quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

AS GÉLIDAS SABEDORIAS DA DITA CIÊNCIA ECONÔMICA

COMO SE DIZ QUANDO TUDO ESTÁ SAINDO PELO RALO, 
"SERIA CÔMICO, SE NÃO FOSSE TRÁGICO”.

'As Confissões' e as gélidas sabedorias da dita ciência econômica

“A intolerância e a ausência de diálogo talvez sejam o efeito mais nefasto do conflagrado ambiente político e social atual. Tocados pelo sentimento de congregação próprio de fim de ano, e imbuídos do espírito democrático, nos valeremos deste nobre espaço para exibir reflexões e contribuições ao debate político-econômico. Preciosas e dissonantes reflexões, na contramão das opiniões exibidas em nossos artigos”, escrevem Gabriel Galípolo e Luiz Gonzaga Belluzzo, economistas, em artigo publicado por CartaCapital, 11-01-2017.

Eis o artigo.

Entre tantos diálogos devastadores em suas sutilezas, o filme As Confissões, de Roberto Andò, nos oferece à meditação as gélidas sabedorias da dita ciência econômica.
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Daniel Roché, personagem encarnado pelo ator francês Daniel Auteuil, marca uma reunião com os ministros das Finanças dos oito países mais poderosos do planeta, em um luxuoso hotel na Alemanha, no período de seu aniversário. Estão também no rol dos convidados uma escritora de livros infantis, um músico e... um monge trapista.

Antes de brindar os convivas na abertura do jantar, o diretor-gerente lembra John Maynard Keynes: a economia é uma ciência moral. Ela nos ensina que não somos deuses, mas humanos, prisioneiros da incerteza, das expectativas e, por isso, não conseguimos compreender todas as consequências de nossas ações.

Os ministros se entreolham, abalados em suas certezas, que entrariam em pânico depois de uma longa confissão de Roché ao monge. Ao pânico sucede-se a suspeita. Perigosíssimo suspeito que poderia saber do plano final, elaborado para terminar com todos os planos e impor a supremacia do saber econômico sobre a vida dos humanos de carne e osso. Pressionado, ameaçado, o monge resiste.

Nas cenas finais, o padre é submetido a uma teleconferência para sofrer os vitupérios de uma dama Senhora do Universo de Wall Street. “O senhor é uma ameaça à civilização.” Mansamente, o religioso retruca: “Temos ideias diferentes a respeito da civilização”.

A intolerância e a ausência de diálogo talvez sejam o efeito mais nefasto do conflagrado ambiente político e social atual. Tocados pelo sentimento de congregação próprio de fim de ano, e imbuídos do espírito democrático, nos valeremos deste nobre espaço para exibir reflexões e contribuições ao debate político-econômico. Preciosas e dissonantes reflexões, na contramão das opiniões exibidas em nossos artigos.

Iniciaremos pela polêmica figura de Geddel Vieira Lima, merecedor do destaque pelo meteórico protagonismo que assumiu em nossa República, após guindar seu imbróglio imobiliário ao status de questão de Estado, envolvendo três ministérios, a Advocacia-Geral da União e a Presidência da República na sua mediação.

Episódio que, nas palavras de Octávio Guedes, diretor de redação do jornal Extra, pode ter reduzido o presidente Temer a “corretor de luxo do Minha Casa Minha Vida do Geddel”.

Recentemente, o site Sensacionalista reuniu elucidativas interações do ex-ministro com o público, por meio de sua conta no Twitter. Não estamos apontando práticas idiossincráticas disseminadas na política nacional, como postar em 2010 “Na Bahia toda começa a ganhar força o voto DILMEL, Dilma e Geddel” ou “Minha candidata é Dilma, e ponto”, para posteriormente dedicar-se com fervor à sua deposição.

A questão revela-se muito mais profunda e pode emanar de uma visão talvez hedonista cirenaica do processo democrático. Ao ser interpelado, sempre via Twitter, sobre como “é a sensação de assumir um cargo do executivo sem voto popular”, Geddel respondeu: “Gostosa”.

Reflexão cuja profundidade só pode ser alcançada se complementada por outra anterior, também de sua lavra: “Não quero nem saber se o pau é (sic) dos outros, só sei que tou (sic) gozando rsrs”.

Valendo-se do mesmo Twitter, a apresentadora e jornalista da Globo News Monica Waldvogel também pôde expressar sua visão de democracia. Ao analisar a escolha, pelo voto popular, da maioria dos britânicos em abandonar a União Europeia, questionou: “Os entusiastas da democracia participativa ainda estão apegados às consultas populares ou já estão revendo o conceito?”

É desafiador e instigante pensar nas vantagens de um regime democrático que busque restringir a participação popular. Imaginamos que Waldvogel tenha buscado inspiração em Platão e seus reis-filósofos, o que só reafirma nossa admiração pelo padrão cultural do jornalismo brasileiro.

Ainda no âmbito da filosofia grega, agora aristotélica, Miriam Leitão, também apresentadora da Globo News, exibiu toda sua isenção jornalística e habilidade silogística ao comentar as vaias recebidas por Michel Temer na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro: “Vaias a Temer são por decisões tomadas por Dilma”. Horas depois, a manchete de seu artigo foi substituída por: “Vaias a Temer serão amenizadas quando economia melhorar”.

Enveredando pela crise econômica, mas sem abandonar os paradoxos, a partir da lógica de que a crise não é uma doença que necessitava de cura, mas, sim, a cura para os excessos, Samuel Pessoa comemorou estoicamente o sucesso do ajuste fiscal de 2015: “Em maio, eu fiquei superfeliz com a queda de salário real de 5%. Economista é um bicho meio ruim”.

A recessão em 2015 produziria o hiato no produto necessário para a recuperação econômica em 2016. Cresce a popularidade dos corifeus da Nova Teoria Dietética da Política Econômica. Essa nova visão advoga regimes de emagrecimento rápido para economias obesas, embora muitos trumpistas-populistas tenham dúvidas, certamente inconsistentes e improcedentes, a respeito dos riscos de anorexia.

Infelizmente, “a crise insiste em não ir embora”, nas palavras de Renata Lo Prete, que a percebe como um hóspede mal-educado. A economia brasileira é realmente prodigiosa, capaz de desafiar até a álgebra. Segundo a edição de 26 de junho do jornal Folha de S.Paulo: “Dependendo do setor, o faturamento diminui até 300% no período mais quente em relação à temporada de frio”.

Desencontros a respeito de porcentuais são compreensíveis em um ambiente intelectual de inovações algébricas. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ofereceu sua contribuição ao introduzir a dialética do “caiu, mas subiu”. Por isso, sentenciou recentemente: “Nos últimos meses, tivemos a consolidação da recuperação da atividade industrial. Apesar de o indicador estar em queda em relação ao ano passado, está em franca recuperação”.

A depender do deputado Nelson Marquezelli, do Partido Trabalhista Brasileiro, os efeitos da crise econômica nos direitos sociais vão retroalimentar esse tipo de análise. Para o representante do povo: “Tem que cortar universidade. Quem pode pagar vai ter de pagar. Quem não tem dinheiro não faz universidade. Meus filhos vão pagar”.

Formação universitária tampouco é garantia. Em março, os promotores paulistas Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo tornaram-se o assunto mais comentado entre os brasileiros nas redes sociais, não exatamente por solicitarem a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas por uma passagem específica do pedido de prisão: “As atuais condutas do denunciado Luiz Inácio Lula da Silva, que outrora chegou a emocionar o País ao tomar posse como presidente da República em janeiro de 2003 (“o primeiro torneiro mecânico” a fazê-lo de forma honrosa e democrática), certamente deixariam Marx e Hegel envergonhados”.

Apesar da vasta literatura a abordar a influência do pensamento de Georg Hegel, falecido em 1831, na obra de Karl Marx, nascido em 1818, tudo indica que os promotores tentavam referir-se a Friedrich Engels, coautor de diversas obras com Marx.

Há, no entanto, juristas que transitam sem inibição por diversos ramos do conhecimento. A doutora Janaína Paschoal demonstrou recentemente que seus conhecimentos em direito, orçamento público e geopolítica possuem o mesmo alcance: “Com a construção de uma base militar russa na Venezuela, uma posição firme do Brasil já não é só questão humanitária, mas de defesa.

Putin tem pouco mais de 60 anos, pode ser idoso, pela lei brasileira. Para fins políticos, é um adolescente. Imperialista, ninguém nega. Com uma base militar na Venezuela, Putin está a um passo de atacar o Brasil. Estão rindo? Estou falando sério. Bem típico: fazer a pessoa passar por burra, para que ela se cale. Mas comigo, não”. Para a sorte dos incautos, o País está repleto de gente que, mesmo passando por burra, não se cala.

Rosângela Muller, integrante do grupo de manifestantes que invadiu o Congresso Nacional esgoelando as palavras de ordem “essa é a casa do povo e nós exigimos intervenção militar”, o que para doutrinados no pensamento progressista pode parecer um contrassenso, ao ver ao lado do estandarte brasileiro a bandeira do Japão, com sua esfera vermelha que representa o sol, não se conteve e gravou um vídeo para as mídias sociais: “Nós nos deparamos com uma cena nojenta. Reparem aqui a nossa bandeira, com o símbolo vermelho, comunista. O que está acontecendo, esta será a nova bandeira do Brasil. Preparem-se brasileiros, você incauto, que ainda não se deu conta do que está acontecendo no Brasil, fique esperto”.

Quem está esperto há tempos é o engajado Lobão. Após quase retirar a Globo do ar, ao cantar “é Lula lá” no programa do Faustão em 1989, no dia da eleição, o autor de Essa Noite Não (Marcha a Ré em Paquetá), chamou o ex-presidente de psicopata em entrevista concedida à IstoÉ, em outubro.

Incontinente, afirmou ainda que Chico Buarque parece sofrer de “pressão baixa” e “comer capim”, e ressaltou que já havia alertado Lula para ter cuidado com “Gilberto Gil, porque ele era um braço da Warner Brothers” e “com a Paula Lavigne, que é assessora do José Serra”.

A sequência da entrevista indica a frustração ante seus desígnios para a cultura. Ao ser questionado sobre o que gosta, Lobão sentenciou: “Gosto de literatura portuguesa, de Eça de Queirós. Mas literatura brasileira...? Tento gostar de Machado de Assis desde que minha mãe me deu a coleção para escrever bem. Leio, mas odeio. A narrativa me irrita. Sensorialmente, quando leio Machado, me sinto na antessala da delegacia do Catete. Não é nada aconchegante. Tenho sensação similar quando entro no Facebook. Acho chato Guimarães Rosa. E Graciliano Ramos, são três delegacias do Catete. É um purgatório intelectual”.

Temos ideias diferentes sobre o purgatório.

http://www.ihu.unisinos.br/563857-as-confissoes-e-as-gelidas-sabedorias-da-dita-ciencia-economica 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

TELHADOS SOLARES PODEM PRODUZIR MAIS DO QUE O TOTAL ATUAL DE ENERGIA

É ISSO AÍ, GENTE, O POTENCIAL É IMENSO, E HÁ MUITAS PESSOAS DISPOSTAS A INSTALAR PAINÉIS FOTOVOLTAICOS SE HOUVER LINHAS DE CRÉDITO COM JUROS BAIXOS. VAMOS CONTINUAR BATENDO, E AUMENTANDO O RITMO E A INTENSIDADE, PARA DESPERTAR A VONTADE POLÍTICA...

energia solarDa Agência Ambiente Energia - O uso de painéis solares nos telhados das casas tem se mostrado uma tendência crescente. Segundo Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o Brasil seria um grande candidato aos telhados solares que poderiam superar com folga a geração total de eletricidade do Brasil.
“Somente no segmento residencial, o potencial técnico de geração de energia distribuída é de 164 GW (gigawatts), o que é mais do que os 149 GW produzidos pelo sistema elétrico brasileiro em 2015. E ainda por cima é uma energia limpa e renovável”, firmou.
Reforçando a importância do uso de painéis solares nas residências, um estudo da organização não governamental (ONG) Greenpeace sobre microgeração energética revela que 72% dos pesquisados de todas as classes sociais comprariam um equipamento de energia solar fotovoltaica se houvesse linhas de crédito com juros baixos.
Atualmente, há cerca de seis mil sistemas fotovoltaicos instalados nas residências que geram cerca de 70 MW (megawatts). É uma capacidade instalada de energia suficiente para iluminar 30 mil casas por ano, em média.
“Até 2020, considerando tanto o mercado de leilões de energia solar quanto o de geração distribuída (onde se encaixa o segmento residencial), o Brasil deve criar até 60 mil empregos diretos com energia solar fotovoltaica, e mais 100 mil vagas indiretas”, prevê o presidente executivo da Absolar.

USA E BRASIL: O FRACASSO DA REVOLUÇÃO PASSIVA

ESTOU DANDO AO ARTIGO UMA DIMENSÃO QUE NÃO SEI SE O AUTOR APROVARIA: VER EM SUA ANÁLISE A POSSIBILIDADE DE ANALISAR TAMBÉM A "REVOLUÇÃO PASSIVA" DOS GOVERNOS DO PT. SEI QUE NÃO SE PODE FAZER UM PARALELISMO DIRETO, MAS SUSTENTO A HIPÓTESE DE QUE A LEITURA DO ARTIGO PODE AJUDAR-NO A PERCEBER O "QUANTO" ESPECIALMENTE OS GOVERNOS COMANDADOS PELO PT PREPARARAM OU FACILITARAM A ARTICULAÇÃO E LEGITIMAÇÃO DO GOLPE E DO GOVERNO RADICALMENTE NEOLIBERAL, AUTORITÁRIO, ANTIPOPULAR DE TEMER. 

ALIÁS, VALE LEMBRAR QUE O SOCIÓLOGO MINEIRO RUDÁ, EM SUAS ANÁLISES DAS MUDANÇAS OCORRIDAS NO PT, DEIXOU CLARO QUE A COMPARAÇÃO COM O PARTIDO DEMOCRATA DOS USA PODERIA SER ÚTIL. A SUGESTÃO É QUE FAÇAMOS, DE ALGUMA FORMA, ESSA COMPARAÇÃO A PARTIR DO CONTEÚDO DESTE ARTIGO.

De Obama a Trump: El fracaso de la revolución pasiva

William I. Robinson

ALAI AMLATINA, 10/01/2017.- Barack Obama declaró a CNN el pasado 26 de diciembre que hubiera podido derrotar a Trump de haber tenido la oportunidad de enfrentarse al presidente electo por un tercer mandato, pero en realidad puede que el demócrata haya aportado más que cualquier otro para asegurar la victoria de Trump.

Si bien la elección de Trump ha desencadenado una rápida expansión de las corrientes fascistas en la sociedad civil y en el sistema político estadounidense, un resultado fascista no es inevitable y dependerá de la lucha opositora que ya ha comenzado. Pero ocurre que esa lucha requiere claridad para poder entender cómo hemos podido llegar a un precipicio tan peligroso. Las semillas de un fascismo del siglo XXI fueron plantadas, fertilizadas y regadas por el gobierno del presidente que deja el cargo, Barack Obama, y por la élite liberal en bancarrota que es representada por la presidencia de éste.

En los últimos años del régimen de George W. Bush y especialmente con el colapso financiero de 2008, hubo un agitado descontento que desencadenó protestas masivas en los Estados Unidos y en todo el mundo. El proyecto Obama fue desde el principio un esfuerzo de los grupos dominantes para restablecer la hegemonía que venía desmoronándose desde los años de la presidencia de Bush. La elección de Obama desafió el sistema a nivel cultural e ideológico y sacudió los fundamentos raciales/ étnicos que siempre han mantenido en pie a la República de Estados Unidos aunque, ciertamente, no desmanteló esos fundamentos.

Sin embargo, el proyecto de Obama nunca tuvo la intención de desafiar el orden socioeconómico; por el contrario, trató de preservar y fortalecer ese orden para sostener la globalización capitalista, reconstituyendo la hegemonía y llevando a cabo una revolución pasiva en contra del descontento manifestado por las masas y propagando la resistencia popular que comenzó a cobrar vida en los últimos años de la presidencia de Bush.

El socialista italiano Antonio Gramsci desarrolló el concepto de revolución pasiva para referirse a los esfuerzos realizados por grupos dominantes de provocar ligeros cambios desde arriba con el objetivo de desactivar movilizaciones desde abajo que buscasen lograr una transformación más profunda. Integral a la revolución pasiva es la cooptación de liderazgos desde abajo y la integración de estos liderazgos en el proyecto dominante.

La campaña electoral de Obama en 2008 aprovechó y ayudó a expandir la movilización de masas y las aspiraciones populares de cambio como no se había visto en muchos años en los Estados Unidos. El proyecto de Obama cooptó esa creciente tormenta desde abajo, la canalizó a la campaña electoral y después traicionó esas mismas aspiraciones. El Partido Demócrata desmovilizó efectivamente la insurgencia desde abajo tan pronto se hubo reanudado con una revolución más pasiva y, de hecho, aceleró el proyecto de la globalización capitalista y del neoliberalismo. El entusiasmo masivo que generó la primera campaña electoral de Obama se disipó rápidamente.

El capital transnacional corporativo financió ambas campañas presidenciales de Obama y compró la presidencia del mismo. Obama impulsó la agenda de la guerra global, el neoliberalismo y el rumbo hacia un estado autoritario. Se convirtió en el presidente de los rescates corporativos, el presidente de deportación en masa y el presidente de la guerra de aviones no tripulados: los llamados drones. Su gobierno impulsó la construcción de un sistema policiaco represivo y un estado de vigilancia. Se autorizó la detención indefinida sin posibilidad de hábeas corpus de cualquier persona que el estado considerara un "enemigo", se libró la guerra contra los denunciantes y los filtradores y se defendió el espionaje nacional y global de la NSA. Se aumentó el presupuesto militar, el cual ya había alcanzado un máximo histórico bajo el régimen de Bush. Se negoció la Asociación Transpacífica, la Asociación Transatlántica de Comercio e Inversiones y el Acuerdo sobre el Comercio de Servicios.

De esta forma el proyecto de Obama debilitó desde abajo la respuesta popular izquierdista a la crisis, abriendo así espacio para que la respuesta de la derecha con vista en un proyecto del fascismo del siglo XXI se volviera insurgente. El gobierno de Obama apareció, sin duda, como una república de Weimar. Aunque los socialdemócratas estuvieron en el poder durante la República de Weimar de Alemania en los años 1920 y principios de 1930, no persiguieron una respuesta izquierdista a la crisis; dejaron de lado a los sindicatos militantes, comunistas y socialistas y progresivamente se aferraron al capital y la derecha antes de entregar el poder a los nazis en 1933. La república de Weimar del siglo XXI de Obama generó condiciones propicias para el desarrollo de las fuerzas neofascistas en los Estados Unidos.

Durante el régimen de Bush, estas fuerzas neofascistas se extendieron por toda la sociedad civil estadounidense, exhibiendo una creciente polinización cruzada entre diferentes sectores de la derecha radical como no se había visto desde hace años. Durante la presidencia de Obama, elementos de la derecha de entre la comunidad empresarial transnacional financiaron ampliamente movimientos neofascistas como el Tea Party y la notoria legislación neofascista de la ley antiinmigrante SB1070 de Arizona en 2010. Esa legislación provocó leyes "copia" en otros estados del país y provocó que estallaran movimientos anti-inmigrantes de supremacía racial y de vigilancia fronteriza. Los multimillonarios hermanos Koch, de extrema derecha, por ejemplo, fueron los principales financiadores de la Tea Party y de una gran cantidad de fundaciones y organizaciones de fachada de la derecha, tales como Americans for Prosperity, Cato Institute y Mercatus Center.

Estas organizaciones promovieron una versión extrema de la agenda corporativa neoliberal, incluyendo la reducción y la eliminación de los impuestos a corporaciones, recortes a los servicios sociales, la evisceración de la educación pública y la liberación total del capital de cualquier regulación estatal. Este neoliberalismo “recargado” es precisamente el programa económico del régimen entrante de Trump y converge perfectamente con los intereses de la clase capitalista transnacional, incluso si cultural e ideológicamente se encuentra vestido de forma dramáticamente distinta al de Obama y los liberales.

Contrariamente a lo que dicen interpretaciones superficiales, la agenda de extrema derecha del trumpismo constituye una profundización y no una revocación del programa de globalización capitalista perseguido por la administración Obama y todas las administraciones estadounidenses desde Ronald Reagan. La crisis del capitalismo global se ha agudizado al confrontarse con un estancamiento económico y con el levantamiento de un populismo antiglobalización por parte tanto de la izquierda como de la derecha del espectro político. El trumpismo no representa una ruptura con la globalización capitalista sino más bien una recomposición de las fuerzas políticas y de discursos ideológicos que se acentúan a medida que la crisis y las tensiones internacionales llegan a nuevas profundidades.

Ya sea del siglo XX o en sus variantes emergentes del siglo XXI, el fascismo es ante todo una respuesta a profundas crisis estructurales del capitalismo, como en el caso de la de los años treinta y la que comenzó con la crisis financiera de 2008. He estado escribiendo durante la última década acerca del surgimiento de las corrientes fascistas del siglo XXI en el contexto del nuevo capitalismo global. Una diferencia clave entre el fascismo del siglo XX y el fascismo del siglo XXI es que el primero involucró la fusión del capital nacional con poder político reaccionario y represivo, mientras que el segundo implica la fusión del capital transnacional con poder político reaccionario. El trumpismo no representa una salida; por el contrario, es la encarnación de la dictadura emergente de la clase capitalista transnacional.

El trumpismo y el brusco giro hacia la extrema derecha es la progresión lógica del sistema político frente a la crisis del capitalismo global. La élite liberal y su proyecto de globalización capitalista a través del discurso "más amable, más suave" del multiculturalismo llegaron a un callejón sin salida y condujeron el sistema hacia una nueva crisis de hegemonía. Tomando el famoso dicho de Clausewitz de que "la guerra es una extensión de la política por otros medios", parafraseando, se puede decir que el trumpismo es una extensión del neoliberalismo por otros medios.  

Hay una linealidad en este aspecto desde Obama hasta Trump. Fue el gobierno de Obama y la élite liberal quienes se encargaron de abrir la caja de Pandora del trumpismo y el fascismo del siglo XXI. A medida que se acercaban las elecciones de 2016 la pregunta era: ¿cómo se expresaría el renovado descontento de las masas? La élite liberal marginó a Bernie Sanders y se alineó detrás de Hillary Clinton, pero a diferencia de como ocurrió en 2008, esta vez fracasaron los esfuerzos de lograr otra revolución pasiva. La élite liberal alimentó el giro hacia la extrema derecha al anular de nueva cuenta una respuesta izquierdista ante la crisis.

La élite liberal se rehusó a desafiar la rapacidad del capital transnacional y su política de identidad sirvió para eclipsar el lenguaje anticapitalista de las clases trabajadoras y populares, empujando así a los trabajadores blancos hacia una "identidad" de nacionalismo blanco y ayudando a la derecha neo-fascista a organizarlos políticamente. Paralelo a las acusaciones que hizo el partido republicano contra aproximadamente 6 millones de votantes mayormente afroamericanos y latinos de aparecer en las listas de votantes de más de un estado y, por lo tanto, de haber cometido “fraude” electoral (acusaciones que resultaron ser falsas en casi la totalidad de los casos pero que tuvieron el efecto de negar el voto a los acusados), Trump hábilmente movilizó a una parte significativa de la clase trabajadora blanca en torno a un discurso demagógico racista caracterizado por los chivos expiatorios, la misoginia y la fanfarronería imperial valiéndose de la manipulación del miedo y la desestabilización económica.

El discurso a veces velado o disimulado y a veces francamente racista y neofascista del trumpismo ha "legitimado" y desencadenado movimientos ultra-racistas y fascistas en la sociedad civil estadounidense. Parece ser que estas fuerzas están logrando un punto de apoyo en el estado estadounidense a través del emergente régimen de Trump. Este régimen reúne a billonarios banqueros y hombres de negocios con generales guerreros activos en política y activistas neofascistas en un cóctel mortal que amenaza con llevarnos al desastre si la lucha de resistencia no es capaz de descarrilar el trumpismo.

Este es un momento extremadamente peligroso, pero es muy fluido. Las élites políticas y económicas están divididas y confundidas. Eltrumpismo ha fracturado aún más a los grupos gobernantes y bien podría estar generando una crisis de Estado que abriría espacio para respuestas populares e izquierdistas desde abajo. Una parte significativa de la élite se opuso a Trump durante la campaña presidencial. ¿Esas élites se acomodarán al régimen trumpista o se volverán contra él?

No nos encontramos en este momento en un sistema fascista y ello se podría evitar si la lucha de resistencia se conforma en un carácter expansivo, organizado y unificado en un frente anti-neofascista. Para lograrlo, la lucha no debe recurrir a la decadente élite liberal organizada en el Partido Demócrata. Las fundaciones y las corporaciones buscarán financiar a los grupos liberales anti-Trump e intentarán modelar la agenda de la lucha anti-Trump de nuevo. Los demócratas y sus contribuidores corporativos tratarán de canalizar la lucha contra el trumpismo en las próximas elecciones legislativas y presidenciales.

El protagonismo político de la clase trabajadora debe alcanzar la hegemonía dentro de cualquier frente unido contra el neofascismo. La base electoral de Trump dentro de la clase trabajadora descubrirá muy pronto durante el régimen del republicano que sus promesas eran un engaño. ¿Cómo se contendrá su rabia? ¿Serán reclutados hacia proyectos del fascismo del siglo XXI o hacia un proyecto popular, de izquierda y de resistencia y transformación? Para que esto suceda necesitamos ir más allá de las políticas de identidad, reconstruir una identidad de la clase trabajadora uniendo la lucha antirracismo y de defensa de los migrantes con un programa de reconstrucción económica y social que propugne el lenguaje de clase y socialismo en la política y en el quehacer cotidiano. Solamente trabajando hacia la construcción de la organización de la clase trabajadora global en toda su diversidad y situando su multiplicidad de luchas en el centro de la resistencia es que podremos ganar.
08/01/2017
  
- William I. Robinson, profesor de sociología, Universidad de California en Santa Bárbara.


sábado, 7 de janeiro de 2017

DARCY RIBEIRO: OU MAIS ESCOLAS, OU MAIS PRESÍDIOS!



AVISO DE DARCI AOS GOVERNANTES, TODOS! 

E AGORA, SABEMOS TAMBÉM QUE ELE PODERIA TER SUGERIDO A CONSTRUÇÃO DE ESCOLAS DE ÉTICA E ALGO MAIS PARA OS POLÍTICOS E GOVERNANTES, POIS SEM ELAS SERIA NECESSÁRIOS MAIS PRESÍDIOS PARA ESSE TIPO DE BANDIDOS...

VENEZUELA: AS VITÓRIAS DO PRESIDENTE MADURO EM 2016

NOTÍCIAS NECESSÁRIAS PARA SERMOS CAPAZES DE ENFRENTAR O TEMPO DA "PÓS-VERDADE" EM QUE VIVEMOS. VALE LER E REPASSAR PARA AMIGOS E AMIGAS, SABENDO DA QUALIDADE DO ARTICULISTA IGNACIO RAMONET.

Las 10 victorias del presidente Maduro en 2016



Todo se presentaba muy complicado, a inicios de 2016, para las autoridades de Caracas. Principalmente por tres razones : 1) la oposición neoliberal había ganado las elecciones legislativas de diciembre 2015 y controlaba la Asamblea Nacional ; 2) los precios del petroleo, principal recurso de Venezuela, habían caído a su nivel más bajo en los últimos decenios ; 3) el presidente estadounidense Barack Obama había firmado una orden ejecutiva en la que declaraba que Venezuela representaba una “inusual y extraordinaria amenaza para la seguridad nacional y la política exterior de Estados Unidosi.
O sea, en tres campos decisivos –el político, el económico y el geopolítico-, la revolución bolivariana parecía estar a la defensiva. Mientras que la contrarevolución, tanto interna como externa, pensaba tener, por fin, el poder en Venezuela al alcance de la mano.
Y todo esto en un contexto de guerra mediática de larga duración contra Caracas que comenzó con la llegada al poder de Hugo Chávez en 1999 y se intensificó a partir de abril de 2013. Alcanzando unos niveles inauditos de violencia después de la elección del presidente Nicolás Maduro.
Esta atmosfera de agresivo y permanente acoso mediático produce una insidiosa desinformación sobre Venezuela que confunde hasta a muchos amigos de la revolución bolivariana. En particular porque, en esta era de la ‘post-verdad’, la práctica de la mentira, del fraude intelectual y del engaño descarado no es sancionado por ninguna consecuencia negativa, ni en términos de credibilidad, ni de imagen. Todo vale, todo sirve en esta ‘era del relativismo post-factual’, y ni siquiera los hechos o los datos más objetivos son tomados en consideración. Tampoco se acepta el argumento –tan obvio en el caso de Venezuela- del complot, de la conjura, de la conspiración. De antemano, el nuevo discurso mediático dominante denuncia y ridiculiza el « pretendido complotismo » como un inaceptable argumento de una « vieja narrativa » que no es de recibo...
Todo pues, a principios de 2016, aparecía muy cuesta arriba para el presidente de Venezuela. Hasta el punto de que el achacoso opositor neoliberal Henry Ramos Allup, pasablemente embriagado por su mayoría parlamentaria, se permitió asegurar, en enero de 2016, en su primer discurso como presidente de la Asamblea Nacional, que « en un lapso no mayor a seis meses » sacaría del poder a Nicolás Maduro. Inspirándose sin duda en el golpe de estado institucional contra la presidenta Dilma Rousseff en Brasil, y apostando por una victoria en un eventual referendo revocatorio.
Así estaban las cosas cuando el presidente Maduro, en una magistral secuencia de jugadas de ajedrez que nadie vio venir –perfectamente legales según la Constitución-, sorprendió a todo el mundo. Renovó, como era su derecho, a los miembros del Tribunal Supremo de Justicia (TSJ), órgano superior del poder judicial, cuya Sala Constitucional tiene la última palabra en materia de interpretación de la Constitución.
Saturada de soberbia, la oposición cometió entonces dos errores mayúsculos :
  1. Decidió ignorar las advertencias del TSJ y sesionar con tres diputados del estado Amazonas cuya elección, en diciembre de 2015, estaba bajo suspensión cautelar por irregularidades. Ante esa afrenta, el TSJ dictaminó obviamente que la incorporación de los tres diputados « no electos regularmente » retiraba toda validez a las decisiones de la Asamblea Nacional. De hecho, el TSJ declaró en desacato (desobediencia) a la Asamblea y determinó que « se considerarán nulas todas sus decisiones ». De tal modo que, por sus propios errores, la Asamblea no solo no consiguó legislar, ni controlar al gobierno, sino que, como lo reconocen prestigiosos especialistas en derecho constitucional, se anuló a si misma, dilapidó su poder y se autodisolvió ii .  Esta fue la primera gran victoria de Nicolás Maduro en 2016.
  2. En su obsesivo afán de derrocar al presidente, la oposición antichavista también decidió ignorar los requisitos legales (art. 72 de la Constitución), en términos de etapas imprescindibles y de pasos exigidos por los reglamentos jurídicos, para lanzar un referendo revocatorio en 2016iii. Ahí los opositores fracasaron igualmente de manera estrepitosa.
Y ello constituyó otra gran victoria de Nicolás Maduro.
Aún así, llegó un momento, hacia marzo-abril de 2016, en que todo se complicó enormemente. Porque, a las embestidas habituales de las fuerzas hostiles a la revolución bolivariana, vinieron a sumarse una impresionante sequía, la segunda más grande desde 1950, y calores extremos causados por el fenómeno El Niño. En Venezuela, el 70% de la energía se genera por hidroelectricidad y la principal central hidroeléctrica depende del embalse Guri. Al reducirse las lluvias, los niveles de este embalse disminuyeron casi al nivel mínimo.
La contrarevolución trató de aprovechar esta circunstancia para multiplicar los sabotajes eléctricos, buscando a crear caos energético, enojo social y protestas. El peligro era mayúsculo porque al problema eléctrico se sumaba, por efectos de la persistente sequía, la falta de agua potable...
Pero el Presidente Maduro actuó de nuevo con celeridad y adoptó medidas drásticas : decidió la sustitución de millones de bombillos incandescentes por ahorradores ; ordenó el reemplazo de los viejos acondicionadores de aire por otros de nueva tecnología ahorradora ; estableció el medio día laboral en la administración pública ; y decretó un plan especial de ahorro nacional del consumo eléctrico y de agua.
Gracias a estas audaces medidas, el Presidente consiguió evitar el colapso energéticoiv. Y obtuvo así una de sus más populares victorias del año 2016.
Otro de los problemas importantes (quizás el más grave) que tuvo que enfrentar el Gobierno –consecuencia en parte de la guerra económica contra la revolución bolivariana- es del abastecimiento alimentario. Hay que recordar que antes de 1999, el 65% de los venezolanos vivían en situación de pobreza y que sólo el 35% podía disfrutar de una alta calidad de vida. O sea, de cada diez venezolanos sólo tres consumían regularmente carne, pollo, café, maíz, leche, azucar... Mientras que, en los últimos diecisiete años, el consumo alimentario (gracias a la inversión social masiva de la revolución) se disparó en un 80%.
En sí, este cambio estructural, explica por qué, de pronto, la producción nacional de alimentos, mucho más importante de lo que se creev, resultó insuficiente.
Como la demanda aumentó masivamente, también se disparó la especulación. Y ante una oferta estructuralmente limitada, los precios se elevaron vertiginosamente. Y se expandió el fenómeno del mercado negro o « bachaqueo ». Muchas personas compraban los productos subvencionados por el Gobierno a precios inferiores al del mercado para venderlos a precios superiores al mercado. O los « exportaban » masivamente a los países vecinos (Colombia, Brasil) donde los revendían por el doble o el triple de su precio subvencionado. De tal modo que Venezuela se ‘desangraba’ de sus dólares - cada vez más escasos por el derrumbe de los precios del petroleo- para alimentar a unos ‘vampiros’ que le arrebataban los productos de primera necesidad a los más humildes, a la vez que se enriquecían de manera excepcional. Semejante inmoralidad no podía continuar.
Una vez más, el Presidente Maduro decidió actuar con mano firme. Primero -muy importante- cambió la filosofía de la ayuda social. Y corrijió un error mayúsculo que se llevaba cometiendo en Venezuela desde hacía lustros. Decidió que el Estado, en vez de subvencionar los productos, debía subvencionar a las personas. Para que sólo los pobres, los que realmente lo necesitan, tuvieran acceso a los productos subvencionados por el Gobierno. Para todos los demàs, el producto se vende a su precio justo establecido por el mercado. Lo cual evita la especulación y el bachaqueo.
Y segunda medida decisiva, el Presidente anunció que, a partir de ahora, el Gobierno pondría todo su empeño en cambiar el carácter económico del país para pasar de un ‘modelo rentista’ a un ‘modelo productivo’. A este respecto, el Presidente definió « quince motores vi» para reanimar la actividad económica tanto del sector privado, como del sector público y de la economía comunal.
Esas dos medidas esenciales convergen en una original creación imaginada por el Presidente Maduro : los CLAP (Comités Locales de Abastecimiento y Producción) que constituyen una nueva forma de organización popular. Hogar por hogar, los representantes de las comunidades organizadas entregan, a precio regulado, bolsas repletas de alimentos. Muchos de estos alimentos son de nueva producción nacional. Los CLAP deberían abastecer, en los próximos meses de 2017, a unas cuatro millones de familias humildes. Garantizando la alimentación del pueblo. Y rubricando así una nueva gran victoria del Presidente Maduro.
Otra victoria no menor, este año 2016 tan dificil, la constituye el record obtenido en materia de inversión social que alcanzó el 71,4% del presupuesto del país. Es un record mundial. Ningún otro Estado en el planeta dedica casi las tres cuartas partes de su presupuesto a la inversión social.
En materia de salud, por ejemplo, el número de establecimientos hospitalarios se multiplicó por 3,5 desde 1999. Y la inversión en un nuevo modelo humano de salud pública se multiplicó por diez.
La Misión Barrio Adentro, cuyo objetivo es atender a los enfermos en las areas urbanas más humildes del país, ha realizado casi 800 millones de consultas y salvado la vida de 1.400.000 personas. Las universidades de medicina han formado a 27.000 nuevos médicos. Y otros treinta mil deben obtener su diploma en 2017. Ocho Estados han alcanzado una cobertura de Barrio Adentro 100% en 2016, cuando la meta era de seis.

Otra victoria social fundamental, no mencionada por los grandes medios dominantes, es la alcanzada en materia de adultos mayores que reciben una pensión de jubilación. Antes de la revolución apenas el 19% de los jubilados recibían una pensión, el resto subsistía a menudo en la miseria o a cargo de sus familiares. Este año 2016, el porcentage de personas jubiladas que reciben una pensión (aunque no hayan podido cotizar a la seguridad social durante su vida activa) alcanzó el 90%. Un record en Suramérica.

Otra victoria espectacular –y que tampoco mencionan los grandes medios dominantes- es la conseguida por la Misión Vivienda encargada de construir viviendas sociales, a precio regulado, para las familias venezolanas humildes.
En 2016, esta Misión entregó nada menos que 359.000 viviendas (a título de comparación, un país desarrollado como Francia apenas construyó, en 2015, 109.000 viviendas sociales).
Desde que inició su mandato, en 2013, el Presidente Maduro ya ha entregado cerca de un millón y medio de viviendas a familias modestas. Otro record mundial pasado bajo silencio por todos los medios hostiles a la revolución bolivariana. Y que hasta muchos amigos omiten a veces de mencionar.

Recordemos, para terminar, algunas de las brillantes victorías conseguidas en el ámbito geopólitico. Por ejemplo, haber impedido que la Organización de Estados Americanos (OEA), dominada por Washington, condenase a Caracas como lo pretendía el secretario General de esta organización, Luis Almagro, quien invocaba la Carta Democrática contra Venezuela.
O el éxito de la XVII Cumbre del Movimiento de los Países No Alineados (MNOAL) realizada en septiembre de 2016 en el Centro de Convenciones Hugo Chávez de la isla Margarita con la presencia de numerosos jefes de Estado y de Gobierno y de representantes de ciento veinte países que aportaron su solidaridad a Venezuela.
Enfin, en esta campo, la principal victoria del Presidente Maduro, que efectuó varias giras internacionales con ese objetivo, fue el logro inaudito de un acuerdo entre países OPEP y no-OPEP para la reducción concertada de las exportaciones de petroleo.
Este acuerdo histórico, firmado en noviembre de 2016, frenó de inmediato el deterioro de los precios de los hidrocarburos que se desplomaban desde mediados de 2014 cuando sobrepasaban los cien dólares por barril.
Gracias a esta victoria capital, los precios del petroleo –que estaban en 24 dólares en enero- sobrepasaban los 45 dólares a final de diciembre 2016.

Así pues, en el año más duro y más largo, en el que tantos apostaron por su tropiezo, el Presidente Nicolás Maduro, sorteando todos los escollos, todas las trampas y todas las dificultades, ha demostrado su talla excepcional de hombre de Estado. Y de líder indestructible de la revolución bolivariana.
Notas:
i Léase Ignacio Ramonet, « Venezuela candente », ‘Le Monde diplomatique en español’, enero de 2016. http://www.monde-diplomatique.es/?url=editorial/0000856412872168186811102294251000/editorial/?articulo=2ebf5b30-e930-4492-971c-2fb37aa6e443
ii Léase « BBC Mundo », 24 de octubre de 2016. http://sumarium.com/se-ha-vuelto-irrelevante-la-asamblea-nacional-en-venezuela/
iii « El artículo 72 de la Constitución de Venezuela señala que el referendo revocatorio puede realizarse una vez cumplida la mitad del período presidencial. En el caso de Nicolás Maduro, éste inició el 10 de enero de 2013 y finalizará el 10 de enero de 2019, es decir, que los tres años se cumplieron el 10 de enero de 2016. La confusión con respecto a cuándo arranca el derecho para convocar el referendo podría partir de que, en abril de 2013, fue necesaria una nueva elección para terminar el período a raíz de la muerte de Hugo Chávez el 5 de marzo de 2013. Pero, de acuerdo al artículo 231 de la Constitución el actual período inició el 10 de enero de 2013 y no el 19 de abril de ese año. » Cf. declaración de Tibisay Lucena, rectora principal del Consejo Nacional Electoral (CNE), 9 de agosto de 2016. http://albaciudad.org/2016/08/cne-referendo-revocatorio-para-2017/
iv Con la llegada progresiva de las lluvias, a partir del finales de mayo, el nivel del embalse Guri ascendió, y el presidente Maduro pudo por fin informar que a partir del 4 de julio se suspendía el racionamiento eléctrico.
v Desde 1999, el Gobierno bolivariano ha invertido en la agricultura como ningún otro, priorizando levantar la producción local. Venezuela se abastece al 100% de papa, pimentón, cebolla, tomate, apio, ñame, ocumo, yuca, auyama, lechuga, repollo, ají, cilantro, perejil, limón, parchita, guayaba, melón, cambur, plátano y demás hortalizas y frutas. En arroz, el 80% es de cosecha nacional. En quesos y embutidos también el 85% es de producción local. Incluso en pollo, cochino y carne, las importaciones representan apenas el 24%. Y el porcentaje referente a caraotas, lentejas y garbanzos no alcanza el 15%.
vi Los 15 motores son : 1 Agroalimentario ; 2 Farmacéutico ; 3 Industrial ; 4 Exportación ; 5 Economía comunal, social y socialista ; 6 Hidrocarburos ; 7 Petroquímica ; 8 Minería ; 9 Turismo nacional e internacional ; 10 Construcción ; 11 Forestal ; 12 Militar industrial ; 13 Telecomunicaciones e Informática ; 14 Banca pública y privada ; 15 Industria básica.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

CONFIRMADO: NÃO HOUVE DESACELERAÇÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL ENTRE 1998 A 2014

Durante 15 anos, entre 1998 e 2014, uma aparente desaceleração do aquecimento global foi usada pelos céticos do clima como argumento para afirmar que o aquecimento global é "um engano". Em 2015, cientistas da Noaa (Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) concluíram que a explicação da aparente desaceleração estava na mudança das técnicas de medição: o uso atual de boias para a medição da temperatura sobre os oceanos implica valores mais baixos que os antigamente obtidos pelas medições em navios. 

O trabalho da Noaa foi muito criticado pelos céticos e um comitê da Câmara de Representantes, de maioria republicana, chegou a pedir aos cientistas da Noaa acesso aos e-mails relacionados ao estudo. Agora um trabalho de pesquisadores das Universidades de Berkeley, na Califórnia, e de York, no Reino Unido, confirmou as conclusões obtidas pela Noaa usando dados da rede Argos, um sistema mundial de localização e de coleta de dados por satélites. Cientistas japoneses já haviam chegado à mesma conclusão.

Moral da história: melhor não apostar contra a ciência!



2016 FOI MESMO O ANO MAIS QUENTE DA HISTÓRIA

Já se sabia, mas foi definitivamente confirmado pela agência de monitoramento do Clima da União Europeia: 2016 foi o ano mais quente já registrado. A novidade é a intensidade do aquecimento. A temperatura média do planeta em 2016 foi de 14,8oC. Esta é 1,3oC maior que a média do período pré-industrial, e apenas 0,2oC abaixo do limite almejado no Acordo de Paris.