »[iii]. También está el ejemplo de Courtney Carver, que propone en su página web Project 333(https://bemorewithless.com/project-333/), un desafío de bajo presupuesto invitando a sus lectores a vestirse con sólo 33 prendas durante tres meses.
En la misma linea está el caso de la bloguera y youtuber francesa Laeticia Birbes, 33 años, que se hizo célebre por su desafío  de nunca más volver a comprarse ropa : « Yo era una consumidora compulsiva. Víctima de las promociones, de las tendencias y de la tiranía de la moda- dice- Había días en que llegaba a gastarme quinientos euros en prendas... En cuanto tenía problemas con mi pareja o con los exámenes, compraba ropa. Llegué a integrar perfectamente el discurso de los publicitarios : confundía sentimientos y productos...[iv] » Hasta que un día decidió vaciar sus armarios y regalarlo todo. Se sintió libre y ligera ; liberada de una carga mental insospechada : « Ahora vivo con dos vestidos, tres bragas y un par de calcetines. » Y da conferencias por toda Francia para enseñar la disciplina del « cero basura » y del consumo minimalista.
El consumismo es consumir consumo. Es una conducta impulsiva donde ya no importa lo que se compra, importa comprar. En realidad, vivimos en la sociedad del desperdicio, desperdiciamos abundantemente. Frente a esa aberración, el minimalismo de consumo es un movimiento mundial que propone comprar sólo lo necesario. El ejercicio es simple: hay que mirar las cosas que tenemos en casa y determinar cuáles realmente usamos. El resto es acumulación, veneno.
Dos periodistas argentinas, Evangelina Himitian y Soledad Vallejos, pasaron de la teoría a la práctica. Después de haber vivido como millones de consumidores acumulando sin ningún criterio, decidieron cuestionar su propia conducta. Estaba claro que compraban por otros motivos, no por necesidad. Y se impusieron estar un año sin consumir nada que no fuese absolutamente indispensable y contar con gran talento su experiencia[v].
No solo se trataba de no consumir sino de desintoxicarse, de liberarse del consumo acumulado. Las dos periodistas empezaron imponiéndose una disciplina detox : cada una tenía que sacar diez objetos por día de su casa durante cuatro meses: 1.200 en total. Tuvieron que descartar, donar, desprenderse, despojarse... Como una suerte de purga, para pasar a ser desconsumistas : « En los últimos cinco años- cuentan Evangelina y Soledad- se encendió en el mundo una luz de conciencia colectiva sobre la manera de consumir. Que es una manera de controlar los abusos del mercado. Porque es también una estrategia para dejar al descubierto los puntos ciegos del sistema económico capitalista. Aunque suene pretencioso es exactamente eso: el capitalismo se apoya en la necesidad de fabricar necesidades. Y para cada necesidad fabrica un producto... Esto es especialmente cierto en los países con economías desarrolladas donde los índices oficiales miden la calidad de vida en sintonía con la capacidad de consumo... »
Este hastío cada vez más universal del consumo también alcanza al universo digital. Está surgiendo lo que podríamos llamar un digital detox, que consiste en abandonar las redes sociales por un tiempo y por diferentes motivos. Se va extendiendo el movimiento de los « ex conectados » o « desconectados », una nueva tribu urbana compuesta por personas que han decidido darle la espalda a Internet, y vivir off-line, fuera de linea. No tienen WhatsApp, no quieren oír hablar de Twitter, no usan Telegram, odian Facebook, no sienten simpatía por Instagram, y no hay casi ningún rastro de ellos por Internet. Algunos no poseen ni siquiera una cuenta de correo electrónico y, los que la tienen, la abren sólo muy de vez en cuando… Enric Puig Punyet (36 años) doctor en Filosofía, profesor, escritor, es uno de los nuevos « ex-conectados ». Ha escrito un libro[vi] en el que recopila casos reales de personas que, deseosas de recuperar el contacto directo con los demás y consigo mismas, han decidido desconectarse. « La Internet participativa que, mayoritariamente, es la modalidad en la que estamos viviendo, busca nuestra dependencia –explica Enric Puig Punyet- Al tratarse, casi en su totalidad, de plataformas vacías que se nutren de nuestro contenido, interesa que estemos a todas horas conectados. Esta dinámica la facilitan los teléfonos "inteligentes" que han provocado que estemos constantemente disponibles y nutriendo a la Red. Este estado de hiperconexión conlleva sus problemas que estamos empezando a ver :
nos resta la capacidad de atención, de proceso en profundidad e incluso de socialización. Gran parte del atractivo de las tecnologías digitales está diseñado por compañías que desean nuestro consumo y nuestra continua conexión, como sucede con tantos otros ámbitos porque es la base del consumismo. Cualquier acto de desconexión, ya sea total o parcial, debería entenderse como una medida de resistencia que desea compensar una situación que se encuentra descompensada[vii]. »
El derecho a la desconexión digital ya existe en Francia. En parte como respuesta a los múltiples casos de burnout (agotamiento por exceso de trabajo) que se produjeron en los últimos años como consecuencia de la presión laboral[viii]Ahora los trabajadores franceses pueden dejar de responder a mensajes digitales cuando termina su jornada laboral. Francia se convirtió así en pionera de este tipo de leyes, pero todavía quedan incógnitas sobre cómo se aplicará esa ley. La nueva norma obliga a las compañías con más de 50 empleados a abrir negociaciones sobre el derecho a estar off-line, es decir no contestar emails o mensajes digitales profesionales en sus horas libres. Sin embargo, el texto no obliga a llegar a un acuerdo ni tampoco fija ningún plazo para las negociaciones. Las empresas podrían limitarse a redactar una guía orientativa, sin la participación de los trabajadores. Pero la necesidad del detox digital, de estar fuera de las redes y darse un descanso de Internet queda planteada.
La sociedad de consumo, en todos sus aspectos, ha dejado de seducir. Intuitivamente sabemos ahora que ese modelo, asociado al capitalismo depredador, es sinónimo de despilfarro irresponsable. Los objetos innecesarios nos asfixian. Y asfixian al planeta. Algo que la Tierra ya no puede consentir. Porque se agotan los recursos. Y se contaminan. Hasta los más abundantes (agua dulce, aire, mares...). Y ante la ceguera de muchos gobiernos, llega la hora de la acción colectiva de los ciudadanos. En favor de un desconsumo radical.
IGNACIO RAMONET

 "La era detox" por Ignacio Ramonet, in Le monde diplomatique outubro 17 livre difusion

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

TEREMOS PRIMAVERA NO BRASIL?

Entramos em outubro, na estação da primavera, mas não se percebem mudanças geradoras de esperança. Acontecem, sim, chuvas mais intensas em algumas regiões, mas a regra é calor intenso combinado com pouca chuva. A prova disso está nas notícias em relação aos rios e às hidrelétricas. Rios importantes, como o São Francisco, o Tocantins e o Araguaia estão com pouquíssima água, assoreados, quase secos.

Mesmo assim, políticos da pior espécie – cegos porque não querem ver – continuam querendo ser guias de cegos por limitações de informação, e estão dando passos para aprovar no tal Congresso Nacional a transposição de águas do rio Tocantins para o São Francisco! E querem fazer isso sem reconhecer que o São Francisco e o Tocantins estão sendo mortos por quem os agridem em favor de seus negócios, e por isso sem que sejam implementadas, com a urgência de tempo de guerra, medidas eficazes de recuperação destes dois rios maravilhosos e fontes de vida para milhões de pessoas e de incontáveis outros seres vivos.

É falso mais uma vez o discurso de que a transposição do Tocantins, como a do São Francisco, teria a finalidade de garantir água para os milhões de sertanejos que vivem no Semiárido, e que já enfrentam quase sete anos de forte estiagem. Nada disso. O verdadeiro objetivo é garantir água para os empresários do agronegócio, especialmente o ligado à exportação de frutas, e para as mineradoras, que terão um dos centros especiais no porto de Pecém. Por isso, como está acabando a água do São Francisco, querem que o governo assuma, com recursos do povo, os custos da transposição do Tocantins.

Em outras palavras, que se danem as pessoas e a natureza! Em favor dos negócios de meia dúzia, a morte dos rios e o sofrimento e morte de milhões de pessoas e bilhões de outros seres vivos seria apenas um custo do progresso. E rindo da desgraça dos outros, ainda lembram que não se faz gemada sem quebrar ovos!

De fato, senhores empresários e políticos, cegos pelos seus seus negócios imediatos, vocês estão causando sofrimento e morte dos outros com indiferença, mas não esqueçam que chegará também a hora de vocês. Vocês estão matando a galinha dos ovos de ouro. Afinal, quem fará produção de agronegócio quando não houver água e o solo for deserto? Ninguém, não é mesmo? Pois vocês estão apressando esse dia!


            Ivo Poletto, do FMCJS

HIDROCÍDIO BRASILEIRO

Hidrocídio Brasileiro
Roberto Malvezzi (Gogó)
A cada dia chega a notícia da morte de um rio, ou que um rio famoso agoniza. Afluentes dos grandes rios brasileiro estão sendo mortos às centenas, aos milhares, num verdadeiro hidrocídio, isto é, a matança das águas.
Esses dias nos chegou a visão do leito seco do Paracatu, um dos maiores afluentes do São Francisco.
No ano passado, em Macapá, me contaram que a pororoca do rio Araguari estava extinta.
Esse ano, no Acre, me contaram que o prognóstico científico é que o rio do Acre seque em dez anos.
Em Miracema, quando estive lá no ano passado, quase atravessámos o rio Tocantins a pé, com a água alcançando no máximo a cintura.
Ali mesmo nos contaram que o rio Javaés, que faz a Ilha do Bananal, considerada a maior ilha fluvial do mundo, também tinha secado.
O Velho Chico agoniza a olho nu, com pouco mais de 500 m3/s, e na sua foz o mar avança São Francisco adentro, já salinizando as águas antigamente doces das comunidades ribeirinhas.
Nosso ciclo das águas, que se origina na Amazônia e depois se espalha por todo território brasileiro, chegando até Buenos Aires, Assunção e Montevideo, está sendo estrangulado pelas atividades predadoras que precisam destruir a vegetação para se impor. Ao destruir a Amazônia matamos a bomba biótica que injeta água na atmosfera, ao destruir o Cerrado matamos nossos maiores reservatórios naturais, aquíferos como o Bambuí, Urucuia e Guarani. A riqueza derivada da rapinagem não tem fôlego e também entrará em colapso com o colapso de nossas águas.
Não sabemos exatamente o que será e nem como será, só sabemos que estamos preparando o inferno para as gerações futuras.
Mesmo assim não nos conformamos. Como diz uma frase atribuída a Martin Luther King, “se eu soubesse que o mundo acabaria amanhã, mesmo assim hoje eu plantaria uma árvore”.

PRÊMIO NOBEL DA PAZ PARA ORGANIZAÇÃO QUE COMBATE ARMAS NUCLEARES

ESTA É UMA DECISÃO JUSTA E QUE APOSTA NO FUTURO DA ESPÉCIE HUMANA NA TERRA. E É SINAL DE ÂNIMO PARA TODAS AS PESSOAS QUE LUTAM POR CAUSAS APARENTEMENTE IMPOSSÍVEIS... E CONTINUA DIFÍCIL VENCER, PORQUE OS GRANDES EM PODER E EM BOMBAS JÁ AFIRMARAM QUE NÃO ASSINARÃO O TRATADO QUE A ONU ESTÁ IMPLEMENTANDO... 

Comitê Nobel norueguês anunciou que o Prêmio Nobel da Paz de 2017 será concedido à Campanha Internacional de Abolição de Armas Nucleares "por seu trabalho para chamar a atenção para as catastróficas consequências humanitárias de qualquer uso de armas nucleares e por seus esforços inovadores para alcançar uma proibição de tais armas baseada em tratados", de acordo com um comunicado de imprensa do comitê, no dia 6 de outubro.
A reportagem é de James Dearie, publicada por National Catholic Reporter, 06-10-2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.
Campanha Internacional de Abolição de Armas Nucleares é uma coalizão, com sede em Genebra, de centenas de organizações não governamentais de cerca de 100 países que trabalham pelo desarmamento nuclear.
Este é o 98º Prêmio da Paz concedido pelo Comitê Nobel da Noruega desde seu primeiro ano, 1901. A atribuição oficial do prêmio ocorrerá no dia 10 de dezembro, o aniversário da morte de Alfred Nobel, em Oslo, na Noruega.
O comitê considera a organização "o principal ator da sociedade civil no esforço pela proibição de armas nucleares com base no direito internacional", citando seu papel em ajudar a promover o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares nas Nações Unidas.
"É uma grande honra ter sido premiado com o Nobel da Paz de 2017, em reconhecimento ao nosso papel na realização do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares", declarou, em um comunicado em seu site, a Campanha Internacional de Abolição de Armas Nucleares.
"É um momento de grande tensão global, em que a retórica inflamada poderia facilmente nos levar, inexoravelmente, a um horror indescritível", acrescentou a organização. "O espectro do conflito nuclear se aproxima novamente. Se houve algum momento para as nações declararem sua oposição inequívoca às armas nucleares, o momento é agora."
A Irmã de Maryknoll Jean Fallon, de 87 anos, ativista antinuclear de longa data, disse ao NCR que estava "emocionada" com a notícia, uma vitória para todos os que participaram ativamente dos movimentos pela eliminação de armas nucleares, que culminaram na Ação das Nações Unidas, no início deste ano. "É para todos", disse ela.
"Tantas pessoas envolveram-se com esse problema por tantos anos."
"É muito significativo", disse.
"É providencial", disse a Irmã Stacy Hanrahan, que representa a Congregação de Notre Dame nas Nações Unidas e há muito tempo está envolvida nos esforços de desarmamento nuclear da ONU. "É um momento tão favorável, tudo o que tem acontecido nas Nações Unidas".
Hanrahan disse que o fato de uma organização não governamental ter recebido o prêmio foi um reconhecimento da força dos esforços de base e uma homenagem aos "que têm trabalhado [na questão nuclear] há anos".
Ela acrescentou que a recente guerra retórica entre os governos dos Estados Unidos e da Coreia do Norte é assustadora, mas recolocou o foco na possibilidade real de uma guerra nuclear. "Ele chamou a atenção de todos. É sério. Esta guerra [nuclear] pode acontecer e colocar-nos num lugar onde ninguém quer estar", disse.
A ativista antinuclear de longa data, Irmã Dominicana Carol Gilbert, juntamente com a colega ativista e Irmã Dominicana Ardeth Platte, esteve no Colorado, em 6 de outubro, para uma campanha de conscientização pública sobre o tratado da ONU. Além de visitar a escolas e igrejas, as duas dominicanas entregariam cópias do tratado aos silos onde as ogivas nucleares estão alojadas.
A campanha das irmãs havia sido planejada antes do anúncio de hoje a respeito do Prêmio Nobel, mas Gilbert disse que era uma "bela" coincidência que reforça o trabalho.
"Estamos muito felizes - na verdade, emocionadas", disse Carol Gilbert.
O Padre Jesuíta Drew Christiansen, pesquisador do Centro Berkeley de Religião, Paz e Assuntos Internacionais (Berkley Center for Religion, Peace, and World Affairs), da Universidade de Georgetown, diz que o sucesso da Campanha Internacional de Abolição de Armas Nucleares demonstra o efeito que as organizações não governamentais podem ter quando têm a oportunidade de trabalhar dentro da ONU.
"No futuro, provavelmente haverá mais alianças desse tipo entre sociedade civil e os estados na ONU", disse ele ao NCR.
Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares impediria os países de "comprometer-se a desenvolver, testar, produzir, fabricar, adquirir, possuir ou armazenar armas nucleares ou outros dispositivos explosivos nucleares, bem como o uso ou ameaças de uso dessas armas", de acordo com um comunicado de imprensa da ONU. Se obtiver a assinatura e a ratificação de 50 Estados, seria o primeiro tratado juridicamente válido a proibir armas nucleares.
Em julho, 122 países da ONU votaram a favor da versão final do tratado e dezenas o assinaram, em 20 de setembro, na abertura do período de assinaturas. Até agora, 53 países já assinaram o tratado, três dos quais já o ratificaram.
Santa Sé está entre os Estados que assinaram e ratificaram o tratado. O papa Francisco há muito tempo defende o desarmamento nuclear, dizendo à ONU que há "necessidade urgente de trabalhar por um mundo livre de armas nucleares", durante sua visita aos Estados Unidos em 2015.
Quando o projeto final foi anunciado, a França, o Reino Unido e os Estados Unidosdisseram, em um comunicado de imprensa, que "não pretendiam assinar, ratificar ou fazer parte do tratado. Portanto, não haverá mudanças nas obrigações legais em nossos países em relação às armas nucleares. ... Esta iniciativa ignora claramente as realidades do ambiente de segurança internacional. A adesão ao tratado é incompatível com a política de dissuasão nuclear, que tem sido essencial para manter a paz na Europa e no norte da Ásia há mais de 70 anos."
http://www.ihu.unisinos.br/572466-organizacao-que-trabalha-para-abolir-armas-nucleares-ganha-premio-nobel-da-paz 

CHINA DEIXARÁ DE PRODUZIR CARROS A COMBUSTÃO INTERNA

E ESTA É UMA REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA QUE OS CHINESES QUEREM REALIZAR JUNTO COM OUTRAS...

LEIA O ARTIGO EM 
http://www.ihu.unisinos.br/572428-a-nova-revolucao-chinesa-fim-dos-carros-com-motor-de-combustao-interna

O TEXTO QUE SEGUE É SÓ PEQUENA PARTE DO ARTIGO, E SERVE PARA DESPERTAR O APETITE... E AO LER A NOTÍCIA, PERGUNTE-SE: E O BRASIL, QUANDO?!
China é o país mais poluidor do mundo e sofre bastante com a qualidade do ar. Por conta da necessidade de melhorar suas condições ambientais, mas também liderar uma indústria que vai se transformar totalmente no século XXI, planeja abandonar a produção de carros com motores combustíveis alimentados por combustíveis fósseis.
O vice-ministro da Indústria e Tecnologia da Informação, Xin Guobin, em um evento da indústria automotiva na cidade costeira do norte de Tianjin, anunciou um plano para a China produzir somente carros elétricos. A data ainda não foi marcada, mas provavelmente será algo antes do Reino Unido e da França, que anunciaram que vão proibir novos carros a gasolina e diesel a partir de 2040.
O governo de Pequim está desesperado para assumir a liderança na corrida global para desenvolver carros elétricos, tanto para limpar suas cidades fortemente congestionadas quanto com poluição atmosférica e garantir um lugar de liderança na indústria automobilística do futuro
Somente nos primeiros sete meses de 2017, a China produziu 227 mil veículos elétricos e prevê chegar a 6 milhões de carros ao ano até 2025. O anúncio da proibição, em algum ponto no futuro próximo, poderia impulsionar a produção da nova indústria não fóssil. Na verdade, o governo de Pequim está desesperado para assumir a liderança na corrida global para desenvolver carros elétricos, tanto para limpar suas cidades fortemente congestionadas quanto com poluição atmosférica e garantir um lugar de liderança na indústria automobilística do futuro.