segunda-feira, 4 de julho de 2016

JORNADA DE LUTAS CONTRA RIO 2016, OS JOGOS DA EXCLUSÃO

PARA QUEM PODE PARTICIPAR, PARA TODOS E TODAS QUE DESEJAM APOIAR. É INCRÍVEL COMO HÁ RECURSOS QUASE INFINITOS PARA OBRAS E MAIS OBRAS, E NADA PARA A SAÚDE, DIREITO AO TRABALHO, EDUCAÇÃO... E OS DESVIOS SÓ APARECEM MUITOS ANOS DEPOIS...

Compas,
repasso as infos do Comitê organizador dos Jogos da Exclusão!
para que acompanhem as atividades que acontecerão no Rio de Janeiro na semana de abertura das olimpíadas (vai ter?).
abraço amigo
Sandra Quintela
Pacs/Jubileu Sul

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Segue o evento do facebook e o texto inicial de divulgação das nossas atividades em Agosto. Ajudem a divulgar :)
Também tem o link para inscrições nas atividades autogestionadas mais abaixo.


https://www.facebook.com/events/1763662637246720/


Jornada de Lutas contra os Jogos da Exclusão!

A Rio 2016 já vai começar e o (não) legado está claro. Uma cidade segregada, na qual bilhões são gastos, com qual resultado? Juventude negra sendo morta nas favelas, colapso do transporte, Estado quebrado sem pagar salários e golpe no governo federal para garantir ainda mais dinheiro na repressão.

A lista violações é grande, mas a resistência também será! Na Copa das Confederações em 2013 e na Copa do Mundo em 2014 estávamos nas ruas e agora voltaremos à luta contra todas as violações cometidas em nome dos megaeventos!

De 1 a 5 de agosto, a JORNADA DE LUTAS CONTRA RIO 2016, OS JOGOS DA EXCLUSÃO

Serão cinco dias intensos de atividades, culminando com um grade ato no dia 5 de agosto, abertura dos Jogos

Veja a programação:

Dia 1: Vigília da Dignidade, das 14h às 21h, no Centro do Rio

Dia 2, 3 e 4: A Jornada ocupará o Prédio do IFCS, no Centro do Rio, de manhã, tarde e noite, com debates, rodas de conversas, oficinas e exibições, além de intervenções e ações nas ruas do Centro.

INSCRIÇÃO DE ATIVIDADES. Diversos movimentos, comunidades, organizações e coletivos estão construindo esse espaço, aberto às contribuições de todas e todos. SAIBA AQUI: https://medium.com/@jogosdaexclusao/jornada-de-lutas-contra-os-jogos-da-exclusão-inscrições-de-atividades-autogestionadas-7ddff13a9803

Dia 5: Na abertura dos Jogos da Exclusão, estaremos todas e todos na rua protestando. Saiba mais aqui: https://www.facebook.com/
events/818049904962891/


Em uma cidade onde o abismo da desigualdade cresce cada vez mais, a base de tratores, tiros e bombas, é fundamental prosseguir e avançar na luta pelo direito à cidade, pela democracia e pela justiça social.

Vamos denunciar este projeto de cidade segregada, Rio - Olimpíada 2016: os Jogos da Exclusão!

sábado, 2 de julho de 2016

PLANETA PODE AQUECER 3,1ºC

ESTE O DESAFIO: OU OS PAÍSES FAZEM MAIS E MELHOR PARA EVITAR O DESASTRE SOCIOAMBIENTAL GLOBAL, OU "IREMOS PARA O MATADOURO", COMO PROFETIZOU ANTÔNIO DONATO NOBRE - OU MELHOR, IREMOS PARA DENTRO DO FOGO...

Planeta pode aquecer 3,1°C se metas do Acordo de Paris não ganharem impulso

GIOVANA GIRARDI
29 Junho 2016 | 14:14

Novo estudo reforça previsões anteriores e mostra que países precisam reduzir muito mais suas emissões de gases de efeito estufa se quiserem cumprir a meta de segurar o aumento de temperatura do planeta bem abaixo de 2°C

Quando foi fechado o Acordo de Paris, que prevê conter o aquecimento do planeta a uma temperatura bem abaixo de 2°C, com esforços para limitar em 1,5°C até o final do século, já se sabia que os compromissos dos países naquele sentido não seriam suficientes para alcançar a meta. Agora uma análise científica sobre esses compromissos não deixa dúvidas. Se apenas os planos nacionais forem adotados, o aquecimento médio pode ser de 2,6°C a 3,1°C até 2100 na comparação com a temperatura média de antes da Revolução Industrial.
Momento em que o Acordo de Paris foi fechado. Da esq. para dir.: Christiana Figueres, secretária executiva da Convenção do Clima da ONU, Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, Laurent Fabius, ministro das Relações Exteriores da França e o presidente francês, Francois Hollande. Reuters
Momento em que o Acordo de Paris foi fechado. Da esq. para dir.: Christiana Figueres, secretária executiva da Convenção do Clima da ONU, Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, Laurent Fabius, ministro das Relações Exteriores da França e o presidente francês, Francois Hollande. Reuters
É o que mostra estudo publicado nesta quarta-feira, 29, na revista Nature por uma equipe de dez cientistas de diferentes países, inclusive o Brasil. Números semelhantes já haviam sido propostos por pelo menos 10 outras análises feitas logo depois que as chamadas INDCs (Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida, na sigla em inglês) foram apresentadas pelos governos ainda antes da Conferência do Clima de Paris, realizada em dezembro.
As INDCs são o conjunto de compromissos que cada país disse ser capaz de adotar como contribuição ao esforço global de redução das emissões de gases de efeito estufa, que, em excesso, estão promovendo o aumento da temperatura do planeta e as mudanças climáticas.
Algumas nações, como o Brasil, os Estados Unidos e a União Europeia como bloco trouxeram metas absolutas de quantos porcento de suas emissões serão cortadas até 2030. Já a China, hoje o maior emissor de gases de efeito estufa do planeta, disse somente que vai reduzir sua intensidade de carbono, que é quanto do gás é emitido, por exemplo, por unidade de PIB gerada. Outros países condicionaram suas reduções ao recebimento de ajuda financeira.
Como são coisas não comparáveis, é preciso trabalharam com estimativas de quanto essas ações significariam na prática. Daí as projeções de outros trabalhos serem próximas, mas não iguais. O novo estudo considerou as chances de cada uma delas e chegou à conclusão que, mesmo se todos os compromissos forem cumpridos, há 50% de probabilidade de ficar nessa faixa de 2,6°C a 3,1°C.
Orçamento apertado. Os autores reconhecem que as INDCs trazem um ganho de redução de emissões em relação às políticas atuais que as nações já estão adotando. Hoje o mundo emite por ano cerca de 49 gigatoneladas de CO2-equivalente. Se os planos forem adotados integralmente, com todas as condicionantes resolvidas, no período de 2020 (quando o Acordo de Paris começa a valer) a 2030 (prazo da maioria das INDCs), eles vão levar a uma redução de 6,4 gigatoneladas na comparação com a quantidade de gases que haveria na atmosfera se apenas as ações já em curso continuassem sendo adotadas.
Mas, apontam os pesquisadores, elas claramente não são suficientes para cumprir a meta de ficar bem abaixo de 2°C. Para o plano de ficar em 1,5°C, as possibilidades são ainda mais baixas. Ocorre que o planeta está muito próximo de ter na atmosfera a quantidade de carbono compatível com essa temperatura. É o chamado orçamento de carbono, sobre o qual os pesquisadores também se debruçaram. Eles calcularam que em 2030, para ficar no caminho dos menos de 2°C, as emissões tinham de ser pelo menos 11 gigatoneladas (Gt) menor do que estarão se contarmos apenas com o cumprimentos de todas as metas atuais (em 52,6 Gt).
“O que nosso estudo reforça é que é preciso definir ações mais ambiciosas o quanto antes. Não vai dar para gastar o período de 2020 a 2030 para só ter ações mais ambiciosas depois”, afirma o pesquisador Roberto Schaeffer, professor de Planejamento Energético do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Quando o Acordo de Paris foi fechado, os países já tinham noção disso e por isso concordaram que INDCs sejam revistas a cada cinco anos, com valores sempre readequados para cima, nunca para baixo. “Mas não vamos poder esperar o fim do período da INDC para começar a correr atrás”, alerta.
Ele afirma que para fechar a conta para menos de 2°C ou para 1,5°C em geral se considera a necessidade de adoção de tecnologias que ainda não estão firmadas, como de sequestro e captura de carbono (CCS ou BioCCS, que conta com biomassa). “Se dependemos disso, então está na hora de fazer isso começar a existir. Para ficar em 1,5°C seria necessário, logo depois de 2050, ter emissões negativas. Isso só vamos ter com BioCCS. Está na hora de acelerar tudo, inclusive o que não existe”, defende o pesquisador que participou da análise.
“O estudo é para chamar atenção mesmo. O pessoal saiu de Paris em clima de lua de mel, felizes por terem um acordo. E isso foi um excelente começo, mas tem de ir além. Ainda dá tempo, mas não pode jogar a toalha.”
Schaeffer faz ainda um alerta específico para o Brasil. “A INDC brasileira foi ambiciosa num outro cenário macroeconômico. Agora em crise, existe uma chance de o Brasil cumprir suas metas não por méritos próprios, mas porque a economia afundou. Nesse cenário, as emissões caem naturalmente porque o consumo de energia cai. Aí corre o risco de não fazer as ações necessárias, como ter mais energia eólica e menos térmica. Se fizer térmica achando que o jogo está ganho, vamos o problema que a gente chama de ‘trancamento tecnológico’ e fica mais difícil mais para frente se desvencilhar dele.”
http://sustentabilidade.estadao.com.br/blogs/ambiente-se/planeta-pode-aquecer-31c/ 

quinta-feira, 30 de junho de 2016

A OFENSIVA RAIVOSA NO DESMONTE DO SUS

OU NOS INFORMAMOS, TOMAMOS CONSCIÊNCIA DA GRAVIDADE DOS DESMONTES JÁ EM ANDAMENTO NO GOVERNO GOLPISTA INTERINO, OU A SEGURIDADE SOCIAL ERÁ PRO BREJO. OU MELHOR, SERÁ ENTREGUE NUMA BANDEJA DE OURO AO CAPITAL PRIVADO. E AÍ, O AUMENTO DE MORTES POR FALTA DE ASSISTÊNCIA BÁSICA À SAÚDE SERÁ, PARA ELES, OS GOLPISTAS, MAIS UM "CUSTO NATURAL" DA RETOMADA DO CRESCIMENTO ECONÔMICO - CRESCIMENTO DA CONCENTRAÇÃO DA RENDA, DA RIQUEZA, DA ESPECULAÇÃO, DA PRIVATIZAÇÃO ELITISTA DOS RECURSOS PÚBLICOS. 

É INDISPENSÁVEL UMA MOBILIZAÇÃO IMEDIATA EM DEFESA DA SAÚDE COMO DIREITO.


A ofensiva raivosa no desmonte do SUS


Amélia Cohn*
Em pouco mais de três décadas o SUS mostrou-se não só viável como essencial. É um pilar da garantia dos direitos sociais em contraposição ao mercado. É responsável (até hoje) por 90 a 95% das cirurgias de coração, tratamentos oncológicos e transplantes de órgãos. Realiza um milhão de internações/mês, 3,5 bilhões de atendimentos/ano, e a assistência primária cobre 60% da população com a Estratégia de Saúde da Família.
Quando a população de um município do estado mais pobre do país – Piauí – escolhe um médico cubano da ESF para carregar a tocha olímpica, não é à toa. É a homenagem à vitória de um modelo de assistência à saúde da população que deu certo e que ela reconhece como seu direito. É isso que o mercado (diga-se, seus interesses) não pode suportar. De nada adianta manter um programa afirmando que será reforçada a presença de médicos autóctones na estrutura de atendimento se esses médicos são e continuam sendo formados para o mercado. É falaciosa a argumentação de que os médicos nacionais estão defendendo condições estruturais para sua atuação profissional, por isso não se dispõem a ir prestar serviços nos rincões mais pobres do país, se são esses mesmos médicos que têm interesses estreitos com o setor privado de prestação de serviços, diretos ou indiretos.
Se os avanços são de grande monta na construção do SUS apesar das forças contrárias a ela, os problemas para se dar conta de forma satisfatória da situação de saúde da população brasileira também não são desprezíveis. Isso não significa que o SUS fracassou. Ao contrário, significa que ele é vitorioso, e que os quadros e segmentos da sociedade que o defendem são conscientes dos avanços e aperfeiçoamentos necessários.
Também ficar somente denunciando os avanços gulosos e indiscriminados contra o SUS nesse governo interino e ilegítimo não é suficiente. Porque o desmonte que ele está promovendo não é só material (fixação do financiamento do governo federal, sem levar em conta o crescimento da população e o comportamento da sua curva etária, a presença de novas epidemias, as famigeradas parcerias público/privado, que de público não têm nada, etc), mas é sobretudo o desmonte da essência do SUS, do que o moveu e o segue movendo: o ideário da justiça social, do direito à saúde, da equidade, e do seu caráter civilizatório.
E nesse ponto a presença dos médicos cubanos tem sido uma lição exemplar de como o conteúdo social da implementação do SUS via ESF é importante, não só para mudar o modelo de atenção até então vigente, mas sobretudo para imprimir um outro tipo de relação da sociedade com os serviços públicos: uma relação marcada pelo reconhecimento do outro, pelo respeito ao outro. A ideologia política dos médicos cubanos não incomoda as elites e os donos do capital na saúde porque ela não se transmite na relação médico/usuário do SUS. O que os incomoda, e é para eles insuportável, é a quebra de um modelo de relação dos profissionais médicos e de saúde marcado pelo desprezo e pela superioridade daqueles sobre os usuários, e isso sim se transmite pela relação que se estabelece entre esses pares: exatamente o que se denomina saúde como direito, com os cidadãos sendo portadores de direitos e, portanto, de respeito. Muito distante do que se vem propondo por exemplo no absurdo de um novo perfil do programa de atenção aos usuários de droga, ou da modificação perversa no modo como se remunerar os serviços públicos municipais, por um padrão de premiação da redução da prestação de serviços, numa versão burra do parâmetro custo/efetividade. Aí o caso do Programa Bolsa Família é exemplar: o novo governo ilegítimo vai premiar municípios que diminuam o número de bolsistas, enquanto os governos anteriores premiavam a qualidade do cadastro.
Nesse assalto à alma do SUS, onde estaria a possibilidade de resistência a esse tsunami? Está na radicalização do que o SUS foi pioneiro em implementar no conjunto das políticas públicas: na sociedade, seja participando dos conselhos de gestão (com o risco de serem dizimados), seja na mobilização popular. E a essas alturas, a saúde, sem dúvida alguma, já foi apropriada pela sociedade (por aqueles que o utilizam diretamente) como um direito. A usurpação desse direito pelos governantes ilegítimos pode e deve ser barrada pela mobilização social, relembrando-se, por exemplo, no início dos anos 70 e 80 da importância dos movimentos populares por saúde.
Num momento de tanta fragmentação social, que se reflete na fragmentação das demandas sociais, a luta pela defesa dos direitos sociais e trabalhistas deve encontrar uma pauta comum, transversal, que permita que se levantem as bandeiras da seguridade social que nortearam a constituição de 1988. E sem ilusões: na radicalização atual, a luta pelos direitos sociais vai revestir-se do que no fundo é – uma luta de classes, provocada pelos setores mais retrógrados da sociedade, e que uma vez tendo usurpado o poder, estão achando agora que o queijo é pouco!
Mas de um governo que troca Paul Singer por um contador aposentado, ou que outro ministro afirme que o Brasil é um país que “qualquer programinha social onde se distribua bônus disso, bônus daquilo, se ganha eleição”, não se pode esperar a não ser o pior. Saúde não é um bônus, assim como não o é a educação, o trabalho, o Bolsa Família, os direitos trabalhistas e previdenciários. Constituem sim direitos.
Nada mais urgente que colocarmos a banda na rua, e rápido!

* Amélia Cohn é socióloga.

http://plataformapoliticasocial.com.br/artigo-15-a-ofensiva-raivosa-no-desmonte-do-sus/ 

VEJAM ATLAS NACIONAL DIGITAL DO BRASIL 2016 E CADERNO SOBRE INDÍGENAS

IHU - Quarta, 29 de junho de 2016

IBGE lança Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 com mapas interativos e caderno temático sobre indígenas

IBGE lançou o Atlas Nacional Digital do Brasil 2016. Trata-se de um atlas que incorpora, em ambiente interativo, as informações contidas no Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, publicado em 2010, acrescidas de 170 mapas com informações demográficas, econômicas e sociais atualizadas e um caderno temático sobre a população indígena no Brasil. Com isso, faz um mapeamento inédito sobre a localização dessa população dentro e fora das Terras Indígenas, segundo dados do Censo Demográfico 2010.
A reportagem foi publicada por IBGE, 27-06-2016.
Este Atlas revela as profundas transformações ocorridas na geografia brasileira, acompanhando as mudanças observadas no processo de ocupação do território nacional na contemporaneidade, e se estrutura em torno de quatro grandes temas: o Brasil no mundo; Território e meio ambiente; Sociedade e economia; e Redes geográficas.
Além do recurso ao texto escrito, o Atlas utiliza mapas, tabelas e gráficos, o que permite um amplo cruzamento de dados estatísticos e feições geográficas que tornam flexível e abrangente a seleção de informações, permitindo o entendimento aproximado da diversidade demográfica, social, econômica, ambiental e cultural do imenso território brasileiro.
Este lançamento inaugura a política do IBGE de divulgação anual do Atlas Nacional Digital do Brasil.
Clique aqui para ter acesso ao Atlas Nacional Digital do Brasil 2016.
Aplicativo permite navegação em ambiente interativo
Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 é uma aplicação de análise geográfica, voltada para usuários que desejam ter acesso somente ao conjunto de mapas e também para os que possuem um conhecimento mais avançado quanto à busca de informações geográficas on line.
Ao usuário é permitido ter acesso a todas as páginas da publicação, podendo fazer download e consultar os seus dados geográficos, estatísticos e seus metadados (informações sobre o dado). A aplicação possibilita também analisar os 780 mapas do Atlas em um ambiente interativo, que permite a navegação pelo mapa, alterar a escala de visualização, ver e exportar tabelas e arquivos gráficos, personalizar o mapa superpondo temas de várias fontes, gerar imagens, salvar o ambiente de estudo para posterior análise e abrir um ambiente personalizado de estudo.
Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 se estrutura em quatro grandes temas
Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 é estruturado em torno de quatro grandes questões: O Brasil no mundo; Território e meio ambiente; Sociedade e economia; e Redes geográficas.
O eixo temático O Brasil no mundo aborda questões como a desigualdade social, o acesso a informações, às redes geográficas e às fontes energéticas.
A relação entre Território e meio ambiente ressalta as diversas divisões do território brasileiro e traz mapas de relevo, clima, solos, recursos hídricos, vegetação, fauna ameaçada, além de informações sobre riscos ambientais.
O tema Sociedade e economia aborda a dinâmica geográfica, a urbanização, a desigualdade social, saúde, educação, saneamento, cidadania e espaço econômico.
O eixo das Redes geográficas considera os sistemas e as redes – geodésicas, cartográficas, viárias, aéreas, comunicação e energia – como componentes da logística territorial e, portanto, da localização geográfica das atividades econômicas no Brasil, constituindo condição básica para o escoamento da produção, a circulação humana e, hoje em dia, para o desenvolvimento sustentável, uma vez que alavancam grande parte das formas de ocupação e de uso dos recursos naturais, reestruturando continuamente o território nacional.


Caderno Temático faz mapeamento inédito sobre a população indígena
O aprimoramento do Censo Demográfico 2010, no que se refere à base territorial, permitiu a espacialização dos indígenas em escalas geográficas diferenciadas. Foram analisadas as características sociodemográficas dentro e fora das Terras Indígenas, de forma a dar maior visibilidade a esse segmento populacional, o que permitiu mapear estas informações.
Censo 2010 mostrou que 517,4 mil indígenas (57,7% do total desta população) viviam nas Terras Indígenasoficialmente reconhecidas na época de sua realização. As regiões Norte (73,5%) e Centro-Oeste (72,5%) possuíam os maiores percentuais. Roraima era o estado com o maior percentual (83,2%) e o Rio de Janeiro detinha a menor proporção (2,8%).
75,0% dos indígenas souberam informar sua etnia
No Brasil, 75,0% das pessoas que se declararam indígenas souberam informar o nome da etnia ou povo ao qual pertenciam. As etnias mais representativas, segundo as unidades da federação, revelaram características determinantes de possíveis padrões de distribuição espacial de algumas delas, como os Xavantes, que estavam entre os mais numerosos em todos os estados da região Centro-Oeste, e os Guarani Kaiowá, com penetração em toda região Sul e parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste.


Mais de 30% dos indígenas sabiam falar sua língua de origem
Censo 2010 identificou 274 línguas indígenas. Em todo o país, 37,4% dos indígenas de 5 anos ou mais de idade falavam uma língua indígena. Dentro das Terras Indígenas esse percentual foi de 57,3%, enquanto fora delas e em áreas urbanas, 9,7% ainda eram falantes, e, nas áreas rurais, 24,6%.
As línguas indígenas eram faladas em maior porcentagem nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste, sendo que as Terras Indígenas localizadas nessa última região alcançaram o percentual mais elevado, 72,4%. O Guarani foi significativo no conjunto das línguas mais faladas nas regiões SudesteSul e Centro-Oeste, o mesmo ocorrendo em relação aosNhandeva e aos Mbya nas regiões Sudeste e Sul.

ATENÇÃO: 70 MILHÕES DE CRIANÇAS VÃO MORRER!

E QUEM SE IMPORTA COM ISSO? E POR QUE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DÃO ESTA NOTÍCIA COMO SE FOSSE ALGO NATURAL? POR QUE NÃO SE MOBILIZAM CONTRA ESSE ASSASSINATO PROMOVIDO PELO SISTEMA CAPITALISTA?

ESSE É O GRANDE DESAFIO: DESNATURALIZAR AS MORTES POR FOME. E, JUNTO COM ISSO, IDENTIFICAR, PROCESSAR E CONDENAR OS CRIMINOSOS. 

As 70 milhões de crianças que vão morrer e o recall das cômodas assassinas

Relatório do Unicef diz ainda que 750 milhões de mulheres se casarão ainda crianças, até 2030; notícia sobre cômodas assassinas ganhou quase o mesmo espaço.
O comentário é de Alceu Luís Castilho, jornalista, publicado por Outras Palavras, 29-06-2016.
Eis o texto.
Li as duas notícias ao lado uma da outra, na home do UOL. 1) “70 milhões de crianças morrerão até 2030 se o mundo não agir, diz Unicef“. Antes de completarem 5 anos. 2) “Gigante de móveis Ikea fará recall de 29 milhões de cômodas após mortes“. (Mortes de crianças. Pelo menos seis crianças morreram desde 1989.)
E fiz a conexão singela entre elas: em que momento faremos um recall desse sistema?
As cômodas estão caindo. Elas vão cair. O sistema que permite 70 milhões de mortes de crianças e é naturalizado diariamente pelos meios de comunicação… precisa mudar. E esta não é apenas uma questão revolucionária. Pode ser uma questão para quem tem formação religiosa (mais ou menos conservadora), ou em direitos humanos – direitos humanos nasceram no capitalismo, não são coisa de comunista.
Para quem tenha compaixão. Algum código de princípios. Pois boa parte desses milhões de crianças vai morrer. Fora as que têm mais de 5 anos. Quantas, exatamente? Quantas ainda podem ser salvas? (E que editorial de jornal está tratando deste tema, hoje?)
Segundo o Unicef, 750 milhões de mulheres terão se casado ainda crianças até 2030. (Alô, feministas.) Na África subsaariana, 9 entre 10 crianças viverão, nesse ano, em pobreza extrema. (E há quem fale em meritocracia.)
Mas voltemos às cômodas – aquelas que essas crianças não terão. “As cômodas satisfazem as obrigações de estabilidade em todos os mercados onde são vendidas”, afirmou o porta-voz da Ikea, gigante sueca do setor de móveis. Ele disse que as cômodas que mataram as seis crianças são seguras se estiverem afixadas às paredes. (A empresa vendeu 147 milhões de cômodas em 13 anos, e diz que as pessoas não seguiram o manual de instruções.)
Claro. Simples. Que ideia das pessoas, não é, deixarem de fixar as cômodas nas paredes. Mas tomemos o cinismo desse senhor como metáfora. As armas são seguras se ninguém apertar o gatilho. As pessoas que vivem em áreas de risco (expulsas pelo sistema para esses lugares perigosos) só morrerão se não estiverem mesmo muito afixadas. Que não chova, portanto. Para as doenças ocasionadas por falta de saneamento, que se tenha saúde.
Qual o manual de instruções para que as populações vulneráveis não sejam executadas pela polícia (ou por algum Exército imperialista), mortas de fome, exploradas sexualmente?
“Quando olhamos para o mundo de hoje, somos confrontados com uma verdade desconfortável, mas inegável: as vidas de milhões de crianças são arruinadas pelo simples fato de terem nascido num determinado país, comunidade, gênero ou circunstância”, escreve o diretor-geral do Unicef, Anthony Lake, no prefácio do relatório.
Mas não, Unicef, não se trata de uma questão climática, física. E sim econômica. E geopolítica. De distribuição das riquezas, de divisão do mundo do trabalho, do acesso das famílias e comunidades aos bens naturais – a começar da terra, da água – e ao que deveria ser oferecido pelo Estado: como saúdesaneamentoeducação.
Como? Se essas terras foram usurpadas, se essa água vai sendo privatizada. Se os Estados (como aqueles ao sul doSaara) vão se tornando refém dos mercados e não estão estruturados para salvar essas vidas? Não adianta falar em “iniquidades”, como se elas fossem um puxadinho mal resolvido da casa. São os pilares do sistema que precisam ser questionados.
É o sistema, diretor. É o sistema. E precisamos ser honestos em relação a isso. Muito antes de Thomas Pikkety muita gente expôs as vísceras desse sistema (ele atende pelo nome de capitalismo). A desigualdade é uma questão intestina, estrutural. E não uma “circunstância”. O Estado de Bem Estar Social e os arremedos de social-democracia só têm encolhido, sob pressão diária de nossa imprensa liberal e cínica.
Corolário: a imprensa burguesa mata. Isso precisa ser dito com todas as letras. Como dissociar? Genocídios pressupõem a existência de genocidas. O mercado não salva e não alimenta. Quem o defende acima das pessoas – dos jornais e partidos políticos aos especuladores de plantão – mantém uma bala apontada para cada uma dessas 69 milhões de crianças.

MULHERES NO BRASIL: TRABALHAM MAIS TEMPO E RECEBEM MENOS

DE FATO A SUPERAÇÃO DA DIFERENÇA DE REMUNERAÇÃO NÃO DEVERIA ACONTECER SÓ NA PREVIDÊNCIA. ELA DEVERIA ACONTECER NESSA DECISÃO, E DE IMEDIATO: TEMPO E TIPO DE TRABALHO IGUAL, REMUNERAÇÃO IGUAL PARA HOMENS E MULHERES. TUDO QUE ESTIVER FORA DESSE PRINCÍPIO DE JUSTIÇA, É DISCRIMINAÇÃO. 

Mulheres recebem menos e têm jornada maior no Brasil

Os defensores de uma idade mínima de aposentadoria para mulheres menor que a de homens argumentam que elas trabalham mais – somando as tarefas domésticas – e recebem menos ao longo da vida profissional.
A reportagem é de Fernanda Perrin, publicada por Folha de S. Paulo, 29-06-2016.
Por outro lado, a expectativa de vida delas é superior à dos homens (78,8 e 71,6, respectivamente). Logo, elas receberiam o benefício por mais tempo do que seus parceiros.
Pesquisa do IBGE mostra que, entre 2000 e 2010, a participação da mulher no mercado de trabalho e os salários pagos a elas cresceram, mas continuaram inferiores aos dos homens.
O rendimento médio real da população feminina passou de R$ 959 em 2000 para R$ 1.074 em 2010, enquanto o dos homens foi de R$ 1.471 para R$ 1.587, segundo o estudo Estatísticas de Gênero.
Já a taxa de atividade –proporção de pessoas empregadas ou procurando colocação– das mulheres subiu de 50,1% para 54,6% no período, enquanto a dos homens caiu de 79,7% para 75,7%.
Ao mesmo tempo, a jornada total de trabalho delas –incluindo as atividades domésticas– soma 56,4 horas semanais, quase cinco horas superior à masculina, de acordo com dados do IBGE.
Uma das propostas discutidas pelo governo do presidente interino, Michel Temer, com as centrais foi a a redução na diferença para aposentadoria entre homens e mulheres.
Em artigo para a Folha 2014, o atual secretário da Previdência, Marcelo Abi-Ramia Caetano, disse reconhecer os argumentos a favor de regras diferentes, mas discordar que o problema deva ser resolvido na aposentadoria.
"Afinal, o que a Previdência tem a ver com discriminação de gênero?", escreveu.

A CRISE DO CAPITALISMO VAI AO CINEMA

VEJAM SUGESTÕES DE FILMES QUE AJUDAM A FAZER ANÁLISE CRÍTICA DAS LOUCURAS DO CAPITALISMO E SUAS CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS E AMBIENTAIS. E TAMBÉM SUGESTÕES DE CAMINHOS ALTERNATIVOS.

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Fluxos incessantes de dinheiro. Desigualdade. Democracia sequestrada.Paraísos fiscais. Ambição. Rebeldia. Como os filmes ajudam a enxergar as sociedades dominadas pelo mercado – e as possíveis saídas
Por Juliana Cavalcanti, da campanha TTF Brasil
O atual processo de crise econômica pelo qual atravessam os mercados globais desde 2008, já pode ser considerado um dos mais graves da história. Os mercados, cada vez mais interligados pelas TIC – tecnologias de informação e comunicação –, sofrem em cascata com repercussões que antes seriam localizadas. Iniciada nos Estados Unidos, ancorada no mercado imobiliário norte-americano, a crise ganhou proporção gigantesca – afetando mercados dependentes de fluxos internacionais de capital.
Entender uma crise global não é tarefa fácil, mesmo para especialistas. Com o mercado financeiro funcionando cada vez mais no campo virtual da informação contábil – o dinheiro circulante, muitas vezes, parece não existir “de verdade”. Uma das formas de buscar uma melhor compreensão para tal crise, com repercussões que parecem longe de terminar, é o audiovisual. O cinema tem apresentado de forma brilhante e divertida muitas histórias sobre a economia e suas repercussões. A ideia aqui não é abordar todos os filmes que falam sobre economia e mercado financeiro, mas indicar algumas boas obras sobre o tema.
A crise atual
Entre os mais conhecidos e com roteiro bem costurado está Wall Street – o dinheiro nunca dorme (2010), do diretor Oliver Stone. O filme é uma continuação do roteiro dos anos 1980 e mostra o personagem Gordon Gekko (Michael Douglas) após sair da prisão por negociar ações com informações privilegiadas. Ao deixar a cadeia, Gekko volta a negociar no mercado financeiro no início da crise do subprime e retoma discussões sobre a ética do mercado e a manipulação de informações – algo com efeito devastador na era da globalização.
Na trama, além de entender como funciona o jogo especulativo da bolsa de valores, também é possível ter uma pequena aula sobre “como esconder grandes somas de dinheiro em paraísos financeiros” e também sobre “como tornar estes recursos novamente legalizados e atuantes do mercado”. Apesar de o foco da história estar no intricado jogo especulativo, existe também um debate ético permeando o roteiro.
Outro filme de 2010, desta vez dirigido por John Wells e protagonizado por Ben Affleck, Kevin Costner e Tommy Lee Jones é A Grande Virada (“The Company Men”). Afetados pela crise financeira, num ambiente de demissões e fechamento de empresas que abala a classe média norte-americana, é possível ver como o mercado financeiro, muitas vezes imaginado “virtual”, está bastante interligado com a produção real. Os empregos e a produção são afetados pela falta de reação dos “papéis” na Bolsa de Valores. A história mostra os executivos tentando driblar o clima de terror que se instaura no mercado, com ameaça de colapso financeiro.
The-Big-Short
Cenas do filme A Grande Virada (“The Company Men”)
Como investidores também podem lucrar com a destruição do sistema?Este é o argumento de A grande aposta (“The big short”, 2015). Dirigido por Adam McKay, o roteiro, baseado no livro homônimo de Michael Lewis, aborda como um grupo de investidores com acesso privilegiado a informações consegue utilizá-las de modo eficiente para lucrar com a quebra do mercado de instrumentos financeiros baseados em débitos imobiliários – CDO, ou Obrigação Colateral de Dívidas. Na trama, os “apostadores” conseguem prever que o sistema não se sustentará e apostam, através da criação de um novo instrumento de seguro financeiro, os CDS – Credit Default Swaps, ou Trocas de Créditos de Falências – que os CDOs perderiam valor por causa da inadimplência que apareceria com o aumento das taxas de juros flutuantes dos empréstimos para compra de casa própria. Estes empréstimos eram a base para a pirâmide de derivativos financeiros comercializados entre as instituições financeiras.
As consequências reais das crises financeiras
Fugindo dos roteiros norte-americanos, a trilogia As mil e uma noites, do cineasta português Miguel Gomes, mistura documentário e ficção para falar dos efeitos da crise econômica no país. A partir da lenda de Sherazade – que precisava contar uma história por noite para não ser degolada por seu marido e algoz – Gomes passa a contar como o período de “austeridade” provocado pela crise nos anos de 2013 e 2014 afetou o dia a dia dos portugueses. A história é dividida em três volumes (“O Inquieto”, “O Desolado” e “O Encantado”) e apresenta de forma bastante sensível e inusitada as repercussões da recessão no cotidiano das pessoas.
Para quem quer entender a crise financeira a fundo, dois documentários podem ser úteis. Inside Job (“Trabalho Interno”), vencedor do Oscar em 2011, traz relatos sobre a crise e investiga suas causas. A obra é dividida em cinco partes: “Como chegamos até aqui”, “A bolha”, “A crise” e duas partes sobre os desdobramentos da crise. O filme é dirigido pelo cineasta Charles Ferguson.
Já o diretor Michael Moore aborda a transição entre os governos de George Bush e Barack Obama dentro do espectro da crise em Capitalismo: uma história de amor (“Capitalism: a love story”). No documentário é possível perceber como o poder do mercado influencia as decisões governamentais e do parlamento e como esta interligação muitas vezes imperceptível está na base de um sistema injusto.
Desobediências e experimentos
Mais antigo, o filme alemão Edukators (2003) não fala sobre a crise recente, mas aborda a crueldade e as contradições do sistema capitalista. A obra critica duramente o sistema econômico, ao mostrar um grupo de jovens que invade casas desocupadas durante a madrugada para deixar mensagens contra o capitalismo. Junta-se ao grupo uma jovem cuja dívidatornou-se impagável, devido às taxas de juros; e que, por isso, foi à falência pessoal de forma irremediável. A história desenvolve-se de um modo inesperado para os jovens, que acabam sequestrando um empresário. O filme tem diálogos fortes e um final surpreendente. Questiona, de forma dura e sensível, os valores do sistema capitalista. Indaga: que tipo de sociedade poderíamos construir, sob uma lógica diferente?
Correndo o risco de cometer uma heresia em relação à seriedade do tema, mas mantendo em mente o funcionamento do mercado e um pouco de diversão (por que não?!) vem à cabeça a comédia escrachada Trocando as bolas (“Trading Places”, 1983) – um queridinho da “Sessão da Tarde” nas décadas de 1980 e 1990. Com Eddie Murphy, Dan Aykroyd e Jamie Lee Curtis, o roteiro envolve a aposta entre dois milionários sobre o que seria mais importante: a genética ou o meio social? A partir daí, eles começam a interferir na vida de um mendigo (Murphy) e de um milionário (Aykroyd), trocando as vidas dos dois. De forma divertida, o filme mostra como funciona o jogo do mercado financeiro e como pode ser uma roleta a operação em bolsa de valores.
Como tornou-se um provérbio, cinema é a maior diversão. E no lado da economia, pode ser um forte aliado para o entendimento do sistema que opera ao nosso redor.